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domingo, 16 de novembro de 2014

Um pouco sobre a FORD




O automóvel foi inventado na Alemanha, em 1885, por Karl Benz e Gottlieb W. Daimler. Mas foi o americano Henry Ford que popularizou o automóvel com a linha de produção e montagem que provocaria uma revolução na sociedade de consumo mundial. Ícone da sociedade de consumo, a FORD cresceu e evoluiu lado a lado com a história da indústria automobilística lançando modelos que marcaram a história do segmento como o mítico MUSTANG, o clássico THUNDERBIRD, o sofisticado TAURUS, o arrojado MODEO e as versáteis caminhonetes F-150, F-250 e F-350.

A história


A FORD MOTOR COMPANY foi fundada na cidade de Detroit, estado americano do Michigan, no dia 16 de junho de 1903 por Henry Ford e mais 11 investidores, que contribuíram com US$ 28.000 cada um. O mês era junho. O local uma pequena fábrica em Michigan, com 125 funcionários, que trabalhava a todo vapor para lançar o seu primeiro veículo: o modelo A. O clima estava tenso e a discussão sobre a cor do automóvel tomava conta do local. Os engenheiros não sabiam o que fazer e perguntaram para o proprietário Henry Ford. Ele logo respondeu: “Pode ser qualquer cor desde que seja preto”. Assim nasceu o ícone da indústria automobilística, o primeiro esboço de uma linha de montagem e o primeiro carro acessível à classe média. Em menos de um mês era entregue o primeiro carro para o Dr. Pfennig, um dentista da cidade. Esse modelo vendeu 1.708 unidades em 15 meses, entusiasmando Henry Ford. Ainda neste ano, além de inaugurar a primeira distribuidora de veículos da marca na cidade de San Francisco na Califórnia, a nova empresa efetuou as primeiras exportações para a Grã-Bretanha.
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Em 1904 foi inaugurada a primeira fábrica no exterior localizada em Ontário no Canadá. Além disso, o modelo A foi exportado pela primeira vez para a Austrália. Até 1908, a FORD utilizou 19 letras do alfabeto para nomear seus modelos e criações, sendo que alguns nem chegaram a ser lançados ao público. Até esta altura, a montadora americana produzia os automóveis em pequenas quantidades numa fábrica alugada. Porém, neste ano, com a mudança para uma nova fábrica, a FORD introduziu a primeira linha de montagem de automóvel da história: uma esteira conduzia os componentes para vários operários, cada um deles especializado em apenas um único processo. O tempo de produção caía de 12 horas para apenas uma hora e meia: maior oferta, menor preço, uma grande procura e lucros extraordinários. Henry Ford enriqueceu e pôde erguer outras fábricas, inclusive em outros países.

Ainda este ano lançou no mercado o automóvel Model T, ao custo de US$ 805 (US$ 16.500 atualmente) que durante anos foi o grande sucesso da indústria automobilística, sendo apelidado de “carro do século”. Henry Ford maravilhou o mundo em 1914, oferecendo o pagamento de US$ 5 por dia aos seus funcionários. O movimento foi extremamente rentável; no lugar da constante rotatividade de empregados, os melhores mecânicos de Detroit queriam trabalhar na FORD, trazendo seu capital humano e sua habilidade, aumentando assim a produtividade e reduzindo os custos de treinamento. Henry chamou isso de “salário de motivação” (wage motive). O uso da integração vertical pela empresa também provou ser bem sucedido quando Henry construiu uma fábrica gigantesca, onde entravam matérias primas e de onde saiam automóveis acabados. O intenso empenho de dele para baixar os custos resultou em muitas inovações técnicas e de negócios, incluindo um sistema de franquias que instalou uma concessionária em cada cidade da América do Norte, e nas maiores cidades em seis continentes.



Em 1917, a empresa produziu seu primeiro caminhão, feito sob a carroceria do modelo T e batizado de Model TT, iniciando assim uma longa tradição da FORD no segmento de veículos de carga. Nesse mesmo ano, sendo Henry Ford filho de agricultor, compreendeu a necessidade e a utilidade de aplicar a tecnologia do automóvel ao processo da agricultura, criando juntamente com seu filho Edsel a Henry Ford & Son Corporation, destinada a conceber apenas tratores agrícolas. Ford não inventou o trator, assim como não inventara o automóvel, mas, tal como fizera com o veículo destinado a transportar pessoas, ele desenhou e produziu um trator acessível à maior parte dos agricultores, revolucionando a indústria do setor. Em 1918, o seu trator agrícola começou a ser produzido em grande escala para dar resposta às urgentes necessidades da lavoura e, a pedido do Governo Britânico, os tratores começaram a sua rota ascendente para todo o mundo. Henry Ford comercializou o seu primeiro trator com o nome Fordson (uma associação do nome Henry Ford & Son Corporation).



No dia 4 de fevereiro de 1922 a empresa comprou a montadora Lincoln Motor, fundada por Henry Leland em 1917. No ano seguinte, Henry Ford, preocupado com a preservação do meio ambiente, autorizou a compra de uma fazenda para plantação de árvores, pois a empresa utilizava madeira na confecção de muitas peças de seus carros. Era a preocupação da FORD com a preservação do meio-ambiente. O ano de 1927 foi o último da produção do Model T, que em 20 anos vendeu 15 milhões de unidades. No ano seguinte foi lançado um novo automóvel, uma espécie de segunda geração do Model T, e batizado como Model A. Até 1931 foram produzidos 4.5 milhões de unidades desse modelo. O primeiro carro desenvolvido especialmente para o mercado Europeu foi lançado em 1932 e introduzido na Inglaterra, chamava-se Model Y. No final desta década, em 1939, a FORD passou a disponibilizar o motor Hercules Diesel nos caminhões e chassis de ônibus. Em 1940 e 1941 os modelos FORD sofreram suas primeiras alterações significativas desde 1928. Com a Segunda Guerra Mundial, a produção de automóveis civis foi interrompida e iniciou-se a produção dos veículos chamados GP (General Propose) ou simplesmente Jeep. Mais de 250 mil Jeeps e tanques de guerra foram produzidos pela empresa nesse período. Com o fim do conflito a empresa lentamente retomou a produção de veículos e lançou seu primeiro automóvel pós-guerra, o Ford 1949, além dos caminhões e caminhonetes F Series, direcionados aos fazendeiros americanos com o slogan “Built Stronger to Last Longer” (algo como “Construído forte para durar muito”).




A década de 60 foi marcada pelos sucessos da FORD nas competições automobilísticas, como em 1966, quando os modelos GT40 conquistaram as três primeiras colocações na tradicional prova de Le Mans. No ano seguinte a empresa se estabeleceu na Europa, e em 1972 abriu unidades no continente asiático. Nessa época a FORD começava a sedimentar as bases para ser um gigante global. O crescimento através de aquisições começou em 1979 quando a FORD comprou 25% da montadora japonesa Mazda. Nos anos seguintes as ondas de aquisições continuaram com a compra, em 1987, de 75% da tradicional montadora britânica Aston Martin; da locadora de veículos Hertz; da tradicional e aristocrática Jaguar, em 1990 por US$ 2.5 bilhões; e em 1999 da sueca Volvo por US$ 6.4 bilhões. Nesta década em cada oito modelos de carros mais vendidos dos Estados Unidos, cinco eram da FORD. Apesar de em 2002, no Salão de Automóveis de Detroit, ter sido lançado 15 novos modelos, a montadora começava a dar sinais de problemas internos, especialmente em questão de lucratividade. Nos anos seguintes a crise se agravou e a gigante começou a ser deficitária. Em 26 de março de 2008, a FORD vendeu à montadora indiana Tata Motors as marcas de luxo Land Rover e Jaguar por US$ 2.3 bilhões; e recentemente se desfez da sueca Volvo, adquirida pela montadora chinesa Geely por US$ 1.8 bilhões. O ápice da crise aconteceu durante este período, quando as perdas da montadora ultrapassaram os US$ 14 bilhões.

 Porém, em pouco mais de três anos, medidas drásticas com as vendas das deficitárias marcas de luxo Land Rover e Jaguar; a recusa em meio à maior crise da indústria automobilística americana em aceitar o socorro do governo; e reduzir os custos em 47%; fizeram com que a empresa retomasse os lucros bilionários (pela primeira vez desde 2005) e ainda conseguisse ultrapassar a GM em vendas. Nos Estados Unidos a empresa superou, em alguns momentos, a General Motors como a número 1 em vendas, comercializando em 2010 mais de 1.9 milhões de veículos. Globalmente a FORD ocupa a posição de número cinco em relação ao número de veículos vendidos. E, embora não tenha ainda chegado próximo ao primeiro lugar da Toyota, já é mais admirada do que a rival japonesa, segundo uma pesquisa recente feita pela Bloomberg. Recentemente em 2010, a FORD descontinuou a marca Mercury, em mais uma medida para se tornar competitiva e mais lucrativa.


A linha do tempo 


1925

 ● Apresentação do FORD T RUNABOUT, com caçamba aberta opcional, sendo a primeira picape oferecida pela montadora.

1932

● São tempos da rádio. Os motoristas agora querem um novo tipo de entretenimento. A FORD começa a instalar em seus veículos o novo aparelho.

● Apresentação ao mundo do motor V8 de baixo custo, que se tornaria uma marca registrada da FORD durante muitos anos. O V8 trouxe ao alcance de todos o desempenho deste tipo de motor, antes exclusivos aos automóveis de luxo.

1933

● Criação do primeiro departamento de design automotivo da montadora. As criações deste departamento passam a ter influência no design de automóveis da indústria.

1938

 ● Início da produção dos modelos com a marca MERCURY.

1948

● Lançamento do FORD 1949, carro que exerceu forte influência no design automobilístico dos anos 50. O novo modelo, impulsionado por um motor V8 modernizado, introduziu um chassi totalmente novo com suspensão dianteira independente com molas helicoidais e eixo traseiro rígido com molas longitudinais.

● Lançamento das linhas de picapes e caminhões Serie F, que se tornaram clássicos no segmento de veículos utilitários.

1951

 ● Lançamento do FORD 1952, automóvel de grande porte com curvas modernas e equipado com motor 6 cilindros ou o potente V8.

● Apresentação da nova transmissão automática de 3 marchas.

1953 

● Lançamento do FORD TRANSIT, um dos maiores sucessos da empresa no segmento de vans comerciais. O modelo foi o veículo comercial leve mais vendido na Europa durante quarenta anos, ao ponto de que em alguns países o termo “Transit” se tornou genérico para se referir às vans comerciais. Desde sua introdução o modelo já vendeu mais de 6 milhões de unidades.

1954

● Lançamento do modelo de maior sucesso da sua história, o FORD THUNDERBIRD, um automóvel esportivo de dois lugares que viria a tornar-se um clássico americano.

● Coloca em prática seu primeiro Crash-Test, visando o desenvolvimento e segurança de seus veículos.

1955

● Lançamento do FORD CROWN VICTORIA, um cupê de duas portas de grande porte. O modelo foi produzido apenas por um ano, mas foi relançado em 1978. Em 1983 foi lançado o Crown sedã, denominado "pony car" (assim como o Mustang). Foi o primeiro carro da FORD a ter chaves separadas para ignição e porta-luvas. Desde 1997, a montadora fabrica o modelo para a polícia americana. O primeiro modelo para a polícia foi o Crown Victoria P71, e depois oPolice Interceptor. O sedã é o mais vendido na cidade de Nova York, sendo o segundo carro mais utilizado pela polícia americana, perdendo apenas para o Chevrolet Impala SS.

1957

● Lançamento do EDSEL, um automóvel grande e luxuoso que levava o nome do único filho de Henry Ford. Devido as fracas vendas o modelo foi descontinuado em 1960, mas passou a ser muito popular entre os colecionadores.

1959

● Fundação da FORD CREDIT, que é até os dias de hoje a maior empresa de Leasing de automóveis do mundo.

1961

 ● Apresentação do primeiro caminhão F-600 com motor diesel.

● Lançamento da FORD E-SERIES, uma van comercial de grande porte disponível nas versões carga e passageiros.

1964

● Lançamento em 17 de abril, custando metade do preço do Corvette produzido pela Chevrolet, do famoso FORD MUSTANG, automóvel direcionado para um público jovem em busca de emoção, que vendeu 22.000 unidades em seu primeiro dia de mercado, se tornando o carro de maior sucesso da indústria automobilística.

1966 ● Lançamento da FORD BRONCO, um veículo utilitário esportivo que durante três décadas fez enorme sucesso no mercado americano.

1970

● Lançamento no mercado americano do FORD MARVERICK, sedã esportivo de duas portas comercializado inicialmente ao preço de US$ 1.995.

1975

● Lançamento das caminhonetes FORD F-150.

1976 ● Lançamento do FORD FIESTA, um carro de pequeno porte que já vendeu, até os dias de hoje, mais de 10.5 milhões de unidades. O carro está atualmente em sua sexta geração (NEW FIESTA), introduzida em 2008, e já vendeu mais de 14 milhões de unidades no mundo inteiro.

1982

● Lançamento de um de seus produtos de maior sucesso na linha de utilitários, a FORD RANGER. A compacta picape foi, entre os anos de 1987 e 2004, a mais vendida em seu segmento no mercado americano.

1986

 ● Lançamento do modelo FORD TAURUS que com seu design radical não demorou muito para se tornar um grande sucesso de vendas nos Estados Unidos. A sexta geração do modelo foi lançada em 2010.

1990

 ● Lançamento do utilitário esportivo FORD EXPLORER. Equipado com um motor de 4.0 L V6 e 155 hp, o modelo se tornou um verdadeiro sucesso no mundo. A sexta geração do modelo foi apresentada em 2011.

1991

 ● Lançamento do FORD COURIER, veículo comercial leve baseado no modelo FIESTA. Introduzido primeiramente no mercado europeu, o modelo foi lançado no mercado brasileiro em 1997.

1995

 ● Lançamento do FORD COUNTOUR, um sedã compacto de quatro portas que teve a produção encerrada em 2000.

1996

 ● Lançamento mundial do FORD MONDEO, um automóvel de porte médio que fez grande sucesso em vários países do mundo.

● Lançamento do FORD KA, um veículo compacto e popular introduzido nos mercado da Europa e América do Sul. A segunda geração foi apresentada em 2008.

1997

● Lançamento do FORD EXPEDITION, um veículo utilitário esportivo de porte grande com mais de cinco metros de comprimento e praticamente dois de altura. A terceira geração do modelo foi apresentada em 2007.

1999

 ● Lançamento do FORD FOCUS, um carro de porte médio com designer inovador para a época.

● Lançamento da caminhonete peso pesada FORD F-250 SUPER DUTY, equipada com motores V6 4.2 de 205 cv ou 4.2 Turbo Diesel de 180 cv. A linha conta atualmente com mais dois modelos: F-350 (capacidade para carregar 10.300 quilos) e F-450 (capacidade para carregar 11.100 quilos).

2000

 ● Lançamento do FORD EXPLORER SPORT TRAC, um utilitário esportivo de porte grande com uma pequena caçamba.

2001

 ● Lançamento do FORD ESCAPE, um utilitário esportivo compacto, muito semelhante ao ECOSPORT produzido no Brasil.

2003

● Lançamento do FORD ECOSPORT, primeiro utilitário esportivo compacto produzido no Brasil.

● Lançamento do FORD SPORTKA, versão esportiva do popular modelo FORD KA. Neste mesmo ano foi introduzida a versão conversível (FORD STREETKA).

● Lançamento do FORD EVEREST, um veículo utilitário esportivo de porte médio.

2004

● Lançamento do FORD ESCAPE na versão híbrida.

2005 ● Lançamento do FORD FUSION, carro de porte médio e luxuoso com curvas modernas e inúmeros avanços tecnológicos.

2006

● Lançamento do FORD EDGE, um utilitário de luxo com peso acima de 1.800 kg, motor V6 3.5 litros de 269cv e câmbio automático de seis marchas, garantindo potência suficiente para uma aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos.

2008

● Lançamento do FORD FLEX, um crossover de grande porte extremamente moderno com design arrojado.

2010 ● Lançamento do FORD FIGO, um automóvel compacto, baseado no modelo FIESTA, especialmente desenvolvido para o mercado indiano.

2011

● Apresentação do FORD B-MAX, um compacto multiuso de design avançado, equipado com duas portas traseiras corrediças e o avançado motor a gasolina Ford EcoBoost 1.0 de três cilindros.

● Apresentação do FORD FOCUS ELECTRIC, primeiro carro de passageiros totalmente elétrico e com emissão zero de CO2 da montadora.



O ícone O MUSTANG foi lançado oficialmente na Feira Mundial de Nova York no dia 17 de abril de 1964 e cativou o público norte-americano com um novo conceito de visual e potência a preço acessível. A inspiração para o nome veio do mais bem sucedido avião de caça dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, o P-51 Mustang. Em 46 anos, completos no dia 17 de abril de 2010, a FORD declarou que já vendeu mais de 9.1 milhões de unidades e que o carro, em sua quinta geração, fez história. Ele foi idealizado por Lee Iacoca em 1960 que achou que um carro esportivo comportava bancos traseiros. Estava feita a revolução. A FORD esperava vender 100 mil unidades no primeiro ano. Vendeu 22 mil no primeiro dia, 1 milhão em 18 meses e nunca mais deixaram de vender o ícone da indústria automobilística mundial. O sucesso da primeira geração foi tão grande que inspirou a FORD a criar outras versões como a conversível e a fastback, além do tradicional cupê. O MUSTANG também foi um dos responsáveis pela popularização dos motores V6 e V8, até hoje os preferidos dos norte-americanos. Outro modelo clássico da série foi o Shelby GT-350, cuja potência passava dos 300 cv. Com o passar do tempo e uma série de modificações visuais, a versão original teve sua produção encerrada em 1973, abrindo espaço para a segunda geração.

Seguindo o padrão de design automotivo da década de 70, o MUSTANG ganhou uma cara mais sóbria e motores quatro cilindros por conta da crise do petróleo que os americanos enfrentavam naquela década. Ainda assim, os motores com 6 e 8 cilindros em V foram mantidos. A segunda geração também inaugurou a série King Cobra. Ao contrário do sucesso do modelo inaugural, o segundo MUSTANG não teve um desempenho muito bom em ralação às vendas quanto a FORD esperava e sua linha de montagem foi desativada após apenas quatro anos de atividades. A terceira geração, lançada em 1979, foi a mais duradoura. Sua produção seguiu até 1993, e durante esse tempo o MUSTANG passou por uma série de modificações visuais externas, mas manteve a mesma plataforma. O modelo também foi o primeiro da série a receber um motor turbo (2.3 litros) de 132 cv. Até a terceira geração, o MUSTANG mantinha, ainda que extensivamente modificado, o mesmo padrão visual da primeira geração, caracterizado pelo longo capô, traseira curta e linhas retas. Com a chegada da quarta geração, em 1994, o esportivo musculoso da FORD passou por uma completa reformulação visual, recebendo a faceta arredondada típica desses anos. E deu certo, tanto que o carro foi produzido durante dez anos. A onda nostálgica que cercou a indústria automobilística no início do século XXI também chegou ao MUSTANG.

A quinta geração, lançada em 2005, trouxe de volta o visual do primeiro modelo em sua versão fastback, tido como o mais bonito da série. Essa semelhança com o modelo do passado ficou ainda mais acentuada na versão 2010 do carro, que veio acompanhada também do MUSTANG mais potente da história, o GT500, que possui sob o capô um motor 5.4 V8 de 547 cv e 70 kgfm de torque. Mesmo com a crise econômica mundial e o aumento da preocupação ambiental, o modelo mais recente do MUSTANG foi um sucesso nos Estados Unidos. No dia de seu lançamento, a FORD contabilizou mais de 20.000 pedidos de encomenda da nova versão. O MUSTANG revolucionou a história dos automóveis e, é o único compacto que nunca deixou de ser produzido na história da indústria automobilística. Aproveitando as convenções de Palm Beach - evento que a FORD realiza anualmente, a montadora proporcionou uma oportunidade única para os fãs do carro: um leilão beneficente. Os modelos Mustang GT Concept e Mustang GT Conversível Concept, que foram apresentados no Salão de Detroit em 2003 e de lá, viajaram todos os salões americanos (no total, eles já estiveram presentes em mais de 50 eventos), foram leiloados. Um com a carroceria de metal na cor prata, um teto de vidro (recentemente lançados no modelo 2009), e com um motor de 400 cv. O Outro conversível, um Redline metálico na cor vermelha, com a diferença na roda de 20 polegadas e na lateral. Em 2010, somente no mercado americano, foram vendidas mais de 73 mil unidades do lendário modelo.
 Controle total A tendência é que a conectividade chegue a tudo, inclusive aos carros. As montadoras estão investindo muito nisso, e a FORD é uma que não ficou para trás ao introduzir o MyFord Touch, um sistema que não somente serve para controlar o som, temperatura e telefone. Ele também transforma o veículo em um hotspot Wi-Fi. A intenção é trazer para dentro do veículo informações de tráfego, tempo e até mesmo uma integração com o Twitter.
O sistema pode ser sincronizado com um celular como o iPhone, por exemplo. Sendo assim, é possível controlar centenas de aplicativos desenvolvidos para o sistema, o que inclui sistemas de buscas, GPS, entre outros. Para controlar tudo, o sistema possui duas telas de LCD que ficam circundando o velocímetro e uma tela maior no centro do painel, todas com conexão 3G. E tudo isso com ativação por voz, para que o motorista não precise tirar os olhos da pista e possa curtir tudo o que a tecnologia tem a oferecer. O sistema foi desenvolvido junto à Microsoft em 2007 e já está presente em 12 modelos de carro.
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O divórcio

Dois colossos americanos, a FORD e a FIRESTONE, tinham uma relação de fazer inveja a qualquer empresa. Harvey Firestone e Henry Ford eram tão amigos que os pneus de um equiparam os carros do outro por mais de 90 anos. E a relação transcendeu a esfera dos negócios: William Clay Ford Jr., atual chairman da montadora americana, é bisneto de Henry Ford e também de Harvey Firestone. Como isto? Em 1947, o pai de Ford Jr. casou-se com Martha Firestone em uma cerimônia que parecia selar para sempre o compromisso entre as duas empresas. Apenas parecia. O divórcio começou em 1991, quando acidentes envolvendo os pneus da Firestone que equipavam os utilitários esportivos FORD Explorer começaram. Durante quase uma década, a FORD e a Firestone colecionaram uma enxurrada de reclamações e ações judiciais. Foram mais de 100 processos contra as duas empresas e muito dinheiro perdido. A imagem das empresas ficou ainda mais arranhada com as 174 mortes provocadas por acidentes com o utilitário Explorer, que a obrigaram a FORD operar um mega-recall de 14.4 milhões de pneus defeituosos que equipavam o modelo. Não demorou muito para a montadora divulgar uma nota informando que as falhas não tinham relação alguma com o automóvel em si. No texto, a FORD fez uma acusação gravíssima, afirmando que a Firestone conhecia o defeito do pneu havia três anos. Com a relação e as imagens totalmente abaladas, coube a William Clay Ford Jr., em 2001, anunciar o rompimento de uma das parcerias mais duradouras no mundo dos negócios.

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A evolução visual Seu logotipo reflete todas as qualidades agregadas à marca, variando levemente sua estrutura para estar sempre de acordo com as tendências do período. Sua inspiração inicial foi o movimento artístico decorrente na época, o Art Nouveau, com as mais modernas tendências em artes e design, e estava diretamente relacionado à tecnologia e ao uso de materiais como o ferro e o vidro em aplicações inéditas para a época. Os gráficos são rebuscados, com muitas curvas, caracteres trabalhados e ornamentação, exatamente como o primeiro logotipo da marca, criado em 1903. Em 1909, o logotipo passou por uma limpeza visual que removeu todos os adornos ao fundo e deixou apenas o nome da marca, com tipografia renovada — um rascunho do que ele viria a ser futuramente. Já seguindo os princípios básicos para um logotipo funcional, há apenas o nome FORD, com adoção de uma fonte cursiva e clássica. Este foi trocado novamente em 1912, com tipografia mais finalizada e a volta do fundo. O logotipo ganhou a elipse ainda neste ano, sendo esta a última mudança drástica em sua estrutura. A tradicional cor azul foi adotada em 1928, e desde então, o logotipo sofreu poucas alterações em sua forma se relacionarmos com o atual, sendo as mais redundantes o achatamento e prolongamento da elipse que envolve o nome da marca e uma tipografia mais delicada. Em 1976, o logotipo apareceu com um ar metalizado e mais moderno. Em comemoração ao centenário da empresa, em 2003, o logotipo ganhou linhas mais nítidas e sombras para destacá-las e dar mais profundidade ao nome FORD. O novo logotipo é chamado de Centennial Blue Oval.

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Os slogans

Drive one. (2008)

Ford. Feel the difference.

Ford. Bold moves. (Estados Unidos)

Built for life in Canada. (Canadá)

Built for the road ahead.

Ford. Designed for living. Engineered to last.

Have you driven a Ford lately?

Built Ford tough!

Everything We Do is Driven By You.

Ford has a better idea.

Quality is Job 1.

There's a Ford in your Future.

Viva o novo. (2006)

Desempenho Total. (1963)

Fazendo seu caminho melhor.

Desenhado para viver. Construído para durar.

Deixe um FORD surpreender você.

Raça Forte. (Ford Pick-up)
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O gênio por trás da marca

O americano Henry Ford foi o homem que mudou o mundo com um carro simples, produzido em massa e vendido com grande sucesso mundo afora. A ele é atribuído o “Fordismo”, ou seja, a produção em grande quantidade de automóveis a baixo custo por meio da utilização do artifício conhecido como “linha de montagem”, o qual tinha condições de fabricar um carro a cada 98 minutos, além dos altos salários oferecidos a seus operários. Nascido na cidade de Springwells, em uma fazenda próxima a um município rural a oeste de Detroit, no estado do Michigan, em 30 de julho de 1863, era filho do imigrante irlandês William Ford com a americana Mary Litogot, e adquiriu a paixão pela mecânica em sua casa, quando seu pai lhe deu um relógio de bolso. Aos quinze anos, já tinha firmado a reputação de reparador de relógios, tendo desmontado e remontado os aparelhos de amigos e vizinhos inúmeras vezes. Em 1879, ele deixou a fazenda e foi para a cidade vizinha Detroit, para trabalhar como um aprendiz de operador de máquinas, primeiro na empresa James F. Flower & Bros., e mais tarde na Detroit Dry Dock Co. Foi nestes empregos que o jovem Henry aprendeu tudo sobre motor de combustão interna. Em 1882, retornou a Dearborn para trabalhar na fazenda da família, quando adquiriu ainda mais experiência na operação dos motores a vapor portáteis da empresa Westinghouse. Ele foi posteriormente contratado pela própria Westinghouse Electric Corporation. Henry se casou com Clara Ala Bryant, em 1888, sustentando-se nessa época através de uma serraria. O casal teve um único filho, Edsel Bryant Ford, e adotou outro de origem chinesa. Em 1891, tornou-se engenheiro da Edison Illuminating Company, embrião do que viria a ser a famosa empresa General Electric, e, após sua promoção ao cargo de Engenheiro Chefe em 1893, teve bastante tempo e dinheiro para dedicar atenção às suas experiências pessoais com motores a gasolina.

Henry Ford e seu FORD T

Apesar do cargo que ocupava obrigar Henry à estar disponível 24 horas por dia, ao mesmo tempo dava-lhe a oportunidade de fazer experiências, na medida em que se tornou colaborador direto e amigo íntimo do seu patrão, Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica. Em colaboração com outro de seus amigos célebres, Harvey Firestone, ele acompanhou o nascimento da excepcional adaptação da borracha a pneumáticos para automóveis, com a valiosa colaboração de Edison, que dispunha de um laboratório altamente equipado onde teve lugar uma série de experiências que contribuíram para o arranque da revolucionária descoberta. Estes experimentos culminaram em 1896 com a conclusão de seu próprio veículo automotor denominado quadriciclo, com uma carroçaria muito leve montada sobre quatro rodas de bicicleta. Durante os anos que se seguiram, Henry continuou tentando melhorar o motor dos seus veículos de passageiros. Em complemento, construiu um carro de corrida que ele próprio conduzia. Finalmente, aos 40 anos de idade, junto com outros 11 investidores, fundou a Ford Motor Company em 1903. Mas nem tudo foi sucesso. Pouco tempo depois da formação da empresa, Henry Ford foi ameaçado pela Associação dos Fabricantes de Automóveis. Após anos de lutas em tribunais, ele ganhou o caso em 1911, acabando com o monopólio e assim viabilizando que outros pudessem tornar-se construtores do ramo de automóveis. Ele morreu no dia 7 de abril de 1947 na cidade de Dearborn, aos 84 anos, deixando a maior parte de sua grande fortuna para a Fundação Ford, mas providenciou para que sua família pudesse controlar a empresa permanentemente. Como único dono da empresa, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo, além de ser apontado como um dos mais influentes industriais da história.

Henry Ford e seu famoso motor V8

O valor


Segundo a consultoria britânica Interbrand, somente a marca FORD está avaliada em US$ 7.195 bilhões, ocupando a posição de número 50 no ranking das marcas mais valiosas do mundo. A empresa também ocupa a posição de número 8 no ranking da revista FORTUNE 500 (empresas de maior faturamento no mercado americano) em 2010.


A marca no Brasil


A FORD chegou ao Brasil no dia 1 de maio de 1919, instalando-se em um armazém da Rua Florêncio de Abreu, no centro de São Paulo, mas mudou-se para um galpão na Praça da República e depois para um prédio próprio no bairro do Bom Retiro. Nesse período, a FORD apenas montava os automóveis Ford T com peças importadas da matriz. A empresa foi a primeira montadora de veículos a instalar-se oficialmente no país. Em 1923 a filial brasileira produzia 40 veículos por dia, contava com 124 funcionários e capacidade de produção anual de 4.700 carros e 360 tratores. O primeiro automóvel nacional seria lançado somente em agosto de 1957: era um caminhão F-600, com 40% de nacionalização, equipado com motor V8 a gasolina, de 167hp. A picape F-100 chegaria dois meses depois, mas o carro de passeio só viria uma década depois: o Galaxie 500, primeiro carro nacional de luxo de grande porte.
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Dois anos depois, a FORD absorveu a Willys-Overland, que já estava desenvolvendo um sedã médio com ajuda da Renault. A montadora aprovou o projeto e o lançou como FORD CORCEL, que foi um grande sucesso de vendas. Também nesta época foi lançada a F-100, primeira picape nacional; e a versão luxuosa do Galaxie (conhecida como LTD), primeiro automóvel produzido no Brasil com transmissão automática. Nos anos seguintes a FORD revolucionou o mercado brasileiro com o lançamento da perua Belina e do Landau, versão ultra-luxuosa do Galaxie, em 1971; do Marverick em 1973; do CORCEL II em 1978; com a apresentação do primeiro veículo movido exclusivamente a álcool e a picape F-1000 a diesel com motor a diesel e capacidade de 1 tonelada de carga, em 1979; com o lançamento, em 1981, do FORD DEL REY, primeiro carro médio brasileiro e pioneiro ao instalar travas e vidros elétricos; da picape utilitáriaPAMPA em 1982 e do FORD ESCORT em 1983, primeiro carro com motor transversal da montadora no Brasil.

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Em 1987 foi criada a Autolatina, uma joint-venture entre a FORD e a Volkswagen. Tal união foi um desastre para FORD: a Volkswagen tinha 51% da Autolatina e o poder de decisão, e os clones Verona (1989), Versailles (1991) e Royale não foram tão bem-sucedidos quanto os originais VW Santana e Quantum. Em 1994, a FORD rompeu a parceria e iniciou sua recuperação, aposentando os modelos velhos e grandes e investindo em modelos novos e compactos, originários da Europa como o FORD FIESTA em 1996, o FORD KA e o FORD COURIER em 1997, o FORD FOCUS em 2000 e o FORD ECOSPORT em 2003. A última década foi marcada pela renovação da linha de produtos da marca em todos os segmentos do mercado. Seus principais lançamentos incluíram o Fiesta RoCam, F-250 4x4, Fusion, Novo Ka, Novo Focus, New Fiesta, Edge e Fusion Hybrid, junto com os motores flex das famílias RoCam, Duratec e Sigma. Em caminhões, os principais destaques foram o lançamento do F-4000 4x4 e da linha Transit.



Atualmente a FORD possui fábricas nas cidades de São Bernardo do Campo, Taubaté e Camaçari (cuja produção chega a 250 mil veículos por ano, 912 veículos por dia, 1 veículo a cada 80 segundos), além de um campo de provas na cidade de Tatuí, considerado um dos mais modernos do mundo. Pioneiro na América do Sul, o campo de provas conta hoje com aproximadamente 800 empregados, entre os quais 280 engenheiros - 130 deles pós-graduados e sete PhDs. Realiza mais de 10 milhões de quilômetros de testes por ano para garantir a segurança, conforto, estabilidade e qualidade dos veículos FORD. Em 2010 a FORD atingiu um recorde histórico de vendas ao comercializar 363.955 veículos no país.


  A marca no mundo A FORD é a quarta maior produtora de carros e caminhões do planeta, um gigante com faturamento superior a US$ 128 bilhões, 164 mil empregados, mais de 5.3 milhões de veículos vendidos em 2010 e mais de 70 fábricas, instaladas em países como Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Alemanha, Turquia, Brasil, Argentina, Austrália e China. Depois dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha são os mercados mais importantes para a marca no mundo. Atualmente a empresa é proprietária das marcas Lincoln, Mazda (da qual controla 33.4%), além da brasileira Troller. Entre os dez modelos de veículos mais vendidos do mercado americano em 2010, a FORD detém o primeiro lugar com os caminhões leves F-SERIES e o oitavo com o FUSION.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Um pouco sobre a história da BUGATTI

Que pessoa nesse planeta não teria vontade de pilotar uma máquina dessas: 1.001 cavalos de potência, motor W16, 4 turbos comprimidos e 10 radiadores. Ao pisar no acelerador um simples mortal pode ir de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Se o mortal não desmaiar presenciando esse milagre e continuar pisando no acelerador, o bólido é capaz de atingir 405 km/h. Não, isso não é um avião. É um BUGATTI VEYRON, um dos automóveis mais exclusivos e caros do mundo.

A história de Ettore Bugatti nasceu em 1881 na famosa cidade italiana de Milão. Sim, o senhor Ettore era italiano, apesar de construir sua vida e sua famosa empresa na França. Nasceu em um ambiente que seria decisivo para seu futuro: uma família de artistas. Embora tivesse nascido também com aquela indefinida característica genética que causa o entusiasmo pelo automóvel, o meio artístico em que nasceu e foi criado teria uma profunda influência em sua vida. O pai de Ettore, Carlo Bugatti, é até hoje famoso por sua mobília artística. Desde garoto, apresentou aptidão para a mecânica. Aos 18 anos abandonou a Escola de Belas Artes de Milão, para desgosto do pai, e foi contratado como aprendiz na empresa Prinetti & Stucci, em sua cidade natal. Lá participou de seu primeiro projeto automobilístico, um triciclo motorizado. A partir daí ele passou rapidamente por várias empresas, até que fixou residência na cidade de Molsheim, na Alsácia francesa, onde conseguiu financiamento para desenhar o primeiro BUGATTI em 1908: o tipo 10.

No ano seguinte ele fundou oficialmente sua fábrica de automóveis. Desde o começo mostrou um senso de estética e proporção que impressionam até os dias de hoje. Todos os componentes de seus veículos deviam, antes de funcionar bem, ter uma aparência impecável. Os motores sempre foram construídos em perfeitas formas geométricas, sem que nenhuma parte visível ficasse sem acabamento. Carros de competição se tornariam seu forte, visto que Ettore logo descobriu que os pilotos pagavam qualquer coisa por um veículo competitivo e veloz. E, dotados de pára-lamas e pára-choques, esses modelos de competição se tornavam excelentes carros de passeio para os mais abastados. Um dos carros mais conhecidos de Ettore foi o imortal modelo T35 (Tipo 35), sua primeira obra-prima e um dos automóveis de proporções mais perfeitas já criados. Suas magníficas rodas de alumínio ficavam fora da carroceria, uma delicada e minimalista criação que escondia completamente seus componentes mecânicos e culminava com o hoje famoso radiador em forma de ferradura. E não era só belo: equipado com um motor de oito cilindros em linha, pela primeira vez na marca, contava com comando no cabeçote e três válvulas por cilindro, que girava extremamente alto para sua época.


O modelo 35 teve longa carreira, de 1924 até 1931. Durante esses anos, 600 unidades foram construídas, venceu mais de 2.000 corridas (considerado o maior vencedor de corridas de todos os tempos), tendo feito sua estréia no GP da França de 1924. Foi o transporte preferido dos playboys abastados dos anos 20 (Isadora Duncan morreu em um deles, quando seu cachecol se prendeu a roda em movimento) e transformou a BUGATTI numa marca respeitada, admirada e desejada. Não foi por acaso que no dia 1 de maio de 1925 o senhor Ettore registrou o slogan“Le Pur Sangre Des Automobiles” (“O puro sangue dos automóveis”) para seus preciosos carros.



“Seus carros são realmente ótimos, Monsieur Bugatti, mas para um verdadeiro gentleman, somente os Rolls-Royce são adequados”. Quando ouviu essa afirmação em uma reunião social em meados desta década, Ettore não ficou revoltado como era de se esperar. Uma pessoa obviamente inteligente ele logo começou a pensar nos motivos que levaram aquela linda jovem bem nascida a dizer tal coisa. Os Rolls-Royce, apesar de tecnicamente inferiores aos carros do senhor Ettore, tinham já naquela época qualidade e confiabilidade incrível. Carros enormes, relativamente velozes e caríssimos, eram a escolha preferida da nobreza européia, e, portanto a jovem não deixava de ter razão. Ettore resolveu então que não aceitaria passivamente essa situação. Discussões inúteis não valeriam a pena: Ettore iria construir sua resposta. O resultado foi o tipo 41 “La Royale” ou, como é mais conhecido, o BUGATTI ROYALE.


O modelo carregava uma mascote paquidérmica (um elefante de bronze feito por Rembrandt, irmão mais novo de Ettore), no radiador por um bom motivo: era um carro gigantesco. Media 4,32 metros de entre eixos, pesava mais de três toneladas e custava o equivalente a três modelos Rolls-Royce Phantom II. Nenhuma de suas peças recebia banho de cromo. Ettore achava que tal metal era vulgar demais para os carros, substituindo-o por banhos de prata. Um dos carros mais lendários já criados, por seu glorioso exagero nas proporções, o modelo conseguiu duas coisas: elevar a BUGATTI à um patamar acima da Rolls-Royce, como pretendido, e apontar à empresa uma direção que a levaria, em última instância, à falência. Em 1927, um ano após a apresentação do Royale, que se tornou um divisor de águas dentro da empresa, a BUGATTI inaugurava seu departamento próprio de carrocerias, onde seu filho Jean criaria obras nunca antes vistas. O Royale provou ser um modelo difícil para vender, situação que piorou com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e a conseqüente crise econômica.



Apenas seis carros foram criados em seis anos, de 1926 a 1931, mas três ficariam por décadas com a família Bugatti. O primeiro a ser vendido (chassi 41111) foi o lendário roadster encomendado pelo milionário francês Armand Esders.



Os Bugatti Royale raramente são postos à venda. Como são carros famosos, historicamente importantes e raríssimos (apenas seis existem), quando alguém resolve vender um, casas de leilão se entusiasmam, fortunas estremecem e todos esperam o momento em que uma quantidade exorbitante de dinheiro trocará de mãos. Na última vez em que isso ocorreu, em um leilão no Royal Albert Hall em 1987, o colecionador americano Miles Collier vendeu seu Royale para o sueco Hans Thulin por quase US$ 8 milhões, o valor mais alto pago por um carro até hoje.


Em 1931, Ettore já havia deixado a operação da fábrica sob a responsabilidade de seu filho Jean, então com apenas 22 anos. Quando uma greve estourou em 1936, Ettore, um homem que dirigia sua empresa como um senhor feudal, ficou extremamente abalado, a ponto de abandonar Molsheim e se exilar em Paris, onde passou a se concentrar no lucrativo negócio de trens. Os trens BUGATTI são uma história a parte: eram vagões integrados à locomotiva, altamente aerodinâmicos e propelidos por uma combinação de dois ou quatro motores de oito cilindros em linha do modelo Royale. Bateram vários recordes de velocidade, mantiveram-se em operação até 1958 e garantiram a sobrevivência da empresa durante a crise dos anos 30.


Enquanto isso, Jean ficou livre para inovar. O modelo Tipo 57 é provavelmente o melhor dos clássicos da marca e o mais vendido, 710 unidades. Quando Ettore começou a criar carros, em 1899, Enzo Ferrari era um menino. William Lyons, da Jaguar, só criaria seu primeiro esportivo no final dos anos 30, quando a BUGATTI já era uma marca de tradição. Mas em comum com esses dois pioneiros, uma infeliz história: todos criaram filhos com a intenção de torná-los seus sucessores. E, tragicamente, todos os três perderam esses filhos antes que pudessem fazê-lo de modo completo. Jean Bugatti morreu em 1939, com apenas 30 anos de idade, em um acidente ao testar uma versão de seu clássico tipo 57SC. Ettore nunca se recuperou dessa dor. Em 1947, morreu aos 66 anos.

A BUGATTI fechou as portas em 1951, efetivamente sem direção. Os outros herdeiros de Ettore (Roland e as duas filhas, L’Ébé e Lidia) tentaram continuar a fábrica, criando o tipo 101 (um modelo 57 modificado), de 1951, e o 251 de competição, em 1956, com motor central-traseiro, mas sem êxito. Durante este período, diversos investidores tentaram salvar a tradicional montadora, mas sem efeito, a BUGATTI continuou a produzir somente peças para aviões. Depois de muitos altos e baixos, a marca passou para o controle do italiano Romano Artioli em 1987, com uma nova fábrica sendo construída em Campogalliano, perto de Modena, onde foram montadas várias unidades do modelo EB 110, uma obra dos designers da Lamborghini, Paolo Stanzani e Marcello Gandini, apresentado ao público oficialmente em 1991. Mas a aventura durou pouco e logo a empresa entrou em falência.



Em 1998 os direitos sobre a BUGATTI foram adquiridos pelo Grupo Volkswagen, que inicialmente apostou na criação de protótipos. Mas, para delírio dos fãs, os dirigentes da montadora alemã confirmaram, durante o Salão do Automóvel de Genebra, que o superesportivo BUGATTI EB 16-4 VEYRON chegaria ao mercado em 2003. O novo modelo era um super-bólido equipado com motor de 16 cilindros em W, com 1.001 CV (mesma potência de 12 carros populares), atingindo uma velocidade máxima de 407.5 km/h. Para agüentar a potência do motor o veículo era equipado com um câmbio de sete marchas e duas embreagens. O modelo entrou em produção em 2005, e teve sua primeira unidade entregue no ano seguinte. A BUGATTI que durante décadas construiu os carros mais fascinantes de todos os tempos renascia sob o controle da Volkswagen, 90 anos depois de Ettore Bugatti ter apresentado seu primeiro modelo em Molsheim na Alsácia. Recentemente a BUGATTI iniciou a produção da versão targa do Veyron, um conversível com teto rígido batizado de BUGATTI VEYRON GRAND SPORT, um modelo ultra exclusivo com tiragem de apenas 150 exemplares, sendo que 50 delas destinadas a clientes vips da marca francesa. O modelo além do teto rígido de policarbonato transparente e que pode ser retirado, conta com um “estepe”, já que depois de retirado, o teto rígido não pode ser transportado no carro. Trata-se de uma segunda cobertura de lona, que serve pra proteger os ocupantes em caso de chuva. Um detalhe, o superesportivo com o teto no lugar poderá atingir a mesma velocidade máxima do Veyron fechado, de 407 km/h. A marca já anunciou que um sedã esportivo, batizado de Galibier, será produzido em série muito em breve.



A velocidade em estado bruto

Desde que a primeira unidade foi oficialmente entregue em 2006, o BUGATTI VEYRON foi considerado pela a revista americana Forbes o carro mais caro do mundo (para adquirir um modelo é preciso desembolsar mais de US$ 2 milhões). E um dos mais velozes (só para fazer uma comparação, em 15 segundos o modelo deixaria a Ferrari F2005, pilotada na época por Schumacher comendo poeira, já que ela não teria mais marcha pra continuar a disputa). Rapidamente o modelo, que supera os 407 km/h de velocidade final, se transformou em sonho de consumo de muita gente, mas que poucos um dia na vida terão o prazer de guiá-lo. Não satisfeita, recentemente a montadora apresentou a nova versão SUPER SPORT do super-esportivo. A montadora revelou que os 1.001 cavalos de potência da versão original ficaram bem para trás. A nova versão, apresentada em 2010, tem mais de 1.200 cavalos de potência, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 2.4 segundos e atingir velocidade máxima de 431 km/h. Para conter toda esta potência, a BUGATTI também melhorou o sistema de freios, o qual é capaz de frear mais rápido do que acelera, precisando de apenas 2.2 segundos em uma frenagem de 100 a 0 km/h (o atual Bugatti Veyron precisa de 10 segundos para frenagem de 400 a 0 km/h). Além disso, as nove grades de titânio, que ajudam o carro a esfriar, foram desenhadas para evitar que pássaros fiquem presos e causem acidentes. No dia 7 de maio de 2009, a montadora anunciou que foi entregue o BUGATTI VEYRON de número 200 para um cliente do Oriente Médio. Recentemente, a marca anunciou que vendeu o último dos 300 exemplares do Veyron, a última unidade derradeira deve ficar pronta apenas em 2012 e será entregue a um milionário desconhecido na Europa. A BUGATTI continuará produzindo apenas a versão conversível, apresentada pela primeira vez em 2008.

Para que possa atender aquele restrito público de consumidores cheios da grana, a marca divulgou recentemente três de suas novas versões do conversível BUGATTI VEYRON GRAND SPORT 16.4, Equipado com motor 16,4 litros, com 16 cilindros em W (junção de dois V8). O principal diferencial são as cores da carroceria. O destaque é a combinação de amarelo e preto, tema usado inclusive nos bancos em couro amarelo e costura preta. O console central é em fibra de carbono preta, enquanto o painel do volante e câmbio são revestidos em couro preto com costura amarela. A edição especial custa nada menos que €1.58 milhões. Outra opção apresentada foi a combinação de azul carbono com alumínio polido, com belas rodas em alumínio polido e dois tons de acabamento, e mais, com belas grades frontais e entradas de ar em alumínio e acabamento espelhado. A terceira opção apresenta uma cor inferior no tom de tangerina e apenas porta, console central, painel e painel de instrumentos do volante são revestidos em couro azul escuro e fibra de carbono azul, com costura tangerina no volante e na alavanca de câmbio. E quando se achava que o Veyron não ganharia mais edições exclusivas eis que surge a marca com uma novidade. Trata-se da versão L’Or Blanc (ouro branco, em francês), que se destaca por substituir a tinta que reveste o metal e a fibra da carroceria por pigmentação à base de porcelana. O preço da novidade condiz com sua peculiaridade: €1.65 milhões.



ExclusividadeUma jóia de engenharia do quilate de um BUGATTI não tem uma produção simples. Tudo é feito artesanalmente, o que justifica os milhões de euros que custa uma obra-prima desta. Ao encomendar o carro hoje, o comprador só o receberá em aproximadamente um ano e meio. Depois de cinco meses da encomenda, deve-se ir à sede da marca, em Molsheim na França, para escolher os materiais de acabamento. Por fim, na entrega, o privilegiado novo proprietário passa por um treinamento com o piloto oficial da BUGATTI, o francês Pierre Henri Raphanel, para aprender a domar a fera. A marca dispõe também de cinco técnicos, responsáveis por pequenos grupos de clientes. São como padrinhos. Cada proprietário tem o seu à disposição. Além disso, a empresa monitora o tempo todo o carro. Se algum problema ocorrer o cliente será atendido na hora.



Design além dos automóveisNos últimos anos a tradicional marca começou a espalhar seu DNA de design por outras áreas, como por exemplo, roupas, perfumes (cujo desenho do vidro lembra as linhas contemporâneas do Veyron 16.4), linha de cosméticos, miniaturas de automóveis, acessórios como chaveiros, malas de couro, bonés, carteiras e até guarda-chuva.




A marca no mundoA empresa, localizada em Molsheim Château St. Jean, próximo a Estrasburgo, tem produção extremamente limitada, no máximo 50 carros por ano, que são vendidos em mais de 80 países do mundo. De acordo com a marca, 30% das vendas de seus veículos estão nas Américas, 30% na Europa e 30% no Oriente Médio. Hoje existem no mundo aproximadamente 300 unidades da nova geração do BUGATTI rodando ou repousando em luxuosas garagens.


● As letras EB que estão na logomarca da montadora, são as iniciais de Ettore Bugatti, e por isso muito modelos da marca foram batizados com essas iniciais, como o EB 110.

● No dia 2 de janeiro de 2009, foi revelado que um raríssimo BUGATTI TYPE 35 ATALANTE de 1937 foi encontrado na garage de um cirurgião morto na Inglaterra. Apenas 17 unidades deste modelo foram fabricadas, todas feitas à mão.

● Dizia-se que Ettore Bugatti não permitia que se projetassem espelhos retrovisores em seus carros por acreditar que quem dirigia um BUGATTI não se importaria com os carros que ficassem para trás. Ao contrário do que reza a lenda, porém, um dos dois exemplares Royale da coleção Schlumpf, possui o equipamento.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Um pouco sobre a história da DODGE


A DODGE tem uma longa história de destaque na indústria automobilística, sempre em busca de identificar e exceder as expectativas dos clientes com modelos de automóveis modernos duráveis e dinâmicos que abrangem desde suas famosas e confiáveis picapes até sedans de grande sucesso.

A história

Tudo começou em 1897, quando os irmãos John e Horace Dodge receberam a primeira patente para fabricar componentes para bicicletas. Já no começo de 1900, os irmãos decidiram vender sua empresa de bicicletas e com o dinheiro inauguraram uma pequena oficina para a produção de peças de fogão. Mas não demorou muito para que os irmãos decidissem começar a produzir peças para a indústria automobilística. A produção de peças começou em 1901, atendendo a um pedido de 2.000 transmissões, feitas por Ransom E. Olds, que iriam equipar modelos da Oldsmobile. No ano seguinte, um pedido ainda maior, 3.000 transmissões, definitivamente transformou os irmãos como fornecedores da indústria automobilística.


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Um fato mudaria o destino dos irmãos e de sua empresa: No dia 28 de fevereiro de 1903, Henry Ford contratou os irmãos para fornecer chassi e outras peças para o primeiro modelo de automóvel lançado pela FORD, o Model A. Durante quase 11 anos os irmãos foram fornecedores da empresa de Henry Ford, com John chegando até o cargo de vice-presidente. Porém, descontentes com algumas decisões tomadas por Henry Ford, os irmãos resolveram em 1914 implantar um sonho maior: desenvolver e construir seu próprio automóvel. Era o início de uma história de sucesso. O primeiro carro DODGE saiu da linha de montagem no dia 14 de novembro, e era informalmente chamado de “Old Betsy”. No mesmo dia os irmãos fizeram um pequeno test drive pelas ruas de Detroit e o veículo foi despachado para um comprador do Tennessee. Nesta época, o logotipo da empresa era formado por dois triângulos nas cores azul e branco, lembrando a estrela de David.

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Até o final deste ano, 249 automóveis haviam sido construídos pela Dodge Brothers Motor Company. Já em 1916, novos modelos foram introduzidos a sua linha de produtos e a DODGE era a quarta marca de carros mais vendida dos Estados Unidos, com 70.700 unidades. No ano seguinte a montadora introduziu seu primeiro caminhão, chamado por ela de “Commercial Car”. O sucesso de seus automóveis na década seguinte levou a empresa, transformou os dois irmãos em homens extremamente ricos. Durante a Primeira Guerra Mundial a DODGE voltou sua produção para veículos militares, especialmente ambulâncias. Depois do falecimento dos irmãos, ambos em 1920, a DODGE BROTHERS foi comandada pelas viúvas, Matilda Rauch e Anna Thompson, por pouco tempo, e depois de ser comprada por um grupo de investidores, passou a integrar a Chrysler Corporation em 1928, quando Walter P. Chrysler pagou US$ 175 milhões pela montadora.

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Na década de 30, a empresa firmou sociedade com a Graham Brothers para fabricar caminhões comerciais e picapes. O Graham Truck era feito sob o chassi DODGE. No meio da década a empresa comprou a Graham Trucks e iniciou a produção de seus próprios caminhões, nascendo a DODGE TRUCKS. No ano de 1942, em virtude da Segunda Guerra Mundial, a empresa paralisou a produção de automóveis civis e produziu somente veículos militares, componentes e motores aeronáuticos para abastecer as tropas americanas. Depois de terminado o conflito a DODGE retomou a produção de automóveis civis. Durante a década seguinte, é lançada uma nova linha de veículos com uma imagem mais moderna, caracterizada por rabo de peixe, pára-brisas abaulados e fechos de portas embutidos em todos os automóveis.
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Em 1953, a DODGE apresenta seu famoso motor Hemi V-8. Em 1956, foi a primeira montadora a dar atenção ao mercado feminino de automóveis. No ano seguinte, a Serie C, terceira geração de picapes DODGE, utilizou o marketing para mudar o nome para “Power Giant”, entrando na canibal competitividade do mercado americano deste segmento junto com Ford e GM. Nenhuma mudança significativa foi feita até 1965, quando a linha de picapes foi totalmente re-estilizada e modernizada. A década de 60 foi de extrema importância para a DODGE. Começou em 1960 com o lançamento do DODGE DART, porta de entrada da marca no segmento de carros compactos. Ele sofreu várias mudanças estéticas até se tornar o DART conhecido no Brasil.
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Nos anos seguintes a DODGE lançou dois outros modelos de grande sucesso: em 1966 introduziu no mercado o CHARGER, um muscle-car (carros com grande potência equipados com poderosos motores V8), que ficou ainda mais conhecido quando se tornou o astro do seriado “The Dukes of Hazzard”; e, em 1967, lançou no mercado o DODGE CORONET RT, um carro esporte com motor V8, que viria a se tornar uma das vedetes da marca, sendo a porta de entrada da DODGE para o segmento dos carros médios nos Estados Unidos. No início da próxima década, em 1971, a DODGE introduziu a “Lifestyle” picape, desenvolvida para toda família e especialmente para ser utilizada em viagens de férias. Quase no final desta década, em 1978, com a crise do combustível que assolou os Estados Unidos, a DODGE introduziu a picape a diesel. Foi também nesta década que a montadora ingressou no mercado dos carros compactos com o lançamento dos modelos DODGE OMNI (um hatchback com tração dianteira) e o Colt, este último em parceria com a Mitsubishi.

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Em 1981, a linha de picapes foi re-estilizada, ganhou novos modelos como a picape compacta DAKOTA, e sob o comando do executivo Lee Iacoca, que havia assumido o comando da montadora em 1978, o símbolo do cabrito montanhês, que foi utilizado entre as décadas de 30 e 50, voltou a fazer parte da imagem visual da marca, seguido da frase “Ram Tough”. Outro lançamento de grande impacto foi a van CARAVAN, lançada em 1984 e que revolucionou o mercado em sua categoria.

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A década de 90 tem início com o lançamento do DODGE VIPER, um automóvel ultra-esportivo equipado com motor V10, e do DODGE INTREPID. Pouco depois surgiriam dois de seus maiores sucessos de venda, o DODGE NEON (um carro compacto lançado em 1994 que se tornou um grande campeão de vendas, especialmente pelo seu preço reduzido) e o DODGE STRATUS (um sedã de porte médio grande que esbanjava conforto, lançado em 1995). Nos anos seguintes a DODGE renovou completamente sua linha de veículos com adição de modelos utilitários esportivos e recriações de grandes sucessos como o CHARGER e o CHALLENGER. A partir de 2000, com o agravamento da situação financeira da Chrysler, a marca DODGE assistiu a um forte declínio nas vendas e queda acentuada no faturamento. Com a venda da Chrysler para a Fiat em 2009, a marca DODGE passou a ser de propriedade da montadora italiana.

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A linha do tempo 

1981

● Lançamento do DODGE RAM, uma picape de porte grande. A recente geração da picape foi apresentada em 2009, e com o novo modelo a DODGE pretende morder uma fatia maior do segmento das grandes picapes. A nova picape traz mudanças estéticas que a deixaram mais aerodinâmica, mantendo a robustez, apesar de visualmente parecer bem maior.1984

● Lançamento do DODGE CARAVAN, uma mini-van de porte médio. Em 1995, a CARAVAN se tornou a primeira mini-van a ser eleita carro do ano nos Estados Unidos. O sucesso desta mini-van, atualmente em sua quinta geração, é tanto que já foram vendidas mais de 12 milhões de unidades até os dias de hoje.

1987
● Lançamento do DODGE DAKOTA, uma picape de porte médio.

1992

 ● Lançamento do DODGE VIPER, um super esportivo de linhas agressivas.

1995

 ● Lançamento do DODGE AVENGER, um cupê de porte médio com duas portas produzido até o ano de 2000.

1998

● Lançamento do DODGE DURANGO, um veículo utilitário esportivo de porte grande. Sua primeira geração era derivada da picape Dakota, tendo toda sua metade dianteira idêntica à dela. Em 2007 o modelo foi apresentado com motor bi-combustível.

2003

● Lançamento do DODGE SPRINTER, um veículo comercial feito com a mesma base e com o mesmo nome de um modelo da Mercedes-Benz.

● Lançamento da DODGE RAM SRT, uma versão esportiva da tradicional picape equipada com o motor V10 do Viper. Sua produção foi encerrada em 2006.

2005 

● Lançamento do DODGE MAGNUM, uma perua de porte médio-grande.

2006 

● Lançamento do DODGE CALIBER, um utilitário esportivo compacto, sendo o primeiro veículo do grupo Chrysler a oferecer a família de motores de quatro cilindros a gasolina, além do novo 2.0 a diesel.

● Lançamento do DODGE CHARGER, recriação do mito que fez tanto sucesso na década de 60 e 70.

2007

● Lançamento mundial do DODGE AVENGER, um sedan (4 portas) de porte médio. A DODGE ressuscitou o nome AVENGER, utilizado em um modelo na década de 90.

● Lançamento do DODGE NITRO, um veículo utilitário esportivo compacto, identificado por suas linhas quadradas e desenvovido sobre a plataforma do Jeep Cherokee Sport.

2008

● Lançamento do DODGE JOURNEY, uma crossover de porte médio com jeitão de utilitário esportivo.

● Lançamento do DODGE CHALLENGER, uma re-edição do clássico dos anos 60 para concorrer na categoria dos muscle-cars.



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Uma víbora veloz

Quando o DODGE VIPER, um superesportivo, foi mostrado como carro-conceito, no Salão de Detroit de 1989, GM e Ford, fabricantes de mitos norte-americanos como Mustang, Camaro e, sobretudo, o Corvette, talvez não imaginassem que a DODGE teria ousadia o bastante para colocar nas ruas um esportivo de linhas tão agressivas e motorização tão avantajada. Ela teve. Lançado no mesmo Salão de Detroit em janeiro de 1992, em configuração aberta (o roadster R/T 10, sigla para road and track, ou estrada e pista, e o motor de 10 cilindros), o VIPER - víbora em inglês - nome que não poderia ser mais apropriado, angariou uma legião de fãs e conquistou seu lugar entre os carros mais carismáticos do mundo. Seus primeiros modelos foram espelhados no Shelby Cobra, criado por Carrol Shelby, ex-piloto de corrida - na década de 50, nos Estados Unidos. O enorme sucesso inicial era explicado: capô longo, faróis afilados, saídas de ar nas laterais e à frente do pára-brisa, a grade DODGE de quatro motivos, os bancos quase sobre o eixo traseiro.
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O primeiro VIPER era um esportivo puro, sem concessões ao conforto. Não tinha capota (apenas uma cobertura de lona ligando o pára-brisa à barra colocada após os bancos), vidros (só cortinas plásticas, como no mais rude jipe), ar-condicionado e maçanetas externas (abriam-se as portas diretamente por dentro). Em janeiro de 1993 era apresentado o cupê GTS, produzido a partir de junho de 1996, que passou a adotar suspensão e chassi aprimorados, rodas de cinco raios e saídas traseiras de escapamento, que trouxeram um ganho de 15 cv. O som do motor também melhorou, pois as saídas laterais tinham grande restrição para atender às normas de ruído vigentes nos Estados Unidos. Ao longo dos anos o modelo foi aprimorado, ganhando ainda mais potência, e principalmente tecnologia. Atualmente o esportivo, modelo mais caro da marca (com preços a partir de US$ 91.000) e em sua quarta geração, pode ser encontrado nas versões cupê e conversível.
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Um símbolo, um mito

O tradicional símbolo do cabrito montanhês foi adicionado em 1932 aos automóveis da DODGE como um ornamento do capô, simbolizando o estilo agressivo, força e robustez da marca. Na década de 60 a 80 o cabrito deixou de ser utilizado. O símbolo retornou em 1981 pelas mãos do executivo Lee Iacoca, fazendo inclusive parte do logotipo da empresa alguns anos depois.
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A evolução visual O primeiro logotipo utilizado pela DODGE, em 1914, era formado por dois triângulos nas cores azul e branco, lembrando a estrela de David, com as iniciais DB ao centro com a inscrição Dodge Brothers Motor Vehicles ao redor. Este logotipo foi utilizado até 1927. Depois vieram outros logotipo, também utilizados pela CHRYSLER, até que, em 1962, surgiu o famoso “FRATZOG”, um triângulo formado por três pequenas setas. Em 1976 surgiu o famoso PENTASTAR, logotipo utilizado por todas as marcas da CHRYSLER, sendo que o da marca DODGE era vermelho. Somente em 1993, o cabrito montanhês começou a ser utilizado como logotipo para todos os seus veículos, exceto o DODGE VIPER, que possuía como símbolo uma víbora.

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Depois de ser comprada pela Fiat, a DODGE, após passar por uma série de mudanças estruturais, apresentou em maio de 2010 sua nova identidade visual, que foi dividida em duas: automóveis e picapes. No novo logotipo da DODGE (somente para a linha de automóveis) foram adotadas as faixas que as versões esportivas da linha SRT levam na carroceria. Nos veículos da marca o logotipo não terá as duas faixas diagonais em vermelho, que aparecerão apenas em publicidades da montadora. O “cabrito montanhês” não foi aposentado e passou a ser usado na divisão de caminhões e pick-ups pesadas que passou a ser chamada de RAM. -
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Os slogans


Grab Life. (Agarre a Vida)

Grab Life by the Horns. (Agarre a Vida pelos Chifres)

Dodge. Different.
The New Dodge. (anos 90)


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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

VW novo câmbio DSG com 10 marchas e dupla embreagem



Antecipado pelo executivos da marca desde o ano passado, o super câmbio DSG de 10 marchas e dupla embreagem da Volkswagen acaba de ser apresentado na Alemanha. Parte importante de uma planejamento estratégico que visa o lançamento de tecnologias e sistemas inteligentes, a transmissão ajudará a fabricante no ambicioso plano de se tornar a montadora mais sustentável do mundo em 2018. A novidade será usada por boa parte do portfólio da companhia, mas ainda não tem data para chegar ao mercado.



Conforme explica a Volks, o super câmbio foi desenvolvido para extrair o máximo de eficiência dos motores e suporta picos de até 56 kgfm de torque. A transmissão aos poucos substituirá a caixa de sete marchas usada atualmente e poderá equipar veículos de motores transversais ou longitudinais. Modelos de grande volume de vendas, como Golf e Passat, devem ser os primeiros a estrear a novidade, além dos novos SUVs que estão a caminho.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Ford apresenta Mustang GT King Cobra com 600 cavalos

O Mustang GT King Cobra apresentado pela Ford no evento de Las Vegas nada mais é do que um conceito realmente poderoso, de 600 cavalos.

A famosa feira de personalização de veículos chamada de SEMA Show, sempre recebeu novidades das principais montadoras do mercado, e na edição deste ano, a feira de Las Vegas recebeu a apresentação de um Mustang com 600 cavalos de potência.

A Ford apresentou, durante o evento, o Mustang GT King Cobra, que traz em sua carroceria, entre outras coisas, uma série de grafismos que lembram a textura da pele das cobras, como alusão ao seu nome.

Um conceito poderoso




O Mustang GT King Cobra apresentado pela Ford no evento de Las Vegas nada mais é do que um conceito realmente poderoso, já que apresenta um motor capaz de entregar uma impressionante potência de mais 600 cavalos, dependendo do kit de personalização.

O modelo, além dos grafismos que imitam a textura da pele de uma cobra, também apresenta os kits de performance usados na Ford Racing para o Mustang GT (Handling Pack, Drag Pack e Super Pack). Em todos os kits, a potência e o estilo estão sendo levados em conta.
O nome King Cobra

Como se trata de um veículo de alto desempenho, o conceito da Ford recebeu o nome de King Cobra, que foi escolhido justamente por causa de sua potência, que está bem acima da média, especialmente em comparação com as versões convencionais do Mustang GT.

Para que se tenha uma ideia, o Mustang GT King Cobra foi testado no autódromo Milan Dragway, em Michigan, sendo que nesta oportunidade, ele conseguiu completar um quarto de milha em apenas 10,97 segundos!

Historicamente, a Ford apresenta uma grande tradição com o nome King Cobra, que sempre foi utilizado para denominar os veículos de alto desempenho da montadora estadunidense ao longo dos anos.


Rivalidades

A apresentação deste conceito chamado de Mustang GT King Cobra durante esta edição da SEMA Show em Las Vegas, não foi fruto de mero acaso, já que há uma grande rivalidade entre a Ford e a Chevrolet, que também apresentou uma versão diferenciada do Camaro no mesmo evento.

Com isto, fica cada vez mais evidente que a rivalidade entre as montadoras e entre os modelos clássicos de superesportivos terá mais capítulos, sendo muito mais presentes dentro do mercado de personalização de veículos.

A Ford não informou se aceitará encomendas para o Mustang GT King Cobra, mas é bem provável que aceite, sendo que os valores, possivelmente venham a ser muito maiores do que os valores das versões convencionais.