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terça-feira, 8 de outubro de 2013

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Carros para sempre: Kombi, uma história de mais de 60 anos chega ao fim




Logo após a Segunda Guerra Mundial, nascia em Wolfsburg, na Alemanha, o projeto do que viria a ser o utilitário mais famoso do mundo. Idealizada pelo holandês Ben Pon, a Kombi teve o nome derivado de Kombinationsfahrzeug, que em alemão significa veículo combinado. O objetivo do projeto era aliar o conjunto mecânico do VW Sedan (Fusca) a um veículo prático e versátil, que servisse ao transporte de cargas e ao lazer.
Com carroceria monobloco, suspensão reforçada e mecânica composta pelo motor 1.1 de 25 cv refrigerado a ar, a Kombi começava a ser produzida na Alemanha em 1949. Antes do lançamento oficial, a marca se referiu ao modelo como “Type 2″ e ressaltou as principais qualidades do projeto: com o motorista na parte dianteira e o motor alojado na traseira, estar vazio ou carregado não afetava a distribuição de peso.



Seu ponto fraco era a baixa estabilidade, apesar dos ajustes para deixar a suspensão mais firme. Outro ponto negativo era o alto nível de ruído proporcionado pelo motor refrigerado a ar, já que praticamente não havia revestimento fono absorvente.

Embora presente no nosso mercado desde 1953, foi em junho de 1957 que a Kombi começa a ser produzida no Brasil. O utilitário foi o primeiro veículo fabricado pela Volkswagen do Brasil na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). O visual era praticamente igual ao modelo alemão e trazia o motor 1.192 cm³ de 30 cv líquidos (que seria usado no Fusca dois anos depois), associado ao câmbio manual de quatro marchas. Sua velocidade máxima era de 100 km/h.



Algum tempo depois, em 1961, era lançado o modelo de seis portas, em duas versões de acabamento: Luxo e Standard. Logo em seguida, em 1963, a Kombi já contava com versões Furgão, Standard, Especial e Turismo. Havia variação no acabamento e externamente a famosa pintura em dois tons “saia e blusa”, com opção pela versão de 15 janelas.

No ano de 1967, chegava ao mercado a versão picape, além de um motor mais potente para todas as versões com 1.5 litro e 44 cv de potência. Rapidamente a Kombi repetia no Brasil o sucesso conquistado lá fora, caindo no gosto do consumidor, graças à sua robustez, versatilidade e facilidade de manutenção. Pesava também o fato de não haver concorrentes diretos, pois a Willys Rural e a Veraneio eram mais caras e adotavam motores maiores e de maior consumo.



A trajetória internacional da Kombi se inicia com a história das exportações da Volkswagen do Brasil nos anos 1970 para mais de 100 países. Os principais destinos da Kombi foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai.



Para a linha 1976, a Kombi brasileira ganha a primeira grande reestilização. O visual frontal fica quase igual ao modelo alemão (que havia sido reestilizado em 1967), com o grande para-brisas sem divisão, portas dianteiras maiores e novos retrovisores. Porém as portas corrediças do alemão ainda não seriam aplicadas no modelo nacional. Além disso, a Kombi passa a ser equipada com o motor 1.6 de 52 cv e torque de 11,2 kgfm e três anos mais tarde ganha dupla carburação.



O econômico motor diesel 1.6 de 50 cv e torque máximo de 9,5 kgfm chegava em 1981, mesmo ano do lançamento das versões furgão e pick-up com cabine dupla. Esse motor, usado no Passat destinado à exportação, contava com um enorme radiador na dianteira que deixava a Kombi mais longa. Curiosamente as versões a diesel só durariam até 1986.



No ano seguinte surge o modelo a álcool e em 1983 a Kombi apresenta painel e volante novos, além da alavanca do freio de mão, que sai do assoalho e passa para debaixo do painel. Depois foram incorporados freios a disco, novo painel, encostos de cabeça dianteiros, alavanca do freio de mão no painel, além de uma reforma extensa na suspensão dianteira e traseira.

No inicio dos anos 1990, com a chegada dos importados, a Volkswagen diminui o ritmo de atualização do utilitário e mantém em linha sem grandes modificações.



Uma versão mais moderna chegou em 1997 junto com a versão Kombi Carat, apresentando novas soluções, como teto mais alto, porta lateral corrediça e a ausência da parede divisória atrás do banco dianteiro. As mudanças foram realizadas sem abrir mão da versatilidade e da economia exigidas por seus fiéis consumidores. Foi o único VW “a ar” com injeção no Brasil, embora lá fora tenham existido a série 411-E e o Sedan mexicano.



No final de 2005, a Kombi passou a ser equipada com o motor 1.4 Total Flex (arrefecido a água), até 34% mais potente e cerca de 30% mais econômico do que o antecessor refrigerado a ar. Com este motor, a Kombi desenvolvia potência de 78 cv quando abastecido com 100% de gasolina e 80 cv, com 100% de etanol.



Neste mês de agosto de 2013, depois de uma longa trajetória de mais de 60 anos, dos quais 56 no mercado brasileiro, a Volkswagen anunciou a despedida da Kombi com a edição limitada “Last Edition”. Saudoso para muitos e defasado para outros, o utilitário que percorreu o mundo nos anos 1960 e 1970, vinha sendo produzido somente em nosso mercado. Por força da obrigatoriedade da adoção de airbags e freios ABS nos veículos nacionais a partir de 2014, a Kombi não se enquadraria nos novos padrões de segurança e teve que ser descontinuada.

domingo, 29 de setembro de 2013

Lendários: Cadillac inspira customização especial em Harley-Davidson





Um clássico do mundo das quatros rodas inspirou uma edição customizada especial de um ícone do mundo das motocicletas. Em em tributo ao luxuoso Cadillac, o grupo brasileiro Phoenix criou a linha especial Cadillac Tribute para Harley-Davidson Sportster.


O Cadillac, ano 1972, serviu de inspiração para a customização da Harley-Davidson modelo Sportster 883R ano 2007. No trabalho, a empresa destaca os traços clássicos, pintura especial, o símbolo da Cadillac na carenagem e banco de couro também com o símbolo da marca de luxo.


O Tributo faz menção a marca Cadillac fundada em 1902 por Henry M. Leland. Referência entre as fabricantes do segmento de luxo no mundo inteiro, a Cadillac é sinônimo de alto padrão de luxo. A edição é resultado do trabalho em conjunto da Phoenix Studio, fábrica de restauração de carros clássicos e antigos, e pela Phoenix Motorcycles, oficina de customização de motocicletas premium, ambas localizadas em Tarumã, Paraná.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fiat pode comprar parte da GM e assumir controle total da VM Motori





A Fiat está planejando ampliar sua participação na empresa de motores VM Motori para assumir o controle total da companhia nos próximos meses. A expectativa da gigante italiana, que já detém 50% da fabricante, é adquirir a outra metade da General Motors, que inclusive já demonstrou interesse em vender sua parte. A VM Motori tem sede na Itália e é uma das principais produtoras de blocos a diesel da Europa.



A Fiat não revelou os valores da negociação, mas afirmou que espera concluir a transação até o fim deste ano. A VM Motori fornece motores para os modelos Grand Cherokee, Wrangler, RAM 1500, Lancia Thema, entre outros. O lançamento mais recente da marca é o bloco 3.0 V6 de 190 ou 241 cv de potência que está presente no Brasil no Jeep Grand Cherokee Diesel.

domingo, 22 de setembro de 2013

1949 Ford F-1





Apesar da crescente demanda por eles nos últimos anos, captadores ainda representam um dos segmentos mais acessíveis do hobby (por enquanto, pelo menos). Este 1949 Ford F-1 Captura para venda em Hemmings.com já teria visto apenas quatro proprietários e 80.000 milhas desde que saiu da linha de montagem. O caminhão vem com 239 cu.in da Ford. Flathead V-8 motor e uma transmissão de três velocidades, e parece que alguma documentação da história do caminhão está incluído na venda também. Apesar de sua condição não é especificado, o caminhão parece ser um driver de som, ou possível candidato para a restauração. Da descrição do vendedor:

1949 Ford F1 picape com 239 Flathead V-8 3 Velocidade. 
 O segundo proprietário era um professor de auto loja, e ao longo de muitos anos, ele e seus alunos trabalharam na restauração deste F1.Logo depois que foi concluída a professora loja de auto, infelizmente, passou por um divórcio e foi forçado a vender sua caminhonete precioso, que ele tinha passado tanto tempo e esforço em.
 O terceiro proprietário era um médico, que possuía este F1 por 15 anos. Quando ele comprou este veículo a partir do segundo proprietário, ele estava vivendo em Roma, NY. Após 3 anos de dirigi-lo no fim de semana e como ele mudou sua prática de Boston. O caminhão permaneceu em NY dentro de sua garagem mais sobre cepos, para que eles pudessem iniciá-lo e executá-lo regularmente. Depois de possuí-lo por 15 anos, mas não ser capaz de desfrutar de condução, ele decidiu vender o Ford F1.





domingo, 15 de setembro de 2013

As rodas dos sonhos – e quais carros combinam com elas? Parte 1




“Quem olha pra baixo?” Se as pessoas dessem bola pra esta pergunta estúpida, ninguém torraria centenas e centenas de reais por ano em sapatos… e rodas. Elas são capazes de acrescentar malícia a qualquer Toyota Corolla carro de tiozão, sem sal, e dizem muito da personalidade de seus donos. Aqui, fica a primeira leva de sugestões que vocês deram. Além de comentar, acrescentei um carro que combinaria com os calçados. Confira.


Cragar S/S

Ela tem o espírito da cultura Drag Racing. Com mais de 50 anos de tradição, as Cragar S/S, de miolo de alumínio soldado ao aro de ferro, são conhecidas pela resistência e… o peso. Na minha opinião, é a roda mais democrática dos muscle cars: fica bem em qualquer um deles. 


Enkei Arashi

Esse desenho do tipo “hélice” me faz lembrar alguma coisa das rodas do Mercedes-Benz SLR McLaren. Gosto da marca Enkei, porque as peças são de muita qualidade, peso baixo, e preço razoavelmente acessível. Que carro ficaria bem com rodas tão grandes (20 polegadas)? Não consigo pensar em nada senão uma SUV. Talvez um Mercedes-Benz ML AMG?


Fuchs 15″x6″

Sem comentários. É daqueles designs imortais. Você vê uma Fuchs, e não visualiza uma roda. Vê um Porsche Carrera 911 2.7, berrando com seus seis cilindros boxer em algum autódromo, subida de montanha ou estrada européia. Mais que o visual, ela integra um estilo de vida. Não dá pra equipar outro carro. No máximo o Fusca, que é parente direto na árvore genealógica.


Enkei RPF1

Com 8,6 quilos e uns 250 dólares a unidade 18×9,5, esta é uma séria candidata a integrar o projeto Dart Games. Muito bonita, muito barata pelo peso, show de bola.


Enkei RPF1 Type 2, acabamento gunmetal

Uma variação com visual mais popular, a Type II fica bem em praticamente qualquer tipo de carro. O acabamento gunmetal (chumbo) combina com carros escuros e pneus tipo trackday. Imagino-a em um Honda Civic SI.


Rodas da Stock Car

Peguei o modelo antigo, porque o atual usa cubo rápido, e não poderia ser instalado em nenhum carro. Por um bom tempo pensei em usá-las no Dart, mas além de ridiculamente pesadas, são ilegais para uso que não seja na Stock Car ou Stock Car Paulista – há um contrato de exclusividade, de forma que se vc. ver uma por aí, é porque foi “desviada”. Mas ficariam lindas numa S10.


OZ Superturismo GT

Ela tem aquele espírito do automobilismo europeu, com cheirinho de WRC e WTCC. Vai bem em qualquer compacto ou sedan com algo desta pegada: Ford Focus, Peugeot 206, Alfa 156. Tradicional e razoavelmente baratas, as rodas desta linha da OZ são pra quem gosta de pista.


AMG SL, two-piece

A exemplo da Fuchs, é o tipo de roda que não pode pertencer a nenhum outro carro senão o da linhagem Mercedes-Benz. Ainda que o desenho de estrela de cinco pontas me faça lembrar as rodas Campagnollo da Ferrari da década de 70 e 80, as diferenças são suficientes para separá-las como óleo e água. Este modelo é do tipo modular, ou seja, o aro é removível e intercambiável, facilitando reparos e opções de off-set.


American Racing Torq Thrust

Se a Cragar S/S tem o cheiro das pistas de arrancada, a Torq Thrust é puro espírito Trans Am – campeonato disputado em circuitos mistos, que começou na época de ouro dos muscle cars. O melhor representante para esta roda, pra mim, é o Mustang Shelby GT1966. Simplesmente porque ele vinha com este modelo de fábrica.


5Zigen Pro Racer GN+

Ô nome difícil de escrever. Só poderiam ser japoneses – estes caras adoram nomes diferentes e compridos, como Nissan Fairlady Z33 turboextracosmopremium megablaster special plus IIb-TypeC Spec-Edition. Mas o fato é que esta roda lembra bastante a Volk TE37, não chega a ser tão leve, mas é muito mais barata. Se você não está atrás do pêlo do ovo, pode ser uma boa pra você. Imagino-a em um Mazda Miata.


Orbital

 Então, sem mais delongas: “a Orbital supera todas essas. O seu núcleo de liga de Adamantium e seus raios de liga de Molibdênio-Tungstênio 201/77 não só pesam o mínimo possível como ao serem colocadas no carro geram uma região interpolada de vácuo-turbulência que diminui o atrito em 78% e melhora o CX de qualquer carro. Suas propriedades de elasticidade exponecial-logarítmica funciona como suspensão ativa e sua torção controlada ajuda a corrigir sobre/subesterços de forma magnífica. Entre as proibições da F1, o uso de rodas orbital é a única que não há previsão de mudança pois os carros não precisariam mais dos pilotos.” Em qual carro? Num Voyage duas portas. Sem piloto.

domingo, 8 de setembro de 2013

Nove maneiras de melhorar o desempenho do seu carro sem estourar o orçamento



Seja ele novo ou antigo, sempre há algo em seu carro que pode ser melhorado. Os nossos leitores sugeriram nove maneiras de melhorar o desempenho do seu carro sem gastar uma fortuna.

Muitos enxergam uma preparação como um caminho sem volta, e um investimento muito alto que só vale a pena se você costuma levar seu carro para as pistas. Isso é um equívico: você pode melhorar o desempenho do seu carro em relação às especificações de fábrica sem comprometer seu uso no dia a dia, e nem comprometer seu orçamento.
Essa pergunta rendeu muitas respostas e vários comentaristas sugeriram combinações de modificações que, mesmo juntas, não deverão ultrapassar os 2 mil reais propostos. Resumindo: quase todo mundo sugeriu quase tudo o que colocamos aqui, portanto não leve a mal se o seu nome não apareceu, afinal não é fácil compilar os nomes de todos quando a reação é tão positiva!

Reprogramação da ECU



Um remapeamento/reprogramação do módulo de controle do motor (ECU) pode ajudar o motor a funcionar de forma mais eficiente. Um serviço de qualidade não precisa custar fortunas, e para começar, uma reprogramação simples pode otimizar o desempenho do seu motor de maneira rápida e segura. Só não reclame do consumo depois.

Bancos melhores



Você pode gastar 10 vezes mais do que o orçamento dessa lista em suspensão, pneus e outras coisas para melhorar a aderência do seu carro em curvas. Mas se seu traseiro ainda fica escorregando nos bancos, essas coisas não vão fazer muita diferença. E bancos novos são confortáveis, também.

CAI



Muitas vezes é mais vantajoso melhorar a dirigibilidade e as frenagens do seu carro antes de pensar em upgrades de desempenho. Mas mesmo assim sempre sobra um espaço para um pouco de potência extra, e um sistema de CAI (cold air intake) é uma boa maneira de ganhar alguns cavalinhos. Essa modificação simples faz seu motor respirar melhor ao permitir que o ar frio e mais oxigenado entre. E ainda sobra uma graninha para outras coisas.

Rodas



Embora muitas pessoas coloquem rodas grandes demais, largas demais ou pesadas demais, piorando seus carros só para deixá-los com um visual bacana, essa sugestão é válida. Se você comprar as rodas certas, você poderá reduzir a massa não suspensa e melhorar o comportamento do seu carro.

Escape



Um escape melhor que o original vai te dar um pouquinho mais de potência e talvez economize combustível. Ninguém recusa essas coisas, não? E como se não bastasse, esse investimento relativamente baixo vai dar uma encorpada no som do motor. Você vai querer dirigir seu carro com mais frequência só para ouvi-lo quando acelera, ou reduz a marcha, ou faz algo corriqueiro como entrar em uma faixa na estrada.

Barras estabilizadoras


Se o controle do carro está no topo da sua lista de melhorias, barras estabilizadoras mais grossas são indispensáveis. As barras aumentam a rigidez do carro, melhorando sensivelmente o comportamento em curvas com um impacto mínimo no conforto. São baratas, fáceis de instalar e a melhora é perceptível imediatamente.

Suspensão

Ao contrário do que se pensa, um bom jogo de molas e amortecedores não custa uma fortuna. Se você mesmo vai instalá-lo, fica mais barato ainda. A diferença sentida no comportamento do carro vale o trabalho, pois o sistema de suspensão é o que liga as rodas ao resto do carro. Invista e aproveite os benefícios.

Freios



Carros foram feitos para ir para andar e para fazer isso rápido é necessário um motor potente. No entanto, você não quer andar em direção a uma parede, um poste ou, pior, outro carro. Então você precisa de um bom jogo de freios. Não importa o quanto você consegue correr em uma reta, nada mata mais a sua confiança do que sentir os freios sofrerem com o fading em direção a uma curva traiçoeira. Dê um up nos freios, não só pelo desempenho, mas pela segurança também.

Um curso de pilotagem

Existe uma maneira de fazer seu carro andar mais sem mudar nada nele, mas em você. Um curso de pilotagem vai te ensinar a aproveitar ao máximo o que seu carro tem para oferecer, e o resultado é um carro mais rápido e mais seguro.