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domingo, 19 de abril de 2015

Como transformar seu smartphone em um computador de bordo



Você sabia que mesmo sem um display no painel seu carro pode ter computador de bordo? Você só precisa de um smartphone, um conector esquisito e um aplicativo esperto. Vai ser legal ter o painel do GT-R , não?

Meu carro não tem computador de bordo, mas tem dezessete módulos integrados a sensores eletrônicos que processam cada elemento de seu funcionamento. Não sei por que cargas d’água o fabricante não colocou um bendito display para informações básicas – já que todo o resto está lá – mas sei que quero um computador de bordo no meu carro.

Comecei a procurar modelos de computador de bordo aftermarket, mas todos tinham aqueles displays feiosos de relógio G-Shock, dificílimos de ler, desajeitados de instalar e ainda usavam cabos para conectar.

Um dia, viajando pela LOJA de aplicativos do meu smartphone, descobri vários aplicativos “OBD” capazes de ler e transmitir as informações da central do meu carro.

Legal, já tenho os aplicativos. Falta só o conector OBD.
Mas que raios é OBD?

OBD é a sigla de “On Board Diagnostics” – ou diagnóstico de bordo – uma interface padrão criada pela indústria automotiva na década de 1990, que permite que qualquer computador acesse e leia as informações processadas pela central eletrônica do carro (ECU, também chamada de “módulo de injeção”). Essas informações podem variar de acordo com o carro; modelos mais simples terão menos informações que os modelos recheados de eletrônica.

No caso do meu carro, a ECU processa as informações enviadas pelo módulo de ignição e injeção, e pelos sensores de pressão no coletor, rotação das rodas, ângulo de viragem do volante, posição da borboleta, temperatura do motor, rotação do motor e rotação do eletroventilador. Tudo isso permite que o carro tenha controle de tração e estabilidade, ABS e EBD, além de controlar melhor a injeção e a queima de combustível.

Quando algo falha, é gerada uma mensagem de erro que acende a luz de serviço no painel do carro e ela só pode ser lida por um computador de diagnóstico — o tal scanner automotivo. Ele é conectado pela porta OBD e seu software é capaz de interpretar o conjunto de informações dessa interface e assim ajudar o mecânico a detectar o erro e/ou monitorar o funcionamento do motor.

Mas isso também significa que você pode acessar as informações da central a qualquer momento, por qualquer motivo. Fazer um computador de bordo é um desses motivos.
O conector OBD-II

O conector OBD-II é o cara que faz a mágica acontecer. Ele tem esse número II no fim do nome para indicar a segunda geração da interface, que é usada em praticamente todos os carros produzidos desde 1996. Existem conectores OBD Wi-Fi e Bluetooth e você pode COMPRAR qualquer um se usar Android. Os gadgets da Apple funcionam apenas com o conector Wi-Fi, que chegam a custar três vezes mais. Você pode comprar o conector pelo Mercado Livre ou eBay, onde os preços variam de R$ 50 a R$ 300.



Agora, um pequeno inconveniente: apesar do padrão de conector, alguns carros usam a sequência dos pinos de informação diferentes, e por isso certos aplicativos podem não reconhecer as informações da ECU. Por isso, antes de COMPRAR , verifique com o vendedor se o modelo é compatível com seu carro e também procure restrições ou recomendações de modelos de conector no site do desenvolvedor do aplicativo (veremos isso em seguida).

Os aplicativos


Quando você procura por OBD no Google Play ou na iTunes App Store a busca retorna muitos “aplicativos” que são apenas listas com a descrição dos códigos de erros, algo que você só descobre com um scanner – que geralmente já indica a descrição do erro.

Para facilitar o trabalho de quem não trabalha escrevendo guias como este, já fiz a parte chata dessa história, que é procurar os melhores aplicativos. Eles estão separados por preço, avaliação de usuários e características de funcionamento.

Aqui estão os principais de cada plataforma (clique no nome para visitar a LOJA online):
iOS



Um dos mais completos da App Store (e também dos mais caros). É capaz de monitorar velocidade, RPM, consumo de combustível, pressão do turbo, temperatura da água, pressão de combustível, abertura da borboleta, pressão do coletor de admissão, temperatura do ar admitido, ponto de ignição, fluxo de ar e nível de combustível.



Também usa sensores de movimento do aparelho para calcular torque e potência na roda, além de cruzar dados para velocidade real. A versão completa ainda faz diagnóstico de falhas e permite apagar a luz de serviço do motor. O diferencial deste app, é que ele também funciona como datalogger para suas aventuras em track days.

Logworks – Innovate Motorsports – grátis



Não é tão completo quanto o Rev, mas tem interface mais direta e fácil de usar. Além de registrar os dados de viagens como qualquer computador de bordo de fábrica também indica códigos de falhas. Monitora apenas velocidade, RPM, consumo e nível de combustível, e pressão da admissão, mas exporta os dados em planilhas para arquivamento. Usa os sensores de movimento para medir as forças de aceleração longitudinal e lateral — ou seja, também serve para registrar dados de pista.

MD4Mycar – Launch Tech Co. – grátis



A interface é simples, quase amadora, e tem apenas o conta-giros em escala. Seu forte é a função de diagnóstico, que também permite apagar a luz de serviço. Entrou na lista por ser gratuito, e pode ser o suficiente para quem quer apenas descobrir por que aquela maldita luz está acesa. Além disso, ele tem um conector próprio para garantir a compatibilidade.



GoPoint – Go Point Technology – grátis



Outro app com interface simplista, com listas e botões. Como é grátis e informa consumo médio e instantâneo, além do diagnóstico, pode ser a solução ideal para quem não quer nada além de monitorar o consumo.



DashCommand – Palmer Performance Engineering – US$ 9,99

É o mais completo da LOJA e o que mais se aproxima de um computador de bordo integrado de fábrica. A interface não é muito refinada, mas é fácil de ler e toda baseada em escalas. Você pode escolher quais instrumentos ficarão na tela e distribuí-los como achar melhor.



A lista de elementos monitorados impressiona pela extensão (depende, obviamente, da presença dos sensores no carro): velocidade do motor, do veículo, cut-off, pressão no coletor, temperatura do óleo, da água, da admissão, ponto de ignição, carga do acelerador, consumo médio e instantâneo, nível de combustível, sensor de oxigênio e relação estequiométrica (mistura ar-combustível).



Como computador de bordo, registra distância total de viagem, volume e média de consumo de combustível, tempo total de viagem e rodagem, volume médio e total de CO2 emitido, média de velocidade, número de paradas, velocidade e aceleração máxima e outras variáveis que te ajudam a descobrir vícios de direção como “percentual de tempo em marcha não-ideal”. Sim, ele também funciona como datalogger.

Ah, e como se não bastasse, ele ainda faz diagnóstico de erros e apaga a luz de serviço do motor.


Android

Uma grande vantagem dos aplicativos Android é que todos eles têm versões demo para testar a conectividade e interatividade com seu carro. Outro ponto positivo são os preços, sempre cotados em real e bem mais baratos que os apps PAGOS PARA iOS.

Torque – Ian Hawkins – grátis/R$ 11,68



O mais popular dos aplicativos OBD para Android também é o mais completo. Em sua forma original ele não é muito bonito, embora use escalas. Faz tudo o que se espera de um app OBD, e tem uma enorme vantagem sobre todos os demais apps desta lista: plugins.



Eles podem deixar o aplicativo idêntico ao computador do Nissan GT-R, por exemplo. O plugin Track Recorder usa câmera para filmar sua volta no track day com todos os instrumentos virtuais ao redor da tela.



OBD Dashboard – Nicolas Frenay – R$ 3,99





O único aplicativo brasileiro da lista é bem completo e personalizável. Faz leitura de todos os parâmetros, como velocidade do motor e do veículo, pressão no coletor de admissão, pressão da linha de combustível, consumo médio e instantâneo, ponto de ignição, temperatura do ar admitido, posição da borboleta e carga do acelerador etc. Em uma lista você escolhe as informações que deseja durante a condução e as seleciona para a tela principal. Fica devendo apenas o diagnóstico de falhas.



Car Gauge – OBD Scantech – R$ 14,31



O Car Gauge é o único aplicativo da lista que especifica os protocolos suportados em sua página de download, algo que facilita muito na hora de escolher o app – uma vez que existe a chance de incompatibilidade com a central eletrônica. Este app também permite a personalização dos instrumentos na tela inicial, com todas aquelas funções de monitoramento, e também informa códigos de falha.



Trip – Tabloiti – R$ 7,88



É o que mais se aproxima de um computador de bordo de fábrica. Serve como diário de bordo, mas indica velocidade e consumo instantâneo e a média total do percurso ou período selecionado. Tem função HUD e também consegue ler alguns parâmetros de funcionamento do motor, como a temperatura do fluido de arrefecimento — ausência criticada e sentida por muita gente nos carros modernos.



OBD Droidscan Pro – MockOne Performance – R$ 7,19



É muito semelhante ao Torque, mas não tem os instrumentos virtualizados – todas as informações são em números e listas, o que dificulta a leitura ao volante. Apesar disso, permite monitoramento abrangente da central eletrônica e exporta os dados para um computador. As informações exibidas na tela são velocidade do veículo e do motor, fluxo de ar, pressão no coletor, pressão de admissão, avanço de ponto de ignição, carga do acelerador, consumo médio, temperatura do motor, temperatura do ar admitido, pressão atmosférica, temperatura ambiente, pressão e nível de combustível, e leitura dos sensores de oxigênio.



hobDrive – hobDrive – R$ 50,05



O visual é semelhante ao do GoPoint para iOS: com fundo branco e números de traço fino, sem marcadores com escala e ponteiros. As funções são um pouco mais abrangentes: além do consumo médio e instantâneo, informa temperatura da água e do ar admitido, pressão e/ou fluxo de ar no coletor e velocidade do veículo.




O sensor de movimento calcula o tempo de viagem e o número de paradas, e o modo de diagnóstico indica falhas e apaga a luz de serviço.



Agora só restou a parte divertida: escolher e testar os aplicativos. Para afixar o celular você pode usar aqueles suportes com ventosas ou então, se você tiver um daqueles aparelhos multimídia com conectividade para smartphones (caso do sistema App Radio da Pioneer), poderá espelhar a tela do gadget e até operar os aplicativos pela tela do aparelho.


Depois, quando você tiver ele pronto, grave seu vídeo ou tire uma foto e compartilhe sua experiência com a gente. A caixa de comentários é toda de vocês.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Novo Golf


A Volkswagen of América está pronta para lançar oficialmente o Novo Golf de sétima geração no segundo maior mercado automotivo do planeta, o dos Estados Unidos da América.



A montadora alemã anunciou que o Novo Golf chegará aos seus concessionários autorizados a partir do próximo mês de julho, em configurações de três e cinco portas.


O interior do Novo Golf destinado ao mercado dos EUA aponta uma alteração em relação ao modelo europeu, que é o uso do freio de mão convencional, no lugar do acionamento eletro-hidráulico adotado no modelo europeu.


No que respeita à mecânica do carro, os americanos terão a opção de dois motores à gasolina, e um a diesel.


Fabricado no México, o Novo Golf configuração de entrada terá um motor 1.8 TSI de 170 cavalos, que estará associado com uma transmissão manual ou automática DSG de sete marchas. que dava conta que o Golf americano (em todas as versões, exceto a GTI) usaria a transmissão automática TipTronic de seis marchas.  que, provavelmente, a transmissão que será usada nos Golf Trendline, Comfortline e Highline nos EUA será a Automática TipTronic de seis marchas,


Voltando aos motores, além do motor à gasolina, a VW oferecerá nos EUA um Golf com motor 2.0 TDI Clean Diesel 150 cv, podendo estar associado com transmissão manual e com a automática DSG de sete velocidades.

Já com relação às versões, nos EUA o Golf será vendido nas versões Trendline, Comfortline e Highline, sendo que em todos os casos quatro opções de conjunto mecânico estarão disponíveis: 1.8 TSI gasolina com transmissão manual de cinco marchas, 1.8 TSI gasolina com transmissão automática TipTronic de seis marchas, 2.0 TDI Clean Diesel com transmissão manual de seis marchas e 2.0 TDI Clean Diesel com transmissão automática DSG de seis marchas.

 visto que aquele veículo informa em seu artigo que o Golf americano usará o motor 1.8 TSI associado com a transmissão DSG de 7 marchas. Entretanto, esses conjuntos mecânicos formados pelo motor 1.8 TSI de 170 cv com transmissão automática de seis marchas que relacionamos no parágrafo acima são os que constam do site canadense da VW . É importante considerar que o Golf que será vendido no Canadá é exatamente o mesmo que será vendido nos EUA, pois em ambos os casos será o fabricado no México.

Além disso, todos os carros da VW vendidos na América do Norte equipados com o motor 1.8 TSI de 170 cv estão associados com a transmissão automática TipTronic de seis marchas, o que nos leva a concluir que a transmissão que será usada pelo Golf americano será mesmo a automática TipTronic de seis marchas para os Trendline/Comfortline/Highline e a DSG de seis marchas para o GTI.

Golf GTI


O Golf GTI chega junto com as versões civilizadas, mas agora ele será parte da linha Golf, e não um modelo separado, como é o caso do "GTI" de sexta geração.


O Golf GTI USA usa o motor 2.0 TSI de 210 cavalos, e inclui o sistema de ajuste do modo de condução.


O Golf GTI poderá usar transmissão manual de seis marchas ou DSG, e terá três níveis de acabamentos diferentes.


Alterações estéticas


O Golf que será vendido nos EUA adota algumas alterações exigidas pela legislação norte-americana, como os novos faróis dianteiros que incluem iuminação lateral.



No que respeita à qualidade construtiva, espera-se o mesmo nível do europeu, e o carro terá itens de tecnologia como piloto automático adaptativo, teto-solar panorâmico, multi-colision breaking, retrovisores rebatíveis eletricamente, faróis com bi-xênon e luzes diurnas em LED, DLA - Dynamic Light Assist, entre outros.

Transmissão



 a automática TipTronic de seis marchas para as versões 1.8 TSI, e a DSG de seis marchas para o 2.0 Diesel e o GTI.

Dessa forma, entendemos que o câmbio automático que será usado pelo Golf nos EUA (versões Trendline/Comfortline/Highline) será o TipTronic de seis marchas (o mesmo usado pelo Golf 4,5 que foi fabricado no Brasil até 2013), ficando o GTI com o DSG de seis marchas banhando a óleo. Ou seja, a transmissão DSG de 7 marchas não será oferecida aos EUA.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

As marcas de carros extintas que a gente traria de volta



Não adianta fazer carros incríveis se eles não vendem ou não dão lucro. Como qualquer empresa uma fabricante de automóveis precisa de dinheiro para sobreviver e, por mais apelativa ou passional que seus produtos sejam, uma marca não morre sem prejuízos e decadência. Perguntamos a nossos leitores que marca extinta (ou quase) eles trariam de volta, e agora temos a lista com as melhores sugestões.

Lancia




Como já dissemos, a Lancia não está morta — ainda. Atualmente a marca vende Chrysler rebatizados (o Lancia Thema, por exemplo, na verdade é um 300C) e modelos com base nas plataformas do grupo Fiat — por exemplo, o atual Delta, fabricado desde 2008 compartilha a plataforma com o Fiat Bravo. A Lancia não tem mais o espírito inovador dos seus dias de glória e a Fiat, dona da marca desde 1969, não parece muito interessada em investir nela. Seria maravilhoso se alguém com muito dinheiro, muito dinheiro mesmo, ajudasse a marca a recuperar a veia entusiasta — e, quem sabe, produzisse nosso sonho não realizado: o novo Stratos.

Plymouth



Os fãs dos muscle cars só ganhariam com a volta da Plymouth, divisão da Chrysler que teve como último produto o Prowler, um hot rod moderno com visual matador e o motor errado. Contudo, nas décadas de 1960 e 1970, a Plymouth foi uma bela companheira de estábulo para a Dodge, lançando modelos icônicos como o Hemi ‘Cuda, o Road Runner, o GTX e o Superbird — seria incrível vê-los nas ruas de novo, e até mesmo uma atualização do Prowler, desta vez com um V8 decente debaixo do capô.



Até existiram boatos dizendo que o grupo Fiat Chrysler traria a Plymouth de volta, mas a apresentação desta semana já deixou claro que isto está fora de questão em um futuro próximo.

TVR



A TVR, na verdade, já ressuscitou — em meados do ano passado, a marca foi adquirida pelo empresário Les Edgar, que promete lançar dois novos modelos em 2015. Ele também assumiu o compromisso de manter a essência selvagem da marca, com motores dianteiros super potentes, tração traseira e o mínimo de assistência eletrônica possível. Só torcemos para que ele consiga cumprir sua promessa.

Trazer o Sagaris de volta já seria um belo começo.

Tucker




Preston Tucker foi uma das pessoas que aproveitaram o fim da guerra para se aventurar no segmento dos automóveis. Com experiência em veículos militares e aeronaves, Tucker decidiu mostrar um automóvel com vários recursos inovadores — o modelo 48, conhecido também como Torpedo, que usava motor boxer de seis cilindros na traseira, três faróis e recursos de segurnça inéditos. Contudo, Tucker foi acusado de ter criado o projeto só para angariar fundos e enganar investidores ingênuos — uma suposta fraude que o levou a um julgamento, o qual ele perdeu.

Dizem que Preston Tucker até tentou recomeçar no Brasil no início dos anos 1950. Pretendia lançar por aqui o Carioca, um pequeno esportivo inspirado no Torpedo com motor traseiro e linhas ousadas, mas o projeto foi abortado. Uma volta da Tucker traria também a chance de vermos projetos inovadores como o Carioca e o Torpedo sendo lançados mais uma vez.

Puma



A Puma nasceu nas pistas. O primeiro carro foi concebido por Rino Malzoni para competições no início da década de 60, usando plataforma e mecânica DKW e carroceria de fibra de vidro. Entre 1964 e 1966 foi produzida uma versão de rua, que depois passou a usar a plataforma dos Volkswagen refrigerados a ar. Em 1974, foi lançado o Puma GTB, baseado no Opala e, no fim da vida, a empresa também produziu caminhões — até fechar as portas em 1990, com a reabertura das importações.

Da última vez que ouvimos falar da Puma, alguém estava construindo as carrocerias na África do Sul para ser usadas com a famosa plataforma “a ar” VW — seguindo o clássico estilo que consagrou a marca. Contudo, o site da empresa não é atualizado desde 2011. Pense como seria legal ver a Puma de volta, lançando reinterpretações de seus clássicos com os motores TSI da Volkswagen.

Saab



A Saab está em uma situação parecida com a TVR: está com um novo dono — porém, desta vez, uma empresa chinesa — e promete voltar ao mercado em breve. Este ano foi anunciada a volta da produção do 9-3 com motores elétricos, mas o que queríamos mesmo era ver renascer uma Saab capaz de lançar um sucessor para o 900 Turbo no mercado.

Delahaye



Nem todos conhecem a Delahaye, mas os que conhecem a têm como uma das melhores fabricantes francesas de todos os tempos. A marca foi fundada em 1895 e morreu em 1954, mas ao longo da vida lançou alguns modelos de aerodinâmica incrível e ótimo desempenho, como o roadster 135 MS, de 1938, com motor seis cilindros em linha, 135 cv e uma breve história de sucesso nas 24 Horas de Le Mans. Não basta isto para você querê-la de volta?

Pontiac



Ah, a Pontiac… a divisão responsável por criar o primeiro muscle car propriamente dito da história — o GTO — foi morta em 2010, e é uma das marcas de que mais sentimos falta. A marca morreu depois de lançar alguns de seus melhores carros, como a última geração do GTO e o G8, ambos baseados nas versões esportivas do Holden Monaro, com tração traseira e motor V8, como um muscle car deve ser. Quem sabe, se a Pontiac tivesse resistido, não teríamos hoje um Pontiac Firebird baseado no atual Camaro?

Duesenberg



Imagine uma marca americana capaz de concorrer, em luxo e desempenho, com nomes como Rolls-Royce, Bentley e Bugatti. A Duesenberg tinha tudo para ser esta marca — se não tivesse acabado lá em 1937, com 24 anos de existência. Em 1928, os irmãos Duesenberg lançariam o Model J, um carro extremamente luxuoso movido por um oito-em-linha de sete litros que, em 1932, ganhou uma versão com compressor mecânico de 320 cv! Se existiu, algum dia, uma marca que poderia dar a resposta americana ao Veyron, esta marca seria a Duesenberg.

Gurgel



A marca mais citada pelos leitores foi a Gurgel. A marca fundada por João do Amaral Gurgel em 1969 teve no X12 um de seus primeiros modelos, mas o carro que mostrou que a empresa poderia ser a primeira grande fabricante nacional foi o BR-800, de 1988. Depois dele, Gurgel chegou a planejar até uma fábrica no Ceará, que nunca se tornou realidade.

A Gurgel tinha até seu próprio motor, o Enertron, baseado no boxer VW, porém arrefecido a água. Com menos de 800 cm³, chegou a produzir 36 cv no Supermini. Imaginamos o que João Gurgel seria capaz de fazer hoje se tivesse os recursos mas, infelizmente, nem todo o dinheiro do mundo traria o homem de volta.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Freemont e Journey no jogo das sete diferenças


Familiares Fiat e Dodge quase idênticos. Colocamos os dois lado a lado para ver (e avaliar)



Irmãos, Dodge Journey e Fiat Freemont têm suas principais (e poucas) diferenças visuais na dianteiraEles são o mesmo carro, só que não são. Dodge Journey e Fiat Freemont dividem a mesma plataforma, a mesma linha de montagem, o mesmo projeto... Dividem quase tudo, mas ainda assim, não são o mesmo carro. O modelo americano já era vendido aqui desde 2008, mas pouco depois a Chrysler (dona da marca) quase faliu e foi salva pelo grupo italiano. Assim a Fiat recebeu o direito de trabalhar as plataformas e carros da parceira. O resultado foi a transformação do Journey em Freemont para a Europa ano passado. Mas por aqui, os dois convivem no mercado. Para esclarecer essa confusão, colocamos os dois modelos lado a lado para um jogo dos sete erros, ou melhor, das sete diferenças.


1 - Visual

Dependendo da situação, Journey e Freemont podem ser facilmente confundidos nas ruas. Então como saber se aquele carrão imponente para até sete ocupantes tem selo da Fiat ou da Chrysler? A dianteira traz a principal maneira de diferenciar: a grade do modelo americano segue o clássico estilo Dodge, com a cruz negra e cromada. A Fiat adotou em sua versão apenas um filete horizontal cromado que não combina muito com o estilo geral do modelo. A grade em colmeia bem marcada sugere um toque de agressividade que fica mais evidenciado no modelo da Dodge.

Cromados nas maçanetas e bagageiro são de série no JourneyNas laterais e traseira, o trabalho de diferenciação fica mais complicado. Ambos mantém o estilo de linhas marcantes, que deixam os modelos com aspecto “cúbico”, sem parecer antiquado. É um projeto imponente, mas que não perde o clima familiar. A maior diferença entre os irmãos está mesmo no posicionamento de seus nomes na porta traseira. Enquanto a Fiat colocou o nome Freemont sob a placa em letras grandes, a Dodge preferiu destacar a marca da mesma maneira, mas na parte superior. O que isso significa? Absolutamente nada, mas abrir a porta traseira de ambos o acesso ao porta-malas de 989 litros (291 com a terceira fileira de bancos levantada) é muito prático em ambos.

Dodge Journey traz rodas de 17" no modelo SXT e de 19" no R/T (foto), desenho é diferencial

2 - Acabamento

As diferenças aqui são sutis e vão depender de duas coisas importantes: da atenção e da versão escolhida. OJourney é oferecido em duas opções, SXT ou R/T, mas a principal diferença entre elas são as rodas (17” na primeira e 19” na segunda) e os detalhes cromados nas maçanetas e nos trilhos do rack de teto. De série, ele já conta com bancos de couro (nas cores preta ou preta e bege).

No caso do Freemont, os bancos são de tecido na versão de entrada Emotion. Para trocá-lo pelo acabamento em couro preto ou bege, é preciso partir para a versão Precision. Ainda assim, ao contrário do Dodge, os bancos ainda não terão aquecimento eletrônico. O que nos leva à terceira diferença.


Rodas do Freemont são de 17" na versão Precision (foto) e de 16" na Emotion

3 - Acessórios

Os bancos aquecidos são disponíveis no Freemont como um opcional de R$ 2.233 para a versão Precision, enquanto são itens de série no Journey. Neste último, aliás, são poucos os itens extras oferecidos: além das rodas de 19” (as de série são de 17") e dos detalhes cromados já citados, há ainda o sistema de áudio de 6 alto-falantes com subwoofer e o teto solar elétrico – todos referentes à versão R/T do modelo.

Já o Freemont parte bem mais básico e oferece entre seus itens extras o rack de teto, os bancos de couro e o teto solar. Nada de detalhes cromados para quem quiser o familiar da Fiat, mesmo na opção mais cara. O diferencial ajuda a Chrysler a posicionar o seu modelo como um mais sofisticado, com mais “cara de importado” do que o primo mais barato.


Interiores têm acabamentos praticamente idênticos e conforto é garantido (na foto: Freemont)

4 - Nomes

Os dois modelos têm nomes em inglês, embora sejam fabricados no México. Journey significa, literalmente, jornada. Já Freemont não significa nada, mas pode fazer referência a Fremont, nome próprio utilizado por várias cidades dos EUA – a mais notória localizada na Califórnia. Não que isso vá pesar na decisão de compra...

Ambos os modelos têm partida por botão e volante com controle de funções (na foto: Journey)

5 - Motor

Mas há aqueles detalhes que você não vê e fazem toda a diferença. Nesta dupla, isso não poderia ser mais verdade. O Journey mostra toda a sua força assim que você liga o carro e pisa no acelerador. É o trabalho feito pelo motor Pentastar 3.6 V6 24V, que foi trazido para o modelo nesta nova geração. O propulsor foi desenvolvido pela Chrysler para atender às novas exigências de consumo e emissões dos EUA, sem abrir mão do desempenho necessário para carregar um modelo familiar deste porte. São 280 cv disponíveis a 6.350 rpm e 34,6 kgfm de torque a 4.350 rpm.

Já o pai (ou a mãe) de família que encher o Freemont e esperar toda essa força nas acelerações vai ficar um pouco decepcionado. O motor 2.4 16V oferecido pela Fiat não parece não dar muita conta nem dos 1.809 kg do carro vazio, imagina com ele cheio. O propulsor desenvolve 172 cavalos a 6.000, com torque de 22,4 kgfm a 4.500 rpm.

O câmbio também divide bem esses parentes: a alavanca do Journey comanda um sistema de seis marchas, enquanto o Freemont conta apenas com quatro. Ambos permitem trocas manuais por botões posicionados no volante, assim como pela alavanca. Mas só no Journey fazer isso é divertido.


3.6 do Journey tem economia acima do esperado (fez 10 km/l em média); Freemont ficou na mesma faixa

6 - Dirigibilidade

Mas um familiar precisa ser divertido? Para os ocupantes, com certeza. Especialmente nas viagens mais longas. Isso não quer dizer que o motorista precise abrir mão de algo para se entreter também.

A Chrysler resolveu bem isso com a nova combinação de motor e câmbio, que tornou as acelerações e as trocas de marchas muito mais suaves. Isso não ocorre com o Freemont que, embora não apresente “engasgos” tão fortes nas trocas, parece sempre fazer um grande esforço quando uma retomada de velocidade é necessária. O acerto de suspensão (independente na dianteira e na traseira em ambos os modelos) também parece estar melhor aplicado no Dodge, o que permite trocas rápidas de faixa sem deixar os ocupantes com sensação de estarem em um microônibus. Tudo isso transforma o Journey em um jipão disfarçado de familiar.


Detalhes vermelhos dos mostradores, típicos da Dodge, também estão no Fiat; Tela multimídia é a mesma para ambos (o Jorney fotografado trazia a tela menor por problemas de distribuição das primeiras unidades 2012)

7 - Preço

Mas e na hora de fechar a compra? Então todas as diferenças parecem fazer mais sentido. O Fiat Freemont é vendido a partir de R$ 82.470 (Emotion), com a opção mais interessante por R$ 87.290 (Precision). Enquanto isso, o Dodge Journey só sai da concessionária a partir de R$ 109.900 (SXT), com o modelo top oferecido por R$ 119.900 (R/T). Ou seja, as sete diferenças discutidas nesta avaliação somam um total de R$ 30 mil – ou cerca de R$ 4.280 para cada uma. Então, mesmo com motor mais fraco, o Freemont leva a melhor na ponta do lápis. A não ser que você seja uma pessoa que se apega muito a detalhes.


Fichas técnicas

Preço inicial R$ 109.900 R$ 82.470

Motor Dianteiro, transversal, 6 cilindros em V, 24 válvulas, comando simples, injeção eletrônica, gasolina

Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, comando simples, injeção eletrônica, gasolina
Cilindrada 3.604 cm³ 2.360 cm³

Potência 280 cv a 6.350 rpm 172 cv a 6.000 rpm

Torque 34,6 kgfm a 4.350 rpm 22,4 kgfm a 4.500 rpm

Transmissão Automática de seis velocidades Automática de quatro velocidades

Dimensões 4,88 m (comprimento); 1,87 m (largura); 1,74 m (altura); 2.89 m (entre-eixos) 4,88 m

(comprimento); 1,87 m (largura); 1,74 m (altura); 2.89 m (entre-eixos)

Freios Discos na frente e atrás; ABS Discos na frente e atrás; ABS

Suspensão Independente na dianteira e na traseira Independente na dianteira e na traseira