Seguidores

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Um pouco mais sobre a FERRARI


A FERRARI não é apenas uma máquina, ou um automóvel, é um mito, que encanta a todos, esteja onde estiver. É o objeto de desejo da maioria dos mortais que vivem neste planeta. A comparação das máquinas construídas em Maranello com raras e exclusivas jóias não é exagero, tamanha sua exclusividade.

A história


É impossível falar na criatura sem falar no seu grande criador: Comendattori Enzo Anselmo Ferrari. Nascido no dia 18 de fevereiro de 1898, na Itália, Enzo Ferrari queria ser cantor de ópera ou piloto de competição. Logo desistiu de ser cantor de ópera, por falta de voz e ouvido. Sobrou apenas a segunda opção. Em 1919 decidiu ser piloto e participou de uma prova (pela primeira vez) em Parma Bercetto, na qual obteve a quarta colocação (a prova foi vencida por Antonio Ascari, pai de Alberto Ascari, que futuramente iria morrer ao volante de uma FERRARI). Nos anos seguintes trabalhou para a Alfa Romeo como piloto de competição, ficando mais tarde responsável pela divisão de competição de automóvel. Em 1929 fez o que a história consagrou como seu grande golpe de mestre: criou a Scuderia Ferrari, a primeira equipe de automobilismo independente das fábricas, mas vinculada à Alfa Romeo. Em 1939, Enzo Ferrari deixou essa montadora italiana e passou a 2ª Guerra Mundial fabricando equipamentos agrícolas e até carros. O primeiro automóvel inteiramente construído por ele, feito durante o conflito, foi chamado de Modelo 815, isto porque, não podia colocar seu nome em nenhum carro, em decorrência do contrato que assinara com a Alfa Romeo.
-


Somente em 1946, após o fim do conflito e a queda do regime de Mussolini, ele construiu o primeiro carro com seu nome: a Ferrari 125S. E espantou o mundo por desenvolver em instalações precárias, mas com uma equipe competente e entusiasmada, um motor tão poderoso como o V12 que a equipava, algo muito avançado para a época. O modelo estreou com vitória no Grande Prêmio de Roma, disputado ao redor das Termas de Caracalla, em 25 de maio de 1947, pilotado por Franco Cortese. Desde então, a FERRARI obteve mais de cinco mil vitórias em provas automobilísticas. Em 1951 conseguia sua primeira vitória na Formula 1, no circuito de Silverstone com o piloto José Froilán González. E em 1956 a história da marca mudaria radicalmente. O piloto argentino Juan Manuel Fangio conquistaria o título mundial pilotando uma FERRARI. Em 1961 os tempos começaram a ficar difíceis para a FERRARI, depois de conflitos internos que levaram à saída de vários membros da direção. A montadora, mesmo assim, conseguiu alcançar um grande número de vitórias em competição e elevar o seu nome no cenário automobilístico.

-

Em 1969, com a empresa enfrentando diversos problemas econômicos, a FIAT comprou 50% de suas ações, garantindo assim que a FERRARI não se tornasse uma marca vulgarizada. O dia 14 de agosto de 1988 foi um dia negro para a marca, quando aos 90 anos, o Comendador Enzo deixava o mundo e a FERRARI, que fabricava e vendia automóveis esportivos apenas para cobrir os custos da equipe de Formula 1. Com o falecimento do comendador e a indicação de um antigo funcionário, o Sr. Luca Cordero di Montezemolo para assumir a responsabilidade de tornar a FERRARI uma empresa moderna e rentável, o que se viu foi uma verdadeira revolução na década de 90. Uma de suas primeiras ações foi contratar o francês Jean Todt para reestruturar a equipe de Formula 1, fazendo-a voltar aos tempos gloriosos. O resultado: a escuderia ressurgiu das cinzas em 1997, quando o piloto alemão Michael Schumacher conquistou o vice-campeonato pilotando o carro vermelho; e as vendas de automóveis cresceram como nunca visto antes. Daí para frente a história todo mundo sabe.
-

Evolução de alguns mitos


Desde os anos 40, a transferência de tecnologia dos carros de competição para os esportivos de rua é uma realidade. Ao longo da história da FERRARI, pouco mais de 70 modelos foram lançados no mercado internacional. Na década de 40, Enzo Ferrari ficou literalmente dividido entre competição e carros comerciais. Por isso, o primeiro carro de rua foi lançado somente em 1948: a cupê 166 Inter.

-

1984

FERRARI TESTAROSSA. Um clássico da marca, que possuía este nome pelo fato da cabeça do motor ser pintada de vermelho. Possuía o célebre motor 12-cilindros com 390cv, sendo o primeiro modelo da marca a possuir ar-condicionado e bancos de couro. Ganhou fama internacional depois de ser utilizada no seriado americano Miami Vice.

1987

FERRARI F-40. Foi apresentada em 21 de junho na fábrica de Maranello em comemoração aos 40 anos da marca. Para comemorar esta data histórica a montadora decidiu construir o mais rápido carro do mundo produzido em série, que os italianos apelidaram de “um automóvel de corrida para estrada”.

1992 

FERRARI 456. Fazia alguns anos que a montadora não tinha um modelo com motor V12. Este modelo foi lançado para que esta perda fosse esquecida. A maior crítica no seu lançamento foi no que diz respeito ao estilo. Para os italianos, o desenho dessa FERRARI não estava muito tradicional e o carro estava muito “japonês” para o gosto deles. Era o único automóvel com quatro lugares da marca (duas pessoas na frente e duas crianças pequenas atrás). Mesmo assim acelerava de 0 a 100 km/h em 5,2 segundos.

1994

FERRARI F355. Lançada na versão cupê para substituir a 348. Essa FERRARI tem motor entre eixos e a sua carroceria é toda confeccionada em alumínio e aço. Atualmente a F355 é oferecida em três modelos: Berlinetta, GTS ou Spider.

1996 

FERRARI F-50. Lançada para comemorar os 50 anos de vida da marca, sua carroceria era confeccionada em fibra de carbono e kevlar, para que o carro ficasse mais leve e resistente, podendo chegar a 325 km/h. Sua produção tem tiragem limitada.

FERRARI 550 MARANELLO. Este modelo causou furor ao conciliar conforto a bordo com o motor 12 cilindros, que pela primeira vez em 27 anos estava situado na dianteira. A aceleração de 0 a 100 km/h era feita em apenas 4,4 segundos.

1998

FERRARI 360 MODENA. Foi o modelo de número 163 projetado pelo Studio Pininfarina para a marca. No ano seguinte seria lançada a versão Spider (conversível com capota).

2002

FERRARI ENZO. O carro foi construído com tecnologias usadas na Fórmula 1 e um sistema de aerodinâmica que levanta um pequeno spoiler e flaps quando em alta velocidade, criando sustentação para não deixá-lo decolar, já que o modelo atinge de 0-100km em 3.65 segundos, chegando a 350km por hora. O modelo foi lançado ao preço de US$ 643.330 e 349 unidades disponíveis. A montadora conseguiu vender todos os carros antes mesmo de que a produção fosse iniciada. Mais tarde, depois de muitos pedidos, a montadora decidiu produzir mais 50 unidades subindo o total para 399. Em 8 de novembro de 2005 anunciou que iria produzir outra unidade do carro, doada ao Papa João Paulo II e que angariou US$ 1.274.299 para os sobreviventes do terrível Tsunami ocorrido na Ásia em 2004.

2004 

FERRARI 612 SCAGLIETTI. O novo cupê 2+2, que acomoda confortavelmente quatro adultos, tinha carroceria em alumínio, motor V12 de 5.75 litros e 540 cv de potência, e alcançava 315 km/h. Lançado como sucessor da longeva FERRARI 456M, o bólid vermelho fazia de 0-100 km/h em apenas 4,2 segundos.

2006 

FERRARI F599 GTB FIORANO. A mais nova preciosidade da FERRARI é considerada o melhor automóvel já construído em Maranello. Equipado com o motor V12, o mais potente já desenvolvido (620 cavalos), dispara da inércia até 100 km/h em 3,7 segundos, alcançando 330 km/h. A sigla GTB representa Gran Turismo Berlinetta em homenagem aos cupês já produzidos pela FERRARI e Fiorano é o nome do circuito onde a marca testa seus bólidos.

2007

FERRARI 612 ACAGLIETTI SESSANTA. Apresentada no dia 21 de junho, a edição especial “Sessanta” do cupê 612 Scaglietti, era comemorativa ao 60º aniversário de fundação FERRARI. Baseada na FERRARI 612 Scaglietti, o novo modelo conta com um pacote de equipamentos mais completo: um teto-solar panorâmico eletrocrômico (que muda de cor conforme a incidência de raios solares), rodas de 19 polegadas especiais, equipamento de som da marca Bose, monitor de navegação com sintonizador de TV e câmera traseira para auxiliar manobras de estacionamento. Serão fabricadas apenas 60 unidades, que terão duas opções de cores exteriores (cinza escuro e vermelho perolizado) e duas internas (marrom e cinza escuro).

FERRARI 430 SCUDERIA. Lançada durante o Salão do Automóvel de Frankfurt como modelo de uma série especial com uso de tecnologia derivada de sua equipe de Fórmula 1 e ajuda do heptacampeão Michael Schumacher. O nome Scuderia se refere exatamente à divisão de corridas da empresa. Equipada com um motor de 510cv, o bólido atinge velocidade máxima de 230 km/h. O novo automóvel vem equipado com o f1 superfast, um software de última geração que reduz o tempo de troca de marchas para apenas 60 milésimos de segundo, além de um novo controle de tração.

2008

 ● FERRARI CALIFORNIA. Apresentada no Salão do Automóvel de Paris, este novo modelo é um cupê conversível equipado com motor 4.3 V8 de 460 cavalos de potência na parte dianteira, que acelera de 0 a 100 km/h em quatro segundos. Outra novidade é a capota rígida, utilizada pela primeira vez em um modelo conversível da montadora italiana. Outra novidade é o câmbio automático de sete velocidades com sistema dupla embreagem. Este tipo de embreagem, cada vez mais comum nos carros esportivos mais modernos, é capaz de engatar uma marcha e deixar a outra já preparada, possibilitando troca de marchas mais rápidas e aumentando o desempenho.

2009 

FERRARI 458 ITALIA. Sucessora da mítica F430, o novo modelo, considerado uma síntese de estilo, criatividade, paixão e tecnologia de ponta. O modelo é equipado com um agressivo motor V8 de 4.5 litros, que produz aproximadamente 570 cv de potência. Além disso, o câmbio é de dupla embreagem e sete marchas, feito especialmente para lidar com o torque e a potência deste modelo. A aceleração de 0-100 deste modelo é feita em apenas 3,4 segundos, com velocidade máxima de 325 km/h.

2010

FERRARI 599 GTO (Gran Turismo Omologato). Visualmente agressiva, este modelo foi afinado, incluindo a frente, as laterais, o assoalho plano e as tomadas de ar. O cuidado é tanto que o modelo conta com uma ventilação aprimorada dos discos de freio e a adoção de calotas para eles - que seguram o ar quente que sai dos pára-lamas junto ao carro para reduzir o arrasto aerodinâmico. Debaixo do chassi há um motor V12 de 6 litros que gera 670 cv de potência. Tudo isso significa uma aceleração de 0 a 100 km/h em somente 3,35 segundos, com velocidade máxima de 333 km/h. E tão importante quanto esses números é o tempo de volta em Fiorano, apenas um minuto e 24 segundos, o que faz desta FERRARI o modelo de rua mais rápido da história da marca italiana.



Segundo fortes rumores, está em fase avançada o estudo e desenvolvimento da fabricação da FERRARI FS 599 (nome provisório), uma SUV, abreviatura para “Sport Utility Vehicle” ouUtilitário Esportivo em português, nome cunhado pelos norte-americanos designando veículos fabricados a partir de chassis de caminhonetes.

-

A escuderia


A Formula 1 não seria a mesma se não fosse pelos bólidos vermelhos da FERRARI. A história da mais tradicional e antiga escuderia da Fórmula 1 teve início no GP de Mônaco, em 21 de maio de 1950, a segunda prova do primeiro campeonato de F1. Alberto Ascari tornou-se, então, o primeiro piloto a marcar pontos para a equipe ao terminar em segundo lugar nas ruas do Principado. De lá para cá, muita coisa aconteceu. A primeira vitória em uma prova aconteceu pelas mãos de José Foilán Gonzáles, no circuito de Silverstone na Inglaterra em 1951. Durante a década de 50, a equipe fez três campeões do mundo: Ascari (1952 e 1953), Juan Manuel Fangio (1956) e Mike Hawthorn (1958). O mundial de construtores surgiu apenas em 1958 e a FERRARI foi vice-campeã no primeiro e no segundo ano do campeonato.
 Nos anos 60, conquistou dois títulos de construtores, em 1961 e 1964, temporadas nas quais seus pilotos, Phil Hill e John Surtees, foram respectivamente os campeões. Em virtude de problemas com as autoridades esportivas italianas, a FERRARI adicionou ao seu tradicional vermelho às cores azul e branca nas duas últimas provas de 1964, quando competiu na América do Norte, um protesto do comendador em resposta aos cartolas. Nos outros anos, a escuderia foi 2ª (1966), 3ª (1960), 4ª (1963, 1965 e 1968), 5ª (1967 e 1969) e 6ª em 1962, quando teve seu pior desempenho desde a criação do mundial. Na década de 70, a FERRARI só não esteve entre as duas primeiras equipes do campeonato em três temporadas: 1971 (foi 3ª), 1972 (4ª) e 1973 (6ª). Em todas as demais oportunidades ou foi vice-campeã (1970, 1974 e 1978) ou conquistou o título, incluindo o tricampeonato 1975, 1976 e 1977 e o troféu em 1979. Foram campeões pela equipe neste período os pilotos Jody Scheckter, em 1979, e Niki Lauda, em 1975 e 1977. Lauda lutava também pelo título em 1976, mas sofreu um grave acidente na Alemanha, onde seu carro pegou fogo.



Os seguidos títulos na segunda metade da década de 70 não se repetiram nos anos 80. Muito pelo contrário. Apesar de ainda ter obtido o 1º lugar nos campeonatos de 1982 e 1983 e de ter sido vice-campeã em 1984, 1985 e 1988, a escuderia se ressentia por não ter tido nenhum piloto campeão do mundo. Além disso, a equipe ainda chorou a morte de dois grandes personagens de sua história, uma no início da década e a outra, no final. Em 1982, durante os treinos de classificação para o GP da Bélgica, em Zolder, o piloto canadense Gilles Villeneuve morreu após ter o corpo arremessado e colidido contra o muro do circuito. Em 14 de agosto de 1988, aos 90 anos, o comendador Enzo Ferrari faleceu. Uma semana depois, a escuderia venceu o Grande Prêmio da Itália com uma dobradinha Berger-Alboreto. O jejum de campeões do mundo guiando pela FERRARI continuou durante toda a década de 90. Entretanto, a escuderia tentou resolver o problema já nas primeiras temporadas. Em 1990, contratou o tricampeão Alain Prost. O francês venceu cinco corridas e levou a disputa do título para a penúltima prova, no Japão. Lá, depois do choque com Ayrton Senna, abandonou a corrida com problemas no carro e perdeu o título. A FERRARI ficou em 2º lugar. O que se viu depois foi algo até certo ponto inimaginável na Fórmula 1. A FERRARI não venceu um GP sequer em 1991, 1992 e 1993. Em 1994 e 1995, Gerhard Berger e Jean Alesi venceram uma prova cada. Com o fundo do poço muito próximo, mas com bastante dinheiro para investir, deu início a uma nova fase de sua história ao contratar, em 1996, o até então bicampeão do mundo Michael Schumacher. Ele ganhava US$ 30 milhões por ano na equipe e ainda contava com boa parte do time de especialistas de sua época na Benetton, como Ross Brawn (diretor técnico) e Rory Byrne (projetista). Unidos a eles estava Jean Todt, diretor da escuderia. Juntos, revolucionaram a FERRARI e resgataram os anos de glória, e, com eles, milhares de tifosis (como são conhecidos os fanáticos fãs italianos). Nos três primeiros anos da parceria, a FERRARI foi vice-campeã de construtores.


Em 1999, depois de 16 anos, a equipe voltou a conquistar o título. Por pouco a escuderia não levava também o mundial de pilotos. Todavia, um acidente em Silverstone deixou o alemão de fora por sete corridas e da briga pelo título daquele ano. O resultado foi uma situação até inusitada: a FERRARI trabalhando para que outro piloto (Eddie Irvine) conquistasse o título e não para aquele que ela havia contratado para realizar o feito. Mika Hakkinen, da McLaren, evitou durante dois anos que os pilotos da FERRARI vencessem. De 2000 a 2004, ninguém mais conseguiu bater o alemão e a equipe italiana. No ano 2000, Schumacher venceu nove das 17 corridas e tornou-se o primeiro piloto a conquistar o título pela FERRARI, 21 anos depois da Scheckter. Em 2001, o alemão repetiu o número de vitórias e consagrou-se tetracampeão da categoria. Porém, a temporada de resultados impecáveis também viu a primeira ação do jogo de equipe envolvendo Schumacher, os dirigentes da escuderia e o segundo piloto da equipe, Rubens Barrichello. Ele, o segundo brasileiro a pilotar um dos carros da escuderia (o outro foi Chico Landi em uma prova de 1950), recebeu ordens para ceder sua posição (2º lugar) para Schumacher no GP da Áustria e obedeceu.


 Em 2002, a FERRARI voltou a passear na pista. Quinze das 17 provas foram vencidas por seus pilotos, sendo 11 ganhas por Schumacher e quatro por Barrichello. Apesar disso, ainda no início da temporada, a escuderia voltou a protagonizar mais um episódio lamentável devido ao jogo de equipe. Novamente na Áustria, Barrichello, desta vez liderando a prova, foi obrigado a dar passagem para Schumacher. O brasileiro só acatou a ordem dos dirigentes na última curva, já prestes a receber a bandeirada. Schumacher passou. Em seguida, as vaias começaram. A condenação do público e da mídia deixou o alemão constrangido. No pódio, Schumacher puxou o brasileiro para o degrau mais alto, como que reconhecendo o erro em ter ultrapassado o companheiro. A FIA o multou em US$ 1 milhão por ter interferido nos procedimentos do pódio e o episódio entrou para a história como um dos mais deprimentes da FERRARI. Ao final do ano, contudo, Schumacher igualou o número de títulos de Fangio (5) e a equipe venceu mais um campeonato. Em 2003, o alemão e a FERRARI voltaram a conquistar o troféu. Desta vez, com mais dificuldades. Schumacher obteve o título com apenas dois pontos de vantagem em relação a Kimi Raikkonen, tornando-se hexacampeão. A equipe só passou a liderar o mundial de construtores depois do GP do Canadá. No ano seguinte, o domínio foi tranqüilo novamente. O alemão venceu 13 das 18 provas, sendo 12 nas primeiras 13 etapas do mundial. Com duas vitórias de Barrichello, a FERRARI fez campeão, vice e consagrou-se com mais um título. Schumacher conquistava, então, seu último troféu, somando sete ao todo.

-

Nos próximos dois campeonatos, o domínio da escuderia italiana não se repetiu. Em 2005, sequer chegou à vice-liderança entre os construtores, Renault (1º) e McLaren (2º) ficaram na sua frente. Em 2006, seu desempenho foi melhor. Com a disputa entre Schumacher e o espanhol Fernando Alonso pelo título de pilotos ponto a ponto e o alemão em busca de um impensável octacampeonato, a FERRARI tentou, mas não conseguiu voltar ao 1º lugar do mundial, sendo vencida pela Renault outra vez. Em Monza, a equipe viu seu grande astro anunciar a aposentadoria. No Brasil, chegava ao fim uma das parcerias de maior sucesso na história da Fórmula 1, com Schumacher vendo o título ser entregue novamente a Alonso e a FERRARI amargando o consolo do 2º lugar no mundial de construtores. Porém, em 2007, a equipe deu a volta por cima e num campeonato emocionante conquistou o título com o piloto finlandês Kimmi Raikkonen, contratado pela FERRARI neste mesmo ano para ser companheiro do brasileiro Felipe Massa. No ano seguinte a escuderia perdeu o título na última volta da última corrida, realizada no Brasil, para a McLaren. O brasileiro Felipe Massa foi vice-campeão. A atual dupla de pilotos da escuderia italiana é formada pelo brasileiro e pelo espanhol Fernando Alonso, que por muito pouco não conquistou o título em 2010.

Números de uma paixão: Responsável pela paixão de todo um país e de fãs ao redor de todo o mundo, a FERRARI acumula uma série de recordes impressionantes. São 216 vitórias, 205 pole positions, 224 voltas mais rápidas, 643 pódios conquistados e 16 títulos de construtores. A equipe acumula um total de 4.489,5 pontos. Nos 813 GPs disputados, a escuderia já liderou mais de 12.200 voltas, o que significa dizer mais de 64.000 quilômetros na liderança. Em apenas uma corrida, a escuderia não correu com motores FERRARI. Em um GP de 1950, quando a equipe utilizou um motor Jaguar. A equipe já apresentou 64 modelos e 100 pilotos guiaram os carros que têm como símbolo o cavalinho rampante. Dentre eles, nomes que marcaram a história da Fórmula 1, como os já citados anteriormente, além de Clay Regazzoni, Nigel Mansell, Carlos Reutemann, Wolfgang von Trips e Giuseppe Farina.
 A cor Uma das imagens de marca da Ferrari é a sua cor “rosso corsa” (vermelho de corrida), oficialmente sua cor é o amarelo, mas devido ao sucesso nas corridas o vermelho ficou como uma tradição. A utilização dessa cor teve início nos anos 20, altura em que a entidade que viria a ser chamada de FIA, impunha que as escuderias italianas teriam de apresentar cor vermelha, as francesas azul, as alemãs branca e as inglesas verde.


A mística Maranello


A história começou quando acontecimentos ligados à Segunda Guerra Mundial forçaram a FERRARI a transferir sua fábrica para a cidade de Maranello, localizada a 18 km de Módena, em 1943. A partir deste momento a pequena cidade viveria em função da marca. Além do museu, a cidade italiana também hospeda a fábrica (uma mini-cidade composta por 45 edifícios) e a pista de testes. Andar em Maranello é sentir-se no coração da marca do cavalo rampante. A marca vende em média pouco mais de 6.000 preciosidades anualmente, construídos por aproximadamente 3.000 funcionários.

-

Segundo a montadora, não haverá aumento de produção porque uma FERRARI tem de ser objeto de desejo e os clientes estão dispostos a esperar mais de um ano pela entrega do carro. A demora se explica pelo método de produção. Apesar das inovações tecnológicas que garantem a manutenção da supremacia da marca italiana no automobilismo, a fábrica funciona à moda antiga, fugindo totalmente dos padrões da indústria automobilística mundial. Motores e funilaria são acabados a mão. No setor de estofamento, um grupo de mulheres sentadas atrás de máquinas de costura trabalha sobre os couros Conolly, provenientes do norte da Europa. A especificação geográfica tem uma razão. Naquela região, as peles das vacas são mais finas e a ausência de mosquitos impede o surgimento de marcas. Para estofar cada FERRARI são necessárias três vacas. A empresa segue fielmente a filosofia de Enzo Ferrari de manter o controle sobre toda a produção. O Comendador também queria perpetuar a aura de exclusividade em torno da marca. Seu desejo ainda é uma ordem. A FERRARI não tem um sistema de encomendas como a Mercedes-Benz e a BMW, nem visitas abertas ao público. É um circuito para poucos. Você precisa ter uma longa e sólida ligação com a prestigiada marca ou com um de seus concessionários para visitar a unidade fabril de Maranello. Um dos locais mais secretos de Maranello é o túnel de vento, onde um ventilador, com cinco metros de diâmetro, produz turbulências enquanto o carro é monitorado por mais de 300 sensores.



O museu

Relembrar os tempos gloriosos que transformaram carros em ícones. É isto que pretende aGalleria Ferrari, museu da marca italiana de carros e escuderia mais famosa da Fórmula 1. Criado em 1990, ao lado da fábrica em Maranello, o museu, que possui três andares, recebe anualmente cerca de 180 mil visitantes ávidos por reviver a história desta lendária marca do automobilismo. Ao passar pela porta de entrada, marcada pelo imponente cavalo rampante, símbolo máximo da FERRARI, as pessoas se deparam com o F2005, carro utilizado pelo heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher, quando correu sua última temporada. No piso térreo estão instalados uma lanchonete e a loja de produtos oficiais da marca.




Ainda no primeiro andar, ao lado dos bólidos pilotados por Niki Lauda, Gilles Villeneuve e Gerhard Berger, estão fotografias, bilhetes de Enzo Ferrari e uma réplica de seu escritório em Trento Trieste. Um boxe com equipamentos originais – incluindo o “muro” de monitoramento idêntico ao visto nos circuitos. Há também uma réplica da pista de Fiorano, com as casas em que já moraram o próprio Enzo, Michael Schumacher e, hoje, Felipe Massa se hospeda. Para os fãs interessados em sentir de forma mais real a emoção de pilotar uma FERRARI, um simulador de corridas de Fórmula 1 está à disposição. No segundo andar, a evolução da tecnologia FERRARI é apresentada também nos carros de rua, dos mais antigos e tradicionais, como o F50 e o 550 Barchetta Pininfarina, às novas máquinas, como o F430. Este andar ainda abriga um pequeno cinema, uma sala de exibição e um auditório. No último andar estão localizados os escritórios de administração do museu e outra sala de exibição. Filmes e exposições itinerantes recontam a história dos homens, máquinas e momentos que fazem da FERRARI um sonho de consumo de incontáveis fãs.


 O parque temático Uma parceria entre a FERRARI e os bilionários exóticos de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) só poderia resultar em algo grandioso: Ferrari World. Trata-se do primeiro parque temático coberto da marca italiana, uma espécie de Disneylândia para alucinados por carros e especialmente para quem é apaixonado pela lendária marca italiana, que foi inaugurado no dia 27 de outubro de 2010. O parque abriga um circuito, simuladores de corrida, montanhas-russas (incluindo a Formula Roosa, a mais rápida do mundo, que atinge velocidades acima de 200 km/h, emulando completamente a sensação de se estar dentro de uma FERRARI F1), atrações (incluindo passeios para crianças de todas as idades, como o Junior GT, uma divertida corrida de carrinhos, e um brinquedo chamado G Force, que arremessa os passageiros até uma altura de 62 metros para simular as forças G vividas pelos pilotos de carros de F1), lojas (incluindo uma com produtos licenciados e para colecionadores da marca italiana, com 852 metros quadrados) e restaurantes (com deliciosas comidas tipicamente italianas). Uma enorme icônica e vermelha estrutura inspirada nas curvas da FERRARI GT, cobre uma superfície de mais de 200.000 metros quadrados, onde é possível avistar um logotipo de 66 metros de altura da marca italiana. O parque está localizado em Yas Island no lado nordeste do continente de Abu Dhabi, cerca de 10 minutos de carro do Aeroporto Internacional de Abu Dhabi e 50 minutos do Circuito Yas Marina, onde ocorre o GP de Abu Dhabi. -

O símbolo


O cavalo símbolo da FERRARI é chamado de Cavallino Rampante, ou cavalinho empinado. A história conta que o cavalo preto empinado sobre o fundo amarelo era usado no avião do Conde Francesco Barraca, piloto de caça italiano morto na Primeira Guerra Mundial. Ele queria o cavalo empinado em seus aviões porque o seu esquadrão, conhecido como “Battaglione Aviatori”, foi inscrito em um regimento da Cavalaria (as forças aéreas estavam nos seus primeiros anos e não tinham administração separada), e também porque ele mesmo tinha a reputação de melhor Cavaliere (cavaleiro) de sua equipe. Em 17 de junho de 1923, Enzo Ferrari ganhou uma corrida no circuito de Savio em Ravenna e lá conheceu a Condessa Paolina, mãe de Baracca. A Condessa pediu que ele usasse o cavalo em seus carros, sugerindo que isso lhe daria boa sorte, mas a primeira corrida na qual a Alfa Romeo permitiu o uso do cavalo nos carros da escuderia ocorreriam somente 11 anos depois, nas 24 Horas de Spa em 1932. A FERRARI ganhou. Continuou a utilizar o cavalo negro, contudo adicionou um fundo amarelo por ser a cor símbolo de sua terra natal Modena. O cavalo empinado é hoje uma marca registrada da FERRARI.
-


- O valor Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca FERRARI está avaliada em US$ 3.562 bilhões, ocupando a posição de número 91 no ranking das marcas mais valiosas do mundo.
- A marca no mundo Atualmente, a FERRARI, além de fabricar os carros mais cobiçados do mundo, participa da Fórmula 1 (F1); promove na Europa, Estados Unidos e América Latina o campeonato Ferrari Challenger, disputado por modelos 355 e participa do World Sportscar Championship nos Estados Unidos, com protótipos Ferrari 333. A marca conta ainda com aproximadamente 30 lojas exclusivas (espalhadas por nove países), onde é possível encontrar uma infinidade de produtos que levam a tradicional cor vermelha e o cavalinho, como relógios, óculos escuros, chaveiros, bonés, camisetas, jaquetas, sapatilhas, jogo de lápis, bicicletas, perfumes, notebooks, capacetes e bolsas. Atualmente no Brasil, a Via Italia oferece sete modelos da FERRARI: California, 430 Scuderia, 430 Scuderia, Scuderia Spider 16M, 599 GTB Fiorano, F612 Scaglietti e a novíssima 458 Italia. Depois de bater recordes de venda em 2008, ano em que registrou 6.587 unidades comercializadas, a marca italiana, afetada pela crise mundial, vendeu 6.250 unidade em 2009. Os maiores mercados da marca no ano foram Estados Unidos (1.467 unidades), Itália (655 unidades) e Alemanha (644 unidades).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

DeLorean DMC-12


Apesar dos números de produção baixos e história um pouco manchada do DeLorean DMC-12, é, sem dúvida, um dos automóveis mais instantaneamente reconhecíveis de todos os tempos. Uma das características mais famosas e visualmente interessante é o trabalho do corpo de aço inoxidável, por isso, quando nos deparamos com este DeLorean vermelho brilhante.

É amplamente conhecido que apenas um número muito pequeno de deloreans saiu da fábrica sem trabalho do corpo de aço inoxidável sem mácula, alguns foram pintadas de ouro e havia alguns carros de teste feitos com painéis pretos lisos como veículos de formação para os trabalhadores da linha de produção. Exatamente como este vermelho passou a ser vermelha é claro, a listagem explica que a filha do proprietário original gostei da cor e do carro, por isso é provável que ele comprou o carro e se tivesse pintado em particular.

Independentemente de como o carro veio a ser a cor que é hoje, ele viu muito pouco tempo na estrada, antes de ser coberto e estacionado em um grande galpão. Ele permaneceu intocado há mais de 30 anos e agora é um interessante DMC-12 cápsula do tempo, eu nunca vi um DeLorean interior original deste arrumado e banco do motorista quase sempre têm manchas - em grande parte porque cada vez que o proprietário deixa de gás para uma linha de pessoas formam todos querendo se sua foto tirada sentado no carro.

O atual proprietário adquiriu o carro do proprietário original no início deste ano, ele teve alguns milhares gasto com ela para fazê-la funcionar e volta em boas condições e agora está sendo oferecido para venda no eBay com a licitação sentado em 26.000 dólares (na época de escrever, com 2 dias restantes no leilão).

Não é estipulado se este carro ainda tem os seus painéis de aço inoxidável sob a pintura, ou se eles foram removidos para a pintura - Se eles foram retirados do carro com um pouco mais leve do que justo a sua média DMC-12 e se eles estão ainda em lugar que não seria um trabalho enorme para remover a tinta e obter o aço escovado para trás em condição original.
























quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Um pouco mais sobre a SEAT




A SEAT desenvolve e produz carros com design esportivo e inovador que atendem às expectativas e exigências de pessoas que valorizam atributos como alta tecnologia, conforto, sofisticação e desempenho. Por ser uma das mais jovens marcas de automóveis da indústria europeia, isto permite a SEAT combinar novos métodos e filosofias com a experiência da Volkswagen, um dos maiores fabricantes automóveis do mundo. O resultado? Uma nova abordagem na fabricação de automóveis com base em uma sólida experiência especializada. O objetivo? Fundir a paixão espanhola com a tecnologia alemã em carros que chegam à perfeição.

A história


Tudo começou na Espanha no período de pós-guerra, em 1950, quando para incentivar o consumo de carros e desenvolver a indústria automobilística do país (naquela época havia 3,1 carros por 1.000 habitantes), a estatal Instituto Nacional de Industria (INI), com estreita colaboração da italiana Fiat, constituiu no dia 9 de maio a Sociedad Española de Automóviles deTurismo (Sociedade Espanhola de Automóveis de Turismo). A constituição de uma montadora espanhola foi de extrema importância para o país, pois estimulou o crescimento e desenvolvimento da indústria: pequenos produtores de peças e componentes já não necessitavam exportar seus produtos.

Três anos depois a nova empresa inaugurava fábrica na zona franca de Barcelona, produzindo seu primeiro automóvel, batizado de SEAT 1400, um modelo elegante e espaçoso destinado ao mercado de luxo, sendo ideal para ser utilizado como táxi e oferecido em uma ampla gama de versões. Com uma produção diária de cinco veículos, a grande procura exigia que houvesse um grande estoque. No dia 27 de junho de 1957 teve início a produção do SEAT 600, uma resposta à crescente demanda por um automóvel mais econômico e acessível à emergente classe média espanhola. Com este modelo tem início também a era da motorização maciça, com o SEAT 600 se tornando símbolo espanhol da mobilidade e liberdade, frequentemente chamado de “pelotilla”(pequena bola). Logo em seguida veio o SEAT 800, sendo considerado o modelo mais significativo da marca por ter conseguido grande aceitação na classe média espanhola.


As primeiras exportações aconteceram em 1965, quando algumas poucas unidades de seus carros foram embarcadas para a Colômbia. No ano seguinte chegava ao mercado o modelo 850, que partilhava a mesma base mecânica do SEAT 600, mas oferecia maior espaço e conforto, além de um melhor desempenho. Este modelo foi o primeiro veículo a oferecer uma grande variedade de versões – incluindo uma esportiva, quatro portas e adaptável. Pouco depois, em 1968, a produção de automóveis atingia a impressionante marca de 1 milhão de unidades. No ano de 1973 teve início a construção do centro técnico em Martorell, região metropolitana de Barcelona, que entrou em atividade dois anos depois.



Apesar disso, a euforia do rápido crescimento da SEAT foi interrompida por um período em virtude do inesperado choque da crise energética de 1973 e 1977, e da morte do General Franco em 1975, que causou mudanças profundas na estrutura política espanhola. No final desta década, em 1979, a apresentação do SEAT RITMO, um veículo inovador e versátil, determinou a forma de como o design da SEAT deveria ser durante os anos 80. A década de 80 teve início, com a assinatura de acordos industriais e operacionais com a Volkswagen em 1982. Com isso, a tecnologia e o design dos carros da montadora espanhola evoluíram de forma assustadora. A partir deste momento, os automóveis da SEAT começaram a ser reconhecidos no mercado europeu devido ao seu design mediterrâneo combinado com a eficiente tecnologia alemã.

Pouco depois, em 1984, a empresa introduziu no mercado o modelo IBIZA, um de seus maiores sucessos comerciais. No ano de 1986 a Volkswagen adquiriu aproximadamente 75% das ações da montadora espanhola. Foi nesse mesmo ano que começaram as exportações para a Europa, com a Holanda recebendo os primeiros modelos da marca espanhola. Ainda neste ano foi criada a divisão esportiva da empresa, conhecida como SEAT SPORT. Em 1990 a Volkswagen aumentou sua participação acionária na empresa para 99,99% e mudou seu nome oficialmente para SEAT S.A. (uma abreviação de Sociedad Española de Automóviles de Turismo). No ano seguinte foi lançado no mercado o TOLEDO, primeiro modelo desenvolvido dentro do grupo Volkswagen. No dia 22 de novembro de 1993 foi inaugurada a fábrica de Martorell pelo Rei Juan Carlos I da Espanha. Com isso, rapidamente, em 1995, foi produzido o SEAT de número 10 milhões.

No ano seguinte, além de conquistar o título mundial de rali com um modelo IBIZA, o que lhe rendeu grande aceitação internacional, apresentou ao mercado sua primeira mini-van, modelo batizado de ALHAMBRA. Com a chegada do novo milênio, a empresa resolveu reposicionar a SEAT como uma marca esportiva, sendo integrada ao grupo de marcas esportivas do Grupo Volkswagen, que também inclui Audi e Lamborghini. Com isso, em 2002, SEAT e Audi começaram a promover gestões conjuntas de design, pesquisa e desenvolvimento, utilizando de forma compartilhada as linhas de montagem, proporcionando assim uma maior cobertura dos segmentos de mercado. Além disso, o slogan “SEAT. Auto emoción”, refletia os valores da marca incluindo o design e o caráter esportivo.


O ano de 2012 foi marcado por grandes novidades e muitas mudanças. Começaram pela nova identidade visual da marca e um novo slogan. Além disso, sua gama de modelos foi ampliada e renovada com o lançamento do pequenino SEAT Mii, que com seus 3.56 metros de comprimento, inúmeras possibilidades de personalização e design jovial é um modelo ideal para as grandes cidades. A SEAT também adotou um novo posicionamento. Quando se senta ao volante de um automóvel da marca espanhola, não inicia apenas uma viagem. Inicia uma experiência. Uma experiência que captura a imaginação e toca as emoções. Esta é a essência de ENJOYNEERING, que o consumidor vai encontrar em todos os novos modelos que usam o logotipo SEAT, incluindo a linha Ecomotive e E-Ecomotive de automóveis “amigos do meio-ambiente”. É a filosofia por trás de tudo o que a marca faz, guiando-a no desenvolvimento de novos e inovadores conceitos no futuro.


A linha do tempo

1980

● Lançamento do SEAT PANDA, um modelo compacto de veículo utilitário, que mais tarde seria renomeado como MARBELLA, resultado da transformação do modelo Panda de acordo com a nova imagem da linha SEAT: tornou-se muito popular junto do segmento jovem.

1983

● Lançamento do SEAT RONDA, primeiro modelo equipado com uma unidade de gestão eletrônica do motor, criado para reduzir o consumo de combustível. Foi o primeiro automóvel a ser oficialmente exportado pela SEAT.

● Lançamento do SEAT FURA, uma automóvel cuja versão esportiva, chamada FURA CRONO, foi um grande sucesso e se tornou a base para uma versão de competição batizada de COPA FURA.

1984

● Lançamento do SEAT IBIZA, um hatch compacto resultado da colaboração entre a montadora espanhola e o designer italiano Giorgetto Giugiaro (responsável pelo design do VW GOLF), a empresa de engenharia alemã Karmann e o prestigiado fabricante de automóveis esportivos Porsche. O IBIZA foi o modelo de maior sucesso da montadora espanhola em toda sua história e ao comemorar o seu 20º aniversário em 2004, já haviam vendido mais de 3.3 milhões de unidades. Em 2008 foi lançada a nova geração do SEAT IBIZA.

1985

● Lançamento do SEAT MÁLAGA, um sedã que tinha como característica principal a extraordinária capacidade do porta-malas.

1991
● Lançamento do SEAT TOLEDO, um sedã de porte médio.

1993

● Lançamento do SEAT CÓRDOBA, um sedã esportivo derivado da versão hatch do compacto SEAT IBIZA. Este modelo foi importado para o Brasil até 2001.

1996

● Lançamento do SEAT ALHAMBRA, monovolume da montadora desenvolvido para ser confortável e com espaço de sobra para toda a família.

1999

● Lançamento do SEAT LÉON, um automóvel hatch de porte médio, primo latino VW GOLF e Audi A3, e primeiro automóvel da montadora com motor de 180 CV, caixa de câmbio de 6 velocidades e tração nas quatro rodas. Em 2012 o modelo ganhou sua mais nova geração.

2004

● Lançamento do SEAT ALTEA, primeiro automóvel monovolume de pequeno porte da montadora espanhola.

2009

● Lançamento do SEAT EXEO, um sedã de porte médio/grande oferecido em três versões (Reference, Stylance e Sport). Apesar de ter sido apresentado como um modelo completamente novo, o carro nada mais era do que o antigo Audi A4 com frente e traseira seguindo as tendências de estilo da marca espanhola.

● Lançamento do SEAT IBIZA ECONOMOTIVE, um dos automóveis mais ecológicos de sua classe, com baixos índices de emissão de CO2 (dióxido de carbono).

2012

● Lançamento do SEAT Mii, um pequeno carro urbano equipada com a mais recente tecnologia multimídia, com baixo consumo de combustível e que, além disso, possui um ótimo espaço interno.



A SEAT verde



Proteger o ambiente é uma preocupação para várias pessoas hoje em dia. Falar sobre isso pode ser fácil. Mas implantar práticas efetivamente responsáveis e consistentes envolve muito mais do que querer. A SEAT se orgulha por ter um compromisso duradouro com as políticas ambientais, sempre com o objetivo de oferecer uma abordagem vasta e inovadora, que combine a responsabilidade ambiental com o prazer de condução de seus automóveis. Esta filosofia ganhou ainda mais força a partir de 2009, quando a marca apresentou o Ecomotive, primeiro projeto de um veículo híbrido que estipulava novos padrões no desempenho ecológico. Atualmente a Ecomotive e a E-ecomotive utilizam características tecnológicas criadas para reduzir o consumo de combustível e as emissões de CO2. Por exemplo, quando o automóvel está parado, em ponto morto, o sistema Start & Stop desliga automaticamente o motor. Assim que a embreagem é acionada o motor volta a funcionar.


Design moderno


A SEAT tem como DNA prever e projetar o futuro dos automóveis. É por isso que a empresa investe aproximadamente €550 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos todos os anos. Em 1971 a SEAT criou seu próprio centro de pesquisa e design em Martorell, a 30 km de Barcelona. O Centro Técnico abriu as portas em 1975 para dar à SEAT uma total independência na evolução e na aplicação dos desenvolvimentos técnicos. Atualmente mais de 900 pessoas altamente qualificadas e de diferentes nacionalidades trabalham no Centro Técnico SEAT. Designers e engenheiros dedicam a sua criatividade ao conceito, desenvolvimento e a prova dos novos automóveis SEAT, utilizando as mais avançadas tecnologias em design apoiados por computadores e simuladores de protótipos virtuais. O objetivo? Criar automóveis que se adaptem às exigências de seus consumidores uma vez que irão fazer parte da linha SEAT durante os próximos anos. E ainda reduzir o período de desenvolvimento do veículo e os custos de produção, sem deixar de lado a melhoria de qualidade nos automóveis.



Sucesso nas pistas


A montadora iniciou seu envolvimento nos esportes automobilísticos na década de 60, contribuindo e patrocinando várias competições na Espanha. No início dos anos 70, foi criado um departamento de preparação de veículos para aumentar a participação da marca nas competições de rali e turismo. Entre 1979 e 1983 a SEAT conquistou 11 títulos nas várias categorias de rali das quais participava. Este investimento resultou na SEAT SPORT, um departamento de competição da montadora espanhola formado em 1985 sobre a liderança de Jaume Puig. O departamento desenvolve carros esportivos da marca SEAT para competir nas maiores provas automobilísticas mundiais, como, por exemplo, a World Touring Car Championship (WTCC) da FIA. Em 1996, a SEAT venceu o Campeonato Mundial de Ralis 2L com o IBIZA KIT CAR na sua estreia em competição. Este feito seria repetido em 1997 e 1998. Em 2008 a equipe fez história conquistando o título de pilotos com Yvan Muller e o título de construtores do WTCC competindo com uma frota de SEAT Leon TDI®, fato que se repetiu no ano seguinte. Além disso, foi a SEAT primeira a vencer uma prova com um automóvel equipado com motor diesel. Atualmente a SEAT, além de patrocinar várias competições internacionais, mantém equipes de rali e turismo, contando com os mais habilidosos pilotos dessas categorias, entre os quais o italiano Gabriele Tarquini.



A alma espanhola no nome

Apesar de ser uma subsidiária da alemã Volkswagem, a SEAT sempre fez questão de manter sua alma espanhola e a emoção típica dos povos latinos. Por isso, na hora de batizar um novo modelo de automóvel a montadora busca inspiração na rica cultura espanhola. Muitos de seus modelos foram batizados com nomes de regiões ou cidades do país (Arosa, Ibiza, Córdoba, León, Toledo, Altea, Alhambra, Málaga, Marbella, Ronda, etc.). Muitos de seus carros conceitos são batizados com nomes inspirados em tradicionais danças da cultura espanhola (Tango, Bolero, Salsa). Mais recentemente a SEAT começou a nomear alguns de seus novos veículos com nomes derivados do latim.



A evolução visual

A identidade visual da marca passou por inúmeras alterações, especialmente até os anos 70. O famoso S rajado foi adotado na década de 80.






Em 2003 a montadora espanhola apresentou sua nova identidade visual, que a partir daquele momento, assumia definitivamente as cores vermelha e prata como referência visual. Em 2012 a marca espanhola apresentou seu novo logotipo, que representa a evolução contínua da imagem, além de simbolizar os seis valores da empresa: design, dinamismo, espírito jovem, eficiência, fiabilidade e acessibilidade. O novo logotipo mantém a letra S, mas com um número reduzido de linhas e um aspeto mais tridimensional, num perímetro mais geométrico. A evolução do logotipo simboliza a transformação da marca, um equilíbrio entre o racional e a parte mais emocional. O design visa destacar o compromisso da SEAT com a tecnologia de precisão, a excelência na engenharia e na inovação, enquanto o vermelho alude à paixão de alma latina da marca. A marca espanhola revela ainda que a elegância e a precisão do novo logotipo têm sua origem em um traço diagonal que recorda a icônica Avenida Diagonal da cidade de Barcelona.


Os slogans

Enjoyneering. (2012)

Auto Emoción. (2002)

A marca no mundo


A empresa, única fabricante de automóveis da Espanha, está presente em mais de 75 países ao redor do mundo, conta com 14 mil funcionários e vendeu 350 mil veículos em 2011, alcançando faturamento superior a €5. Exporta aproximadamente 80% de sua produção e conta com uma rede de 3.600 concessionárias espalhadas pelo mundo, especialmente na Espanha, Portugal, França, Itália, Reino Unido, Alemanha, Rússia, México (mais importante mercado da marca fora da Europa) e alguns países do norte da África África. A empresa, que possui três fábricas, todas em Barcelona e arredores, produz alguns de seus veículos em algumas fábricas da Volkswagen, especialmente no leste europeu. Atualmente a marca SEAT é umas das mais conhecidas na Europa, tendo por trás toda tecnologia e nome Volkswagen.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MASERATI



Seus carros, ou melhor, bólidos é a mais pura representação da exclusividade e do prestígio. A vida a bordo deles é das melhores para quem gosta de esportivos, garante quem já teve a oportunidade de dirigi-los. Todos os modelos possuem o longo capô com sua grande e proeminente grade de radiador onde paira o famoso tridente da marca italiana MASERATI.

A história


A tradicional montadora foi fundada exatamente no dia 1 de dezembro de 1914 na cidade italiana de Bologna com o nome de Societá Anonima Officine Alfieri Maserati pelos irmãos Maserati, Ettore, Ernesto, Alfieri, Mario e Bindo. No começo a empresa comercializava carros da marca Isotta-Fraschini’s, desenvolvia especialmente motores, além de produzir velas de ignição. Interrompida a produção da fábrica em virtude da Primeira Guerra Mundial, os quatro irmãos reabriram a montadora e somente em 1926, produziram o modelo para competição Tipo 26 (montado sobre o chassi do Isotta Frascchini), primeiro carro conhecido como MASERATI e também primeiro a levar a marca registrada do tridente, idéia do irmão Mario, inspirada na estátua de Netuno fincada em uma praça da cidade de Bolonha. Era um modelo bastante avançado para a época: com oito cilindros em linha com capacidade de apenas 1.500 cm3 de cc, mas ampliada por um sistema chamado volumetric charger, que aumentava a potência para aproximadamente 130 cv. Três anos mais tarde, o piloto Borzacchini, pilotando uma MASERATI, estabeleceu o recorde mundial de velocidade atingindo impressionantes 246.029 km/h. Era a publicidade que a montadora italiana precisa na época para se tornar conhecida.



Em 1937, os irmãos venderam a empresa para Adolfo Orsi, um homem de negócios da cidade de Modena, que mudou sua sede para esta cidade. Apesar da venda, os irmãos Maserati continuaram como chefes de engenharia da empresa até 1944, quando Alfieri faleceu. Em 30 de maio de 1939 um carro MASERATI, pilotado por Wilbur Shaw, venceu as 500 milhas de Indianápolis, fato que se repetiria no ano seguinte. Durante a Segunda Guerra Mundial a empresa interrompeu sua produção de automóveis, retornando após o término do conflito com o lançamento do novo GT, o A6 1500. Em 1957, a MASERATI se sagrou campeã mundial de automobilismo com o modelo 250F (equipado com motor de 6 cilindros em linha) pilotado pela lenda argentina Juan Manuel Fangio. Porém, nesse mesmo ano a montadora foi forçada a abandonara as competições esportivas em virtude da delicada situação financeira por qual passava.



Voltada exclusivamente para a criação e produção de automóveis comerciais, a montadora lançou o primeiro modelo sem fins de competição, chamado MASERATTI 3500GT, seguido pelo modelo MISTRAL em 1963 e a série QATTROPORTE, que como o nome sugeria, era um automóvel de quatro portas de grande porte. Nesta década a empresa passou a ter um suporte de desenvolvimento da montadora francesa Citröen. Com o suporte financeiro da montadora francesa, a MASERATI lançou o BORA no salão do automóvel de Genebra em 1971. Quase uma década depois, em março de 1981, a montadora italiana apresentava no Salão de Genebra, o modelo Biturbo, um cupê de luxo com linhas equilibradas e imponentes, que levava esse nome em alusão aos dois turbo compressores aplicados ao compacto motor V6 de 2.0 litros. Os europeus, e em particular os italianos, receberam bem a novidade. Logo se formaram enormes filas de espera e as unidades iniciais foram comercializadas com ágio. No entanto, problemas de qualidade e confiabilidade esfriaram o interesse pelo novo MASERATTI.



Enquanto buscava aprimorar esses aspectos, a marca investia na ampliação de sua linha. O primeiro automóvel de quatro portas da linha, chamado 420, adicionou classe, mas retirou esportividade do design. Dois anos mais tarde foi a vez da estréia do modelo Spyder, como o italianos costumam chamar seus conversíveis. Nos anos seguintes, inúmeros modelos foram introduzidos, mas a marca já não possuía mais o glamour de antigamente.



Em 1997, a Ferrari comprou 50% da MASERATI e assumiu o controle operacional da montadora. Teve então início a renovação da fábrica, sob o comando de Luca di Montezemolo, de onde saíram o Quattroporte Evoluzione, uma nova versão do sedã de luxo Quattroporte, e o 3200 GT Coupé, o primeiro automóvel da marca MASERATI em sua nova fase. Em 1999 a Ferrari assumiu totalmente o controle da MASERATI e partiu para uma revolucionária inovação da fábrica, não só em termos operacionais, tais como prédios, departamentos, maquinários, tecnologia, infra-estrutura, mas também em termos pessoais, buscando formar uma equipe motivada de profissionais altamente competentes, investindo em tecnologia, engenharia, design, marketing, vendas, pós-vendas e principalmente inovando seus produtos. Tudo para resgatar o prestígio que a MASERATI havia perdido.



O primeiro passo foi consolidar a marca e os produtos MASERATI nos mercados europeu, asiático e latino americano, onde iniciou um árduo trabalho de reposicionamento da marca, que mesmo sendo tradicional, havia caído no esquecimento e se desgastado com o tempo devido aos períodos conturbados de sua história. Vencida esta primeira batalha, no ano de 2000, a MASERATI partiu para a conquista do mercado norte-americano, um desafio emocionante, visto que a marca havia se retirado deste potencial mercado há cerca de dez anos. Sob o comando e experiência de Luca di Montezemolo, a MASERATI iniciou a retomada do mercado americano fazendo uma verdadeira revolução em seus conceitos: a criação da subsidiária americana, com novo posicionamento da marca, jovialidade da equipe, altos investimentos em marketing comunicação, tecnologia, design e releitura de seus produtos, especialmente voltados para atingir com precisão o alvo e sob medida para o exigente consumidor norte-americano. Desse desafio nascem da fábrica de Modena, dois novos modelos absolutamente exuberantes, brindando o mundo dos esportivos com as novas MASERATI SPYDER, nas versões conversível e cupê, com motor em alumínio e câmbio tipo F1, trazendo toda tecnologia e conhecimento da escuderia vermelha ao conforto luxuoso das novas máquinas. Recentemente a montadora anunciou o desenvolvimento de uma SUV (sigla em inglês para “veículo utilitário esportivo”), com estréia prevista para 2012 ou 2013.



A linha do tempo


1998

● Lançamento da MASERATI 3200 GT, primeiro modelo desenvolvido depois da montadora ser adquirida pela Ferrari. O superesportivo era equipado com motor V8, de 3.2 litros, e 370 cv de potência, acelerando de 0 km a 100 km em apenas 5.12 segundos e atingindo a velocidade máxima de 280 km/h. Seu desempenho estava aliado ao conforto, pois oferecia amplo espaço para quatro pessoas, confortavelmente instaladas em bancos de couro inglês. Inicialmente, o nome deste “torpedo luxuoso” era para ser Mistral, mas, como outro fabricante já possuía esta marca, a MASERATI optou pela denominação de 3200 GT, relembrando o antigo 3500 GT, lançado em 1957.

● Lançamento da MASERATI EVOLUZIONE (evolução em italiano), sedã de luxo de quatro portas, que acelerava de 0 a 100 km/h em 5.8 segundos e atingia velocidade máxima de 270 km/h, tudo equipado com um motor biturbo V8, de 3200 cc e potência de 335 cv.

2002

● Lançamento da MASERATI SPYDER, modelo especialmente desenvolvido para o mercado norte-americano. O conversível foi desenvolvido durante três anos e apresentava detalhes requintados: a capota de lona era totalmente eletrônica e levava poucos segundos para ser recolhida, não ocupando sequer um litro da capacidade do porta-malas. Durante o projeto foram tomadas providências para que o consumo de combustível fosse reduzido, além de atingir um nível de segurança surpreendente: além do tradicional Santo Antonio, comum em conversíveis, contava com um controle elétrico e preciso na tração e na frenagem, além de quatro airbags. O motor era feito de alumínio e dotado de recursos como os comandos de válvulas variáveis, que mantêm os cilindros sempre cheios em qualquer rotação. Eram impressionantes 390 cavalos de potência.

2003

● Lançamento da MASERATI QUATTROPORTE V, que imediatamente conquistou a atenção da mídia e dos entusiastas por carros esportivos em razão de sua sofisticação e do design elegante, além de sua motorização – um 4.2 V8 (oito cilindros em “V”) de 400 cavalos. Dados da montadora indicavam aceleração de 0 a 100 km/h em 5.6 segundos e velocidade máxima de 270 km/h. Seu design levava a assinatura do Studio Pininfarina, que proporcionou a suas formas musculares e elegantes, um interior com senso de harmonia e personalidade, por meio do uso inteligente do estilo mais famoso da marca: o longo capô com sua grande e proeminente grade de radiador e atraentes faróis. O modelo recebeu 29 prêmios da imprensa internacional especializada, um sinal de popularidade na indústria e de público.

2004

● Lançamento da MASERATI MC12, um carro que a montadora desenvolveu para disputar corridas de turismo, como o campeonato FIA GT, e competições de prestígio como a 24 Horas de Le Mans e a série americana ALMS (American Le Mans Series). O nome MC12 vem das iniciais de MASERATI CORSE (corridas, em italiano) e 12 é o número de cilindros do motor. Feito em parceria com a Ferrari, o superesportivo tinha traços que lembravam vagamente os da “irmã” Ferrari Enzo, assinado pelo renomado estúdio chefiado por Giorgio Giugiaro, além de potência e sofisticação de sobra e a vantagem de vir com vidros elétricos. Como um legítimo targa, o MC12 podia ter a capota removida sem prejudicar a rigidez de torção da estrutura, feita de fibra de carbono, Nomex (material leve e resistente) e sub-chassi de alumínio. A montadora usou o chamado “efeito solo”, que aproveita a pressão do ar em movimento para manter o carro firme nas curvas, afinal o motor com 12 cilindros em V a 65º tinha seis litros, sendo capaz de gerar 630 cavalos com aceleração de 0 a 100 km/h em justos 3.8 segundos. Para atender ao regulamento da FIA, a fábrica precisou construir e vender 50 unidades homologadas para as ruas, batizadas STRADALE. Entre 2004 e 2005, foram produzidos exatos 50 modelos, vendidos a US$ 800 mil cada um. O MC12 é vendido apenas nas cores oficiais da MASERATI: branco perolizado na parte superior e azul na inferior, enquanto a versão de corrida é toda azul.

2005

● Lançamento da MASERATI QUATTROPORTE EXECUTIVE GT, versão executiva e luxuosa da famosa linha Quattroporte com apliques de madeira de lei no interior, grade dianteira e saídas de ar laterais cromadas, rodas de 19 polegadas, e volante em couro e madeira.

● Lançamento da MASERATI QUATTROPORTE SPORT GT, versão esportiva e luxuosa da famosa linha Quattroporte equipada com rodas de 20 polegadas, acabamento interno no padrão titânio, volante esportivo e pedais de alumínio.

2007

● Lançamento da MASERATI GRANTURISMO, um cupê superesportivo para quatro pessoas com conforto de sedã de luxo desenvolvido em parceria com a Ferrari. O novo esportivo italiano remete ao A6 GranTurismo, estilizado lançado em 1947, dando origem a uma linhagem de grande sucesso nos anos 50. O GranTurismo também leva assinatura do estúdio Pininfarina. Seu motor é um Ferrari 4.2 V8 de 405 cv, acoplado a câmbio automático ZF de seis marchas, com opção de trocas manuais por aletas atrás do volante. A tração é traseira. Quanto a aceleração: de 0 a 100 km/h em 5.2 segundos, com velocidade final de 285 km/h.

● Lançamento da MASERATI QUATTROPORTE AUTOMATICA, equipado com um motor V8 de 4.2 litros com 400 cavalos de potência e uma velocidade máxima de 270 km/h, acelerando de 0 a 100 km/h em 5.6 segundos. Sua principal inovação é a caixa de transmissão hidráulica de seis velocidades com a sexta marcha alongada para reduzir consumo e ruído.

2008

● Apresentação da MASERATI QUATTROPORTE COLLEZIONE CENTO, que como o próprio nome já indica, é uma série limitada a 100 unidades. A versão traz uma cor marfim diferenciada, interior de couro com nova tonalidade e sistema multimídia de entretenimento. A bordo desta obra-prima é possível desfrutar de acesso à Internet e filmes em DVD, exibidos em uma tela de 10 polegadas com comando por meio de toques. Além disso, há as “básicas” entradas USB e auxiliar (para iPod e iPhone).

2009

● Lançamento da MASERATI GRANCABRIO, primeiro conversível de quatro lugares da marca italiana. O modelo é equipado com um motor de 4.7 litros V8 que rende 440 cavalos de potencia, que consegue fazer de 0 a 100 km/h em apenas 5,4 segundos, chegando a 283 km/h de velocidade final. No Brasil o modelo custa aproximadamente R$ 880 mil.



As competições


As competições sempre foram muito importantes na história da MASERATI. Entre 1926 e 1957, a montadora teve intensa participação em competições automobilísticas de prestígio. Neste período foram conquistados 23 títulos em diferentes campeonatos; entre eles 32 grandes prêmios de Fórmula 1 e 2 vitórias consecutivas nas 500 Milhas de Indianápolis. Em 1957, o piloto Juan Manuel Fangio conquistou o título do Campeonato Mundial de Fórmula 1 guiando uma MASERATI 250F, ao vencer o Grande Prêmio da Alemanha, disputado no autódromo de Nurburgring, no dia 4 de agosto. Mas também foi o ano em que a montadora retirou-se das pistas por problemas financeiros. Na última corrida uma faixa segurada por mecânicos e pilotos em Monza dizia: “Grazie per tutti, Maserati!”.




Marketing de velocidade


Uma das principais ferramentas de marketing da montadora italiana é o MASERATI TROFEO, um campeonato monomarca da MASERATI. Antes do lançamento oficial da competição, chamada oficialmente de Trofeo Vodafone Maserati, e do carro, foi constituída a Ufficio Maserati Corse, sob o comando de Claudio Berro e Giorgio Ascanelli, ambos com larga experiência em F-1, responsável pela idealização e coordenação do campeonato. Ainda no primeiro semestre de 2002, foram iniciados exaustivos testes com o Maserati Trofeo, um carro de competição derivado do modelo Maserati Coupè Cambiocorsa, com o mesmo motor V8, aspirado, de 4.2 litros, mas com 413 cavalos de potência, mais leve (1.370 Kg contra 1.580 Kg) e com introdução de kits de sistema aerodinâmico, de frenagem, de segurança e de suspensão. A velocidade final chega a 285 Km/h.



O primeiro teste, aliás, foi feito pelo piloto brasileiro Luciano Burti, em Fiorano. Seguiram-se as avaliações de Luca Badoer, Fabrizio Giovanardi, Fábio Babini, Rubens Barrichello, Michael Schumacher e Felipe Massa, em circuitos como Ímola, Mugello, Vallelunga, Nürburgring e Varano de Mellegari. O primeiro campeonato aconteceu em 2003, com a participação de 26 carros e pilotos, também conhecidos como Gentlemen Drivers (chamados assim porque eles não são proprietários dos carros, participam por meio do sistema de aquisição de cotas - três temporadas custam US$ 155 mil, mais R$ 32 mil por prova a título de manutenção dos carros), nos circuitos mais famosos de Itália, do Reino Unido, Alemanha, França e Espanha. Em 2004 a competição ganhou a versão brasileira, seguindo os mesmos fundamentos da competição européia, ou seja, proporcionar aos pilotos a comodidade de possuir toda infra-estrutura esportiva, técnica e de logística, pelo simples prazer de guiar.

A fábricaUma visita à fábrica da montadora (batizada carinhosamente de Casa do Tridente) é uma oportunidade única para ver o tradicional e o moderno em completa harmonia. A montadora disponibiliza aos visitantes uma experiência única para conhecer sua fábrica através de uma visita monitorada ao complexo operacional, situado na via Ciro Menotti, em Modena, local onde a MASERATI está instalada desde 1940. O tour passa pelas linhas de produção e por todas as outras áreas onde a tradição, a paixão pela construção artesanal e a tecnologia de precisão estão combinadas para produzir carros realmente excepcionais. Ainda hoje os modelos são montados um a um manualmente. As ferramentas eletrônicas só servem para ajudar o trabalho de 300 operários. Aliás, os sortudos operários que trabalham na linha de montagem têm várias características diferenciadas se comparadas com outras plantas de montagem. São jovens com média entre 20 a 30 anos e totalmente apaixonados por o que fazem. São quatro linhas de produção com quatro funcionários em cada estação. O carro fica por exatos 25 minutos em cada uma delas. São 14 operações deste tipo para que o carro saia totalmente montado. Todos os modelos fabricados são testados um a um. Além dos testes de qualidade na fábrica, os bólidos rodam por cerca de 80 quilômetros. Só então depois desse processo, seguem para as mãos do comprador.



A evolução visualAo longo dos anos a identidade visual da MASERATI passou por pequenas modificações, mas sempre manteve o tradicional “tridente” como símbolo principal.






Os slogansExcellence through passion. (2008)

Move in different circles. (2003)

The legend continues. (1998)

You only live once. Do it in a Maserati. (1991)

The Italian tradition. (1984)



A marca no mundo


A MASERATI, que atualmente pertence a FIAT, é uma das marcas de automóveis mais exclusivas do mundo, produzindo automóveis esportivos luxuosos para poucos que podem pagar os altos preços de seus bólidos. A montadora italiana, tradicionalmente instalada na cidade italiana de Módena, vendeu 5.675 veículos em 2010 nos mais de 70 países onde está presente. O mercado que mais comprou carros da MASERATI foi o americano (mais de 2.000 unidades), seguido da Itália. Em terceiro lugar está o Reino Unido, seguido por China e Alemanha.

● As cores oficiais da tradicional montadora são o azul e o branco. Essa combinação tradicional foi usada desde o início dos anos 60, pela equipe América Camoradi, que tinha Stirling Moss como piloto do famoso MSERATI Tipo 60-61.

● Cada modelo MASERATI possui as versões Executive, Standart e GT. O que diferenciam as versões são as rodas, os freios e as grades dianteiras.

● O carro oficial do primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi é um MASERATI QUATTROPORTE, sedã de luxo da marca do tridente.