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quarta-feira, 24 de abril de 2013

A maluquice – e o fracassso – dos carros voadores


A maluquice – e o fracassso – dos carros voadores

A vida não seria mais fácil se você pudesse simplesmente entrar em seu carro voador e pular os congestionamentos para o trabalho? Apesar das previsões do passado ainda não chegamos lá, mas não foi por falta de tentativa. Aqui estão dez exemplos deste sonho maluco.

O Simcopter




Por que falhou? O projetista aeronáutico David Dobbins tentou construir um meio carro/meio helicóptero a partir de um Simca francês em 1957. Chamado de Simcopter, era equipado com um motor aeronáutico Lycoming de 300 cavalos. Conseguiu subir um metro e meio, e foi o mais longe que chegou.

Piasecki VZ-8 Airgeep




Por que falhou? Em 1957, enquanto a revista Popular Science estava ocupada publicado artigos sobre o futuro com carros voadores a cada cinco minutos, o exército norte-americano encomendou o projeto de um jipe voador à Piasecki Helicopter. Primeiro foi chamado de Model 59K Skycar, depois Airgeep, e finalmente VZ-8P quando voou em 1958.

Alguns testes de voo se seguiram até 1962, quando o governo se deu conta de que um jipe voador com 550 cavalos era significativamente menos eficiente no transporte de pessoas que um helicóptero, cancelando o projeto.

Carro-cóptero de Pescara




Por que falhou? Raúl Pateras Pescara foi um pioneiro no campo dos helicópteros e um de seus projetos foi este carro aerodinâmico equipado com sua tecnologia para helicópteros. Pescara só conseguiu colocar seu protótipo de helicóptero no ar em 1922, um ano depois de registrar a patente para o carro-cóptero, então esta coisa provavelmente nunca foi construída.

Hafner Rotabuggy




Por que falhou? Esta foi a tentativa britânica de fazer um jipe voar, projetado e construído no meio da Segunda Guerra. Os engenheiros britânicos descobriram que podiam derrubar um Jeep Willys de quase 2,5 metros de altura sem danificar o veículo, então resolveram instalar um rotor e um estabilizador vertical, mas sem um leme.

Chegou a voar algumas vezes, lançado de um bombardeiro e voando a pouco mais de 100 km/h em 1944. Na época, os militares perceberam que poderia simplesmente construir transportadores que não eram tão complicados de construir e operar, cancelando o projeto.

Carro voador da universidade Brunel




Por que falhou? Em 2004 o Top Gear encomendou um carro voador à universidade Brunelsemelhante ao usado em 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro. Alguns meses depois a equipe do programa levou um Rover Metro e deu aos estudantes a tarefa de fazer dele um carro voador.

Não conseguiram terminá-lo nas três semanas dadas pelo Top Gear antes da chegada das câmeras, James May e Stig. Não chegou a decolar, por isso nunca foi filmado.

Curtiss Autoplane




Por que falhou? Este projeto norte-americano foi, ao que tudo indica, o primeiro carro voador construído, apesar de só ter conseguido alguns saltos antes da entrada do país na Primeira Guerra e o cancelamento do projeto.

Carro-avião de Rene Tampier




Por que falhou? Na melhor das hipóteses, esta coisa pode ser chamada de um avião usável nas ruas. Era um avião construído e pilotado em 1921 pelo parisiense Rene Tampier. Tinha um motor Hispano Suiza de 300 cavalos. Em solo, as asas eram recolhidas e ficavam perpendiculares à carroceria, reduzindo a envergadura de 13 metros para uma largura de 2,5 metros. Não há informações do porquê o projeto foi cancelado.

ConvairCar Model 118




Por que falhou? Somente duas unidades desta coisa foram construídas por Ted Hall da Convair. Ele esperava construir 160.000, mas um pequeno problema de projeto acabou arruinando os planos.

O Model 118 tinha dois tanques de combustível – um para o motor do carro e outro para o motor de voo. Isso significava que havia dois mostradores de nível do tanque. Em 1947, um piloto de teste decolou com um protótipo. Ele achava que tinha um tanque cheio de combustível para voar, mas leu o mostrador errado. Ele se acidentou e morreu, enquanto o projeto foi cancelado no ano seguinte.

Moller M200X



Por que falhou? A Moller International volta e meia ganha um espaço na mídia com seu Skycar, uma máquina voadora mais ou menos funcional. Entre os projetos menos famosos da empresa estão iniciativas ainda mais malucas que não recebem menção fora quando se fala de coisas insanas. Caso deste disco voador, o M200X Neuera.

Ele deveria entrar em produção em 2007. Se algum dia chegar a ser fabricado em massa eu como meu sapato.

AVE Mizar




Por que falhou? Você tem ideia de quanto tempo, dinheiro e experiência em engenharia é preciso ter para projetar um avião? Com certeza é maior do que a decisão de fixar a parte posterior de um Cessna Skymaster em um Ford Pinto.

Nos dois voos de teste em 1973, a asa direita do protótipo do AVE Mizar se separou da carroceria do Pinto. No primeiro voo, o piloto conseguiu pousar a máquina. No segundo voo, desta vez com o fundador Henry Smolinski e seu sócio a bordo, o Mizar bateu e pegou fogo. Ambos os ocupantes e o projeto morreram.

Mercedes-Benz apresenta o novo Classe E


Mercedes-Benz apresenta o novo Classe E em versão alongada




Por Imprensa Mercedes-Benz
A mostra "Auto China 2013", em Xangai, foi palco do lançamento mundial da versão alongada do novo Classe E. Desenvolvido para o crescente mercado chinês, o carro oferece 14 centímetros a mais de espaço para as pernas na parte traseira. O veículo também traz um refinado design e personalidade exclusiva, além de uma marcante evolução em conforto e alto padrão de equipamentos. Três motores a gasolina, cobrindo uma amplitude de potência que vai de 150 a 245 cv, com transmissão automática de série, garantem um desempenho altamente dinâmico, associado a alto conforto de rodagem. Com todos esses atributos, o novo Classe E estabelece um novo padrão para o segmento de luxo.

A versão alongada do novo Classe E irradia status e uma superioridade espontânea, atendendo às expectativas do mercado chinês quanto a veículos de luxo de forma ainda melhor do que o já confortável Classe E com distância entre-eixos convencional. Com 5.019 milímetros de comprimento e distância entre-eixos de 3.014 milímetros, a versão alongada, que será fabricada exclusivamente na China, é 140 milímetros mais longa do que o sedã Classe E já vendido em todo o mundo. No interior, o acabamento exclusivo cria uma atmosfera agradável e sofisticada. Para maior conveniência, o banco do passageiro da frente pode ser posicionado eletricamente da parte traseira.

Design: duas novas escolhas para a dianteira
A par de toda a família da Classe E, alterações inteligentes no design criaram para a versão alongada uma nova dianteira, juntamente com novas proporções. No tocante a modificações, os designers seguiram a nova linguagem de design da Mercedes e reinterpretaram os valores clássicos de estilo da marca partindo da base já existente. O resultado é uma aparência superior, mais refinada e dinâmica.

Os faróis foram redesenhados e reúnem todos os elementos funcionais sob uma única lente. Elementos fluidos dentro dos faróis ajudam a garantir que o visual "quatro olhos", típico da Classe E, seja mantido graficamente. No tocante à iluminação e visibilidade, o novo Classe E cria paradigmas: tanto os faróis baixos como as luzes de condução diurna integradas utilizam de série tecnologia LED.

Pela primeira vez, o Classe E com distância entre-eixos mais longa é disponibilizado com duas opções de dianteira. O Sedan traz a clássica grade do radiador com três barras, com a estrela da Mercedes no capô. O Sport Sedan vem com a frente esportiva, apresentando a estrela ao centro para criar uma aparência diferenciada, enfaticamente dinâmica.

Uma nova linha de caráter e uma faixa tridimensional reposicionada dão à versão alongada novas proporções, criando um empolgante visual. Uma nova linha estrutural se estende da porta de trás até a lanterna traseira. Isto dá ao veículo um visual mais alongado. Ela ressalta o friso lateral, que foi reposicionado mais abaixo. No geral, o Classe E parece mais longo e elegante.

Na traseira, as lanternas e o para-choques foram modificados. As novas lanternas horizontais com LEDs, com novo visual em dois tons, reforçam a percepção de largura e apresentam um formato característico à noite.

Interior: alta qualidade, acabamento requintado
O interior também foi retrabalhado e harmonizado com o expressivo design externo. Materiais de alta qualidade e áreas subdivididas com junções precisas e curvas acentuadas reforçam a impressão generalizada de alta qualidade no generoso interior do carro.

Uma novidade é o acabamento em dois níveis que se estende por todo o painel. Ele pode ser escolhido em duas opções de madeira (Wood e Ash Tree Black). O desenho das saídas de ar também é novo, assim como o relógio analógico posicionado entre as duas aberturas centrais da ventilação.

O harmonioso interior se caracteriza pelo console central sem alavanca de mudanças, assim como pelo novo volante multifuncional com a alavanca DIRECT SELECT e palhetas de comando do câmbio automático (shift paddles).

Equipamentos: alto grau de luxo de série
A versão alongada do Classe E está sendo lançada na China nas versões E 260 L, E 300 L e E 400 L. Há duas opções adicionais de acabamento, o luxuoso Sedan e o Sport Sedan. Este último traz consigo o vigoroso design AMG na frente e na traseira, novas saias laterais AMG e rodas AMG especiais. O luxuoso conjunto de equipamentos e detalhes é típico da marca AMG. Começando pelo E 260 L, a relação inclui faróis de LEDs, teto solar elétrico, controle de climatização com duas zonas, Parktronic e COMAND DVD.

Novos equipamentos são oferecidos opcionalmente para os outros modelos:
· A câmera 360° compreende um sistema de várias câmeras de curto alcance para auxiliar no estacionamento e manobras. Além das funções da câmera de ré, o sistema permite monitorar as áreas ao lado e diretamente à frente do veículo, ajudando assim a evitar colisões devido à desatenção ao manobrar o carro.

· Todas as funções dos faróis que fazem parte do Intelligent Light System (sistema de iluminação inteligente) utilizam a eficiente e econômica tecnologia LED. Essas funções adaptam a distribuição da luz a cada situação de condução, dando assim uma importante contribuição para a segurança.

· O sistema ECO start/stop reduz o consumo de combustível e as emissões, desligando o motor automaticamente quando o veículo estiver parado.

Segurança: muitas inovações
Além do luxuoso equipamento, o tradicional padrão de segurança Mercedes-Benz também introduz novos parâmetros. Entre vários itens exclusivos figura o PRE-SAFE, sistema de proteção preventiva dos ocupantes com limitadores de força nos cintos de segurança e airbags laterais em todos os bancos externos, além da detecção de sonolência pelo ATTENTION ASSIST. O volume do porta-malas, 540 litros, é o maior do segmento.

Entre os destaques do E 400 L Sport Sedan estão os substancialmente aprimorados sistemas de assistência no pacote Driving Assistance Plus. Eles incluem as seguintes inovações:

· DISTRONIC PLUS com Steering Assist (assistência de direção) pode ajudar o motorista a manter o carro na faixa, assim como acompanhar o fluxo de tráfego semiautomaticamente.

· Pela primeira vez, o sistema de assistência de frenagem BAS PLUS com Junction Assist (assistência de esquinas) consegue detectar o tráfego transversal e também pedestres, amplificando a força aplicada pelo motorista no pedal do freio conforme a necessidade.

· O sistema PRE-SAFE Brake pode detectar pedestres e iniciar a frenagem automaticamente para evitar atropelamento em velocidades até 50 km/h.

· O PRE-SAFE PLUS pode detectar uma colisão traseira iminente. O motorista do veículo que vai atrás é alertado pela ativação das luzes de emergência traseiras com frequência acelerada. O sistema PRE-SAFE aciona então a proteção dos ocupantes para reduzir as forças a que serão possivelmente submetidos. Caso aconteça uma colisão traseira, ele também pode aplicar o freio de estacionamento do veículo automaticamente, para evitar acidentes secundários.

· O Active Lane Keeping Assist (assistente de manutenção de faixa) agora pode detectar quando a faixa ao lado está ocupada, inclusive a aproximação de carros no sentido contrário. Quando há risco de colisão, o sistema também pode evitar que o veículo saia de sua faixa de forma não intencional quando houver linhas de sinalização contínuas, aplicando os freios num dos lados do carro. Por isso, ele é um complemento ideal para o Active Blind Spot Assist (sistema de alerta para pontos cegos).

Motores e suspensão: ênfase no máximo conforto
O Classe E L está sendo lançado com três opções de sofisticados motores a gasolina com alto torque: o E 260 L BlueEFFICIENCY, com 150 kW (204 cv), com quatro cilindros e injeção direta, e os modelos seis cilindros E 300 L, com 180 kW (245 cv) e E 400 L, com 245 kW (333 cv). Outros motores serão oferecidos em breve como, por exemplo, no E 400 L HYBRID, que está exposto também em Xangai. Todos os modelos trazem transmissão automática de série. O sistema de controle da transmissão é autoajustável e adapta os pontos de troca das marchas ao estilo individual do motorista.

terça-feira, 23 de abril de 2013

De Tomaso Pantera GTS preparado


De Tomaso Pantera GTS preparado

Depois de acertarmos a parceria com o Dirty Kids Crew e seus carros de cultura street, retomamos algo interessante para os fãs de carros antigos: estamos de volta com a parceria com a Garagem do Bellote. Desta vez, ele apresenta um Pantera preparado e aliviado, com cerca de 550 cv e vários componentes em alumínio. Confira.

Ao invés de seguir a receita mais comum dos Pantera preparados – apelar para os V8 big block Ford -, seu dono partiu para um kit stroker num bloco 351 de alumínio, resultando em 408 polegadas cúbicas (6,7 litros). O híbrido (coração americano, carroceria europeia) foi aliviado com janelas laterais em lexan e portas e tampa frontal de alumínio – os mais observadores também vão perceber o spoiler dianteiro e o scoop no teto (que leva ar até o coletor de admissão), não originais.

Em 1994, este carro atingiu a média de 250,6 km/h no quilômetro lançado do aeroporto de São José dos Campos – com máxima de 290 km/h.
Detalhe que só os gearheads mais hardcore vão perceber: o motor deste Pantera está com um virabrequim de plano simples, como os V8 da Ferrari e da BMW, e por isso pulsa de forma diferente, ficando com um ronco mais agudo, parecido com o de motores quatro cilindros. Compare com o vídeo abaixo, de um Pantera com o virabrequim de plano cruzado, tradicional dos V8 americanos: ronco grave e rouco. Se você quer entender as diferenças entre um e outro!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Nova Quantum?

Nova Quantum? Gran Lavida é destaque da VW em Xangai



Seguindo a mesma receita utilizada pelo Audi A3 Sportback, a Volswagen apresenta no Salão de Xangai o novo Gran Lavida. Com visual que mescla elementos de uma perua com as de um hatch, o novo modelo exclusivo para o mercado chinês é a nova opção da marca alemã para quem precisa de mais espaço.



Oficialmente, a Volkswagen classifica a Gran Lavida como uma versão station wagon do Lavida, sedã de grande sucesso no mercado chinês. O estilo da tampa do porta malas e inclinação do teto na parte traseira transmitem uma proposta mais moderna ao modelo, além de remeter ao carro da marca premium do Grupo VW.



Em termos de acabamento e motorização, não há diferença em relação ao sedã. A nova perua estará à venda na China no fim deste ano com opções de motores 1.6 e 2.0 além do 1.4 TSI turbo de 140 cavalos de potência.

Novo Santana Quantum?
Em tempos que carros do passado começam a ressuscitar, logo nos vem à mente que um carro com visual semelhante poderia ser uma “Santana Quantum” do futuro. No entanto, como a Volkswagen reforçou em todos os comunicados, o Gran Lavida (construído sobre a plataforma do antigo Jetta) é um modelo criado especificamente para o mercado chinês.

Por aqui, quem voltará mesmo é o Santana, modelo que ressurgirá como uma opção de muito espaço interno e posicionamento entre o Voyage e o Jetta. Será que cabe uma versão perua dele também?

sábado, 20 de abril de 2013

DAS PISTAS PARA AS RUAS, SCHUPPAN-PORSCHE

DAS PISTAS PARA AS RUAS, SCHUPPAN-PORSCHE



Um video muito interessante está circulando pela internet nos últimos dias. Um japonês muito feliz mostra um de seus carros especiais, devidamente emplacado e licenciado na sua cidade. Até aí, apenas mais um dono de carro legal.
O fato é que o nipônico motorista anda pelas ruas com um Porsche 956 pintado nas cores da Rothmans. Nada mau, não?


Não é de hoje que carros de corrida são legalizados para o uso civil. Já falamos aqui de um Porsche 917 emplacado na Europa, e há outros casos, como o Porsche 935 preparado (na verdade um 934 altamente modificado) para Mansour Ojjeh, dono da TAG. Pode-se hoje emplacar um Radical SR na Inglaterra para 
uso urbano.


Radical SR3 legalizado para as ruas. (foto: Autocar)

Voltando ao video do japa, além do fato de ser um carro de corrida e que é usado no trânsito, outra coisa que chama a atenção é que na verdade não é um Porsche, mas sim um Schuppan 962.

E o que é um Schuppan? Voltando um pouco no tempo, quando a Porsche dominava o mundo dos esporte-protótipos, seu modelo de destaque era o 956, e em seguida o sucessor 962.

Em 1982, o regulamento do mundial de endurance mudou de forma impactante para os competidores da categoria de protótipos, e os carros do momento tornaram-se obsoletos. A Porsche partiu para um projeto novo, deixando para trás anos de reutilização de modelos e tecnologias, encerrada pelo vitorioso 936.


Vista interna do Porsche 956.

Um monocoque de alumínio estruturado para suportar o conhecido motor de seis cilindros contrapostos turboalimentado foi criado para substituir o antigo chassi tubular, juntamente com uma nova carroceria baixa de habitáculo fechado, linhas suaves e baixo arrasto, e com “um tal de” efeito solo.

O formato do assoalho associado com a parte superior da carroceria formavam um perfil aerodinâmico que gerava uma quantidade enorme de downforce, ou força vertical descendente,

com pouco arrasto. O novo carro foi batizado de 956.


O assoalho especial para o funcionamento do "efeito solo" (foto: EVO)

O resultado deste novo projeto foram nada menos que quatro vitórias consecutivas em Le Mans (1982-1985) e inúmeras vitórias em diversas corridas. O 956 venceu em praticamente tudo o que disputou.

A evolução natural do carro e as alterações de regulamento do campeonato convergiram para o modelo 962 e 962C. O “C” do nome veio do Grupo C, a categoria em que participava em Le Mans, enquanto que o 962 era a versão criada para o campeonato IMSA/GTP, mais focado na América do Norte.


O Porsche 962C, evolução do lendário 956.

Com alterações nas dimensões do carro e no motor, que agora recebia um turbo apenas, o 962 carregou a herança vitoriosa da marca por mais alguns anos afim. Venceu em Le Mans em 1986 e 1987, além de diversas vitórias em corridas do campeonato.

Enquanto a Porsche estava dominando praticamente todas as corridas em que participava, um de seus pilotos, o australiano Vern Schuppan, estava elaborando um plano para montar um dos mais extremos carros de rua de todos os tempos. Vern foi piloto da equipe oficial com o 956, terminando em segundo lugar na classificação geral de Le Mans de 1982, dividindo a pilotagem do carro com Jochen Mass, e vencendo em 1983 ao lado de Al Holbert e Hurley Haywood.


O Porsche 956 de Vern Schuppan.
A Porsche apoiou diversos fabricantes a criarem versões próprias de seu 956/962, como a Dauer, Kremer e a Schuppan. O interesse deles era ter uma quantidade maior de carros com versões de rua, mesmo que em número limitado, pois o regulamento do Mundial de Endurance estava prestes a solicitar modelos de homologação. Mais adiante, em 1994, a Porsche venceria Le Mans com um Dauer 962, pois este possuia um modelo de rua e era então elegível para a categoria GT.

Voltando aos anos 1980, Vern Schuppan, em parceria com a empresa inglesa Advanced Composite Technology, desenvolveu um chassi inteiramente em compósito de fibra de carbono para seu novo carro, lembrando que os 956/962 eram feitos em alumínio. O chassi em carbono é mencionado no vídeo do japonês, e era uma exclusividade dos Schuppan. A carroceria tinha painéis de fibra de carbono mesclado com kevlar, ao contrário dos Porsche que eram feitos basicamente de fibra de vidro com algum reforços de kevlar.

O Schuppan 962R.

Com o apoio da Porsche, que aprovara a nova estrutura de compósito, Schuppan criou o modelo 962 R (“R” de Road, no sentido de vias públicas), que era praticamente igual aos Porsche no visual. Algumas diferenças como na parte traseira, o final do extrator, lanternas e asa traseira, além das rodas, identificam o carro de Vern.


A vista traseira do 962R, diferenças em relação ao Porsche.

Para ser homologado, o motor teve que passar por uma revisão geral, com a adoção de catalisadores (as normas de emissões de poluentes já estavam rígidas nos EUA e no Japão, principais mercados da Schuppan) e uma revisão no sistema de arrefecimento, uma vez que o carro não poderia super

aquecer no trânsito. Como os 956 originais tinham os cabeçotes refrigerados a água no motor de 2,6 litros, o sistema já estava no lugar, apenas precisava ser redimensionado. O escapamento teve que ser silenciado, também por conta da legislação de tráfego.


O chassi em fibra de carbono usado nos Schuppan.

Como não havia ventilação na cabine suficiente para uma condição de trânsito urbano, um ar-condicionado teve que ser instalado no carro, com o sistema montado debaixo da porta do passageiro.

O carro fabricado por Vern também participou de competições, como um Porsche 962 convertido para a especificação Schuppan R com o chassi de carbono. Este modelo correu no final dos anos 1980 com a famosa pintura laranja da Jägermeister.


Um Schuppan de corrida.

Após a empreitada dos 962 “feitos em casa”, Vern partiu para um modelo bem mais ousado, aproveitando o chassi de carbono que já estava desenvolvido e devidamente testado. Nascia o 962CR, homologado para uso urbano, mas esta é outra história.

O carro que aparece no video é um dos poucos chassis do Schuppan 962R, pintado nas cores do Porsche vencedor de Le Mans. Como o próprio dono fala, a potência não é tão alta quanto dos carros de corrida, está ao redor dos 600 cv, mas o baixo peso do carro já o torna rápido o suficiente. Como os modelos de corrida eram obrigados a ter toda a parte de iluminação externa, inclusive com indicadores de direção, não precisaria de muito para homologar o carro para as ruas, além das normas de emissões de poluentes que falamos acima. Isso no Japão, EUA e Inglaterra. Imaginem se fosse por aqui...


O motor era o mesmo dos 962 de corrida, porém com menos potência e homologado para emissões.

Praticidade? Esqueça. O raio de curva era péssimo, a visibilidade pior ainda. Como o carro não tinha janela traseira, uma câmera instalada no final do carro, perto do gigantesco aerofólio, mostrava as imagens do que estava atrás do carro quando a ré era engatada, em uma pequena tela no painel, coisa que até pouco tempo atrás era um luxo.

O acesso não é fácil, um pouco de contorcionismo é necessário para entrar e sair do carro, mas com o tempo pega-se o jeito. Como o próprio Vern proclamava, o seu carro era o que se tinha de mais próximo da sensação de um carro de corrida, mesmo porque, era um, levemente disfarçado de carro de rua.


Interior simples porém funcional.

Este Schuppan é um caso extremo de carro de rua que veio das pistas, é como colocar uma placa em um Audi R18 ultra e pegar uma estrada. A sensação de pilotar um carro desses no mundo real deve ser magnífica, realmente coisa de outro mundo, mas sejamos francos, não é para nosso bico, não temos vias para isso, nem para nada parecido na verdade. Mas quem pode ter um carro desses, poderia muito bem ter sua pista particular, assim não se preocuparia com nada além de desfrutar sua máquina.

De qualquer forma, sendo um carro raro e nada prático, será que usaria um destes para ir trabalhar? Com certeza.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Volkswagen apresenta linha 2014

Volkswagen apresenta linha 2014, com destaque para o Fox



A Volkswagen escolheu a fábrica de São José dos Pinhais (PR) para lançar a linha 2014 dos modelos nacionais Fox, Cross Fox, Gol, Voyage, Polo, Polo Sedan e Golf. A marca também aproveita e padroniza a nomenclatura das versões topo de linha para Highline em todos os modelos.

Fox 

O Fox é o modelo que recebe mais modificações. Assim como o Gol, ele ganha nova arquitetura eletrônica, o que agrega mais itens de controle e comodidade, como o computador de bordo I-System com mais funções. Desde a versão de entrada, a linha Fox passa a entregar de série direção hidráulica, banco do motorista com regulagem de altura, chave canivete, faróis com máscara negra, rodas de aço aro 15, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro e aviso sonoro dos faróis ligados.

Já o CrossFox tem mudanças pontuais no visual, especificamente no detalhe em tom alumínio na parte inferior do para-choque dianteiro, rack do teto (que pode ser em cor escura no caso da carroceria clara) e retrovisores.

Fox Rock in Rio



O Fox ganha novamente a versão Rock in Rio. Com base na versão topo de linha Highline, a versão traz como itens de série as rodas de liga leve Dakar aro 15, lanternas escurecidas, maçanetas pintadas na cor da carroceria, adesivos em preto fosco no para-choque traseiro, grade dianteira diferenciada, adesivos laterais nas portas, logotipos Rock in Rio no para-lamas e nos bancos, interior escurecido com detalhes em vermelho, volante revestido de couro e coifa com costuras em vermelho.
Oferecido somente com o motor 1.6, o Fox Rock in Rio será vendido nas cores sólidas Vermelho Tornado, Branco Cristal e Preto Ninja, além das tonalidades metálicas Azul Boreal e Prata Sargas. O preço é de R$ 44.690. 

Versões Highline

As novas versões Highline dos modelos Fox, Gol e Voyage passam a trazer ar-condicionado de série, alarme keyless, chave canivete, vidros traseiros elétricos (dianteiros elétricos já são oferecidos de série nas demais versões), retrovisores elétricos com função tilt-down e sensor de estacionamento com visualização dos obstáculos quando equipado com o rádio integrado, opcional. O Voyage passa a vir com airbags frontais, freios ABS e direção hidráulica e luz de leitura traseira em todas as versões.

Polo

A linha Polo 2014 muda pouco, trazendo como novidade apenas novos desenhos para as calotas e rodas de liga leve, além de novos revestimentos dos bancos. O top de linha ganha nova faixa lateral e rodas de liga leve de 16 polegadas como item opcional.

Golf

O Golf, lançado no Brasil em 1999, acaba de chegar à linha 2014 sem mudar de geração. A partir de agora, a versão 1.6 ganha para-choque dianteiro com aplique preto na grade inferior, aplique na coluna b, piloto automático, CD player com iluminação vermelha e painel de instrumentos com LEDs. A outra novidade é que a versão 1.6 Sportline agora pode ter rodas de liga leve aro 17, item opcional.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

10 Carros que fizeram os 59 anos da Volks do Brasil



O nome Kombi vem do alemão Kombinationsfahrzeug que quer dizer "veículo combinado" (ou "veículo multi-uso", em uma tradução mais livre). O conceito por trás da Kombi surgiu no final dos anos 1940, idéia do importador holandês Ben Pon, que anotou em sua agenda desenhos de um tipo de veículo inédito até então, baseando-se em uma perua feita sobre o chassi do Fusca. Os primeiros protótipos tinham aerodinâmica terrível, porém retrabalhos na Faculdade Técnica de Braunschweig deram ao carro, apesar de sua forma pouco convencional, uma aerodinâmica melhor que a dos protótipos iniciais com frente reta. Testes então se sucederam com a nova carroceria montada diretamente sobre a plataforma do Fusca, porém, devido a fragilidade do carro resultante, uma nova base foi desenhada para o utilitário, baseada no conceito de chassi monobloco. Finalmente, após três anos passados desde o primeiro desenho, o carro ganhava as ruas em 8 de março de 1950.



O SP, nome final do carro, foi construído na plataforma da Variant, oferecido com o mesmo motor boxer de 1600cc, versão chamada de SP1, ou com um motor 1700cc, chamado de SP2. Este último desenvolvia 75cv, 160Km/h e fazia 10 km com um litro, e foi a versão que prevaleceu no mercado.

Quando o carro foi apresentado, rapidamente atraiu a atenção da mídia especializada. Possuía um interior requintado, um acabamento de alto nível e muitas outras melhorias em relação a linha VW a ar da época (superior inclusive ao outro "esportivo" da Volkswagen na época, o Karmann Ghia TC)


Em meados de 1933, Werlin, que conhecia Porsche dos tempos da Daimler-Benz, intermediou o encontro de Porsche com Hitler. Neste encontro, Hitler mostrou-se bem informado sobre os projetos de Porsche na NSU e com opinião formada sobre o "carro do povo". Hitler tinha pronto uma lista de exigências a serem cumpridas por Porsche, caso o contrato fosse efetivamente firmado:

O carro deveria carregar dois adultos e três crianças (uma típica família alemã da época, e Hitler não queria separar as crianças de seus pais).

Deveria alcançar e manter a velocidade média de 100 km/h.

O consumo de combustível, mesmo com a exigência acima, não deveria passar de 13 km/litro (devido à pouca disponibilidade de combustível).

O motor que executasse essas tarefas deveria ser refrigerado a ar, pois muitos alemães não possuíam garagens com aquecimento, e se possível a diesel e na dianteira.

O carro deveria ser capaz de carregar três soldados e uma metralhadora.

O preço deveria ser menor do que mil marcos imperiais (o preço de uma boa motocicleta na época).



O Brasília foi um automóvel produzido de 1973 até 1982 pela Volkswagen do Brasil. (Definido internamente como modelo/tipo "102") Foi projetado para aliar a robustez doVolkswagen Fusca, um carro consagrado no mercado, com o conforto de um automóvel com maior espaço interno e desenho mais contemporâneo. Era um carro pequeno, de linhas retas e grande área envidraçada. Esse nome é uma homenagem à então moderníssima cidade do Distrito Federal, fundada 13 anos antes com o mesmo nome.



No início dos anos 1950 a Volkswagen produzia apenas o Fusca e a Kombi, típicos carros pós guerra - resistentes, sóbrios e baratos. O mundo entretanto já se recuperava da Segunda Guerra Mundial, e a demanda por carros mais elegantes e luxuosos aumentava. A Volks acabara de sair do controle britânico (1949), e de certa forma já se aventurara timidamente neste mercado, com a versão conversível do Fusca. Entretanto a gerência da Volks ainda considerava a possibilidade de oferecer um carro que levantasse a imagem da firma, atendendo plenamente a esse mercado, surgia assim o Karmann Ghia



Lançado em 1980,é considerado um dos maiores sucessos da Volkswagen do Brasil de todos os tempos. É também o primeiro e único carro brasileiro a ultrapassar a marca de 5 milhões de unidades produzidas até hoje, tornando-se, em fevereiro de2009, o primeiro e único a superar o Fusca em vendas. Pioneiro a tornar-se modelo de entrada da marca Volkswagen em mercados internacionais, e é o modelo mais exportado da história do Brasil, com mais de 1 milhão de unidades vendidas para mais de 50 países, embora nunca tenha sido comercializado na Europa, devido à presença do Volkswagen Polo, que, apesar do preço alto no Brasil, é do mesmo segmento que o Gol.



O Santana é uma variante da segunda geração do Passat na Alemanha. Este veículo, assim como outros projetos da linha VW/Audi, compartilhava sua plataforma com a segunda geração do Audi 80 de 1979, com diferenças sutis tanto no estilo quanto na tecnologia empregada.

Nas suspensões, era adotado o esquema "francês" de molas, com muitos elos, beneficiando o conforto em detrimento do comportamento dinâmico. O Santana, quando comparado com seu antecessor Passat, mostrava-se um tanto confortável, mas perdia boa parte da "vivacidade" e agilidade que caracterizaram o modelo de 1973. Porém, quando comparado com seu maior concorrente na época, o Chevrolet Monza, apresenta-se pouca coisa mais estável, porém, bem menos confortável.



No Brasil o Passat surgiu em 1974 - um ano depois da versão europeia - mas apenas na versão fastback, nas versões standard e L e com motor 1.5. A sua primeira carroceria no Brasil foi a de 2 portas. Em 1975 foi lançada a versão de 4 portas e as versões LM e LS. Em 1976 foi lançada a de 3 portas assim como a versão 2 portas TS, com motor 1.6 e carburador solex importado da Alemanha. A carroceria de 5 portas, lançada em 1977 foi uma das mais fabricadas no Brasil mas era exclusiva para exportação, sendo extremamente rara e desconhecida por muitos brasileiros, embora tenha vendido bem na America Latina, África e Europa juntamente com a versão perua de 5 portas, essa jamais existente no Brasil. Em 1978 foram lançados os modelos LSE, com 4 portas, mecânica do esportivo TS e encostos de cabeça no banco traseiro e o modelo Surf, destinado ao público jovem mas que disfarçava uma tentativa de fazer um modelo mais barato sem aspecto espartano. Em 1979 o Passat brasileiro ganha: nova dianteira herdada do Audi 80fabricado de 1976 a 1978 e também novos pára-choques com desenho mais reto e robusto. Em 1981 a maior mudança visual do Passat brasileiro são os piscas traseiros que passam a ser na cor âmbar (que antes eram usados apenas para exportação) ao invés de totalmente vermelhos. Em 1983 o Passat passa a ter quatro faróis retangulares situados em molduras, o TS passa a se chamar GTS e surge a versão GLS. No ano seguinte todas as versões ganham "nomes" complementares às versões. Uma versão básica chamada Special, o LS recebe o nome Village, o GTS vira GTS Pointer, logo em seguida com motor 1.8 do Santana, e o LSE é o LSE Paddock. Em 1985 o Passat ganha pára-choques envolventes (semelhantes aos que viriam a ser usados no Gol somente dois anos depois) e novas lanternas traseiras frisadas e deixam de ser fabricadas as versões de 3 portas e o LSE. Em 1989 o Passat deixa de ser fabricado no Brasil.



Com a mesma mecânica do Voyage, motor refrigerado a água, a Station-Wagon de 2 portas (que só veio ter 4 em 1998) tornou-se a mais vendida no ano de 1984 o posterior ao seu lançamento. Suas linhas retas davam um ar jovial, que conquistou os jovens “Geração Rock In Rio”. Suas deslancharam em 84, quando atingiu a sétima posição entre os mais vendidos, deixando para trás as mais tradicionais do mercado: Marajó, da Chevrolet, Panorama, da Fiat e a Belina, da Ford, que competia com as grandes e com as pequenas.

Em 1983 chegava o motor 1.6 litro MD-270, também chamado de “Torque”, o mesmo usado no VW Passat. O Motor contava com ignição eletrônica, 2(dois) carburadores, com mudanças da taxa de compressão, dos pistões e das válvulas. O novo propulsor era capaz de desenvolver 81cv de potência máxima sendo o mais potente fabricado pela Volkswagen do Brasil na época. Acoplado ao Motor 1.6 veiram câmbio novo, de 4 marchas, do tipo 3+E,com efeito "overdrive", visando bom desempenho com economia de combustível.


No início, o Fox realmente destinava-se a substituir o Gol (que por sua vez substituiu o Fusca no Brasil) no entanto, a Volkswagen não conseguiu fazer com que o Fox tivesse um custo baixo o suficiente para compensar inseri-lo na fatia de mercado popular. Assim, este seguiu para uma fatia de mercado superior à do Gol e inferior à do Polo.

Atualmente, o Fox é o 2º Volkswagen mais vendido no Brasil, perdendo apenas para as vendas do veterano VW Gol.

O carro deu origem a uma pequena "família", que no Brasil já conta com a versão off road denominada CrossFox, e a versão station wagon, chamada no Brasil de SpaceFox.


Na linha 2008, a versão Sportline é descontinuada, substituída pela série especial Route, que passa a ser disponibilizada na cor amarela, antes restrita somente ao Crossfox. E a versão hatch sofre sua primeira reforma visual, ganhando pára-choques idênticos à da Spacefox, com parte do pára-choque preto. E o Crossfox perde a barra de proteção frontal.